{"id":47726,"date":"2016-02-11T08:00:03","date_gmt":"2016-02-11T11:00:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=47726"},"modified":"2016-02-10T17:47:12","modified_gmt":"2016-02-10T20:47:12","slug":"rompem-se-as-cordas-e-o-carnaval-da-bahia-abre-as-asas-para-a-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2016\/02\/11\/rompem-se-as-cordas-e-o-carnaval-da-bahia-abre-as-asas-para-a-liberdade\/","title":{"rendered":"Rompem-se as cordas. E o carnaval da Bahia abre as asas para a liberdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Daniel Thame<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-47727\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sem-cordas-1.jpg\" alt=\"sem cordas 1\" width=\"332\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sem-cordas-1.jpg 600w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sem-cordas-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 332px) 100vw, 332px\" \/><\/p>\n<p>Durante duas d\u00e9cadas, o Carnaval de Salvador transformou-se numa esp\u00e9cie de Casa Grande &amp; Senzala.<\/p>\n<p>Protegidos pelas cordas, a elite branca de Salvador e milhares de turistas do Brasil e do Exterior, igualmente brancos em sua esmagadora maioria, desfrutavam das grandes atra\u00e7\u00f5es do Carnaval, em blocos cujos abad\u00e1s car\u00edssimos transformaram-se em grife e s\u00edmbolo de status.<\/p>\n<p>Do lado de fora das cordas, espremido entre as cal\u00e7adas e os camarotes, o povo, negros e multados da mais miscigenada e tamb\u00e9m mais negra das cidades brasileiras. Os chamados \u00b4pipocas, sorvendo migalhas do banquete oferecidos aos bem nascidos.<\/p>\n<p>Como os blocos se tornaram um espa\u00e7o exclusivo, produzia-se um clima de alegria, mas uma alegria artificial.<\/p>\n<p>Um \u00b4Muro de Berlim` tropical, contraste constrangedor na festa que de popular s\u00f3 tinha o nome. Porque havia a corda.<\/p>\n<p>Juntos, sim. Mas misturados, a\u00ed j\u00e1 era demais!<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 mais.<\/p>\n<p>Coube a Rui Costa, um governador nascido e criado numa fam\u00edlia humilde do bairro da Liberdade (mais que uma ironia, o nome embute um simbolismo), iniciar um processo de libera\u00e7\u00e3o das amarras.<\/p>\n<p>Romper a corda.<\/p>\n<p>Entre as j\u00e1 memor\u00e1veis imagens do Carnaval de Salvador em 2016, nenhuma \u00e9 mais forte, pelo que representa, do que a de grandes artistas como Ivete Sangalo, Bell Marques e Banda Eva, L\u00e9o Santana, Baby do Brasil, Moraes Moreira, Vingadora, Luiz Caldas, Sarajane, Ger\u00f4nimo, Saulo cantando para uma multid\u00e3o sem cordas, unida na alegria autentica, que \u00e9 marca do povo baiano, negros e brancos, pobres e ricos.<\/p>\n<p>Ao romper as cordas e democratizar a folia, Rui Costa quebra um paradigma e abre caminho para fazer do Carnaval da Bahia efetivamente a maior festa popular do planeta.<\/p>\n<p>Popular porque, enfim, o povo \u00e9 protagonista e n\u00e3o um mero espectador exclu\u00eddo da folia.<\/p>\n<p>Ax\u00e9!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniel Thame \u00a0 Durante duas d\u00e9cadas, o Carnaval de Salvador transformou-se numa esp\u00e9cie de Casa Grande &amp; Senzala. 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