{"id":44313,"date":"2015-10-18T09:33:20","date_gmt":"2015-10-18T12:33:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=44313"},"modified":"2015-10-18T09:33:37","modified_gmt":"2015-10-18T12:33:37","slug":"encontro-de-geracoes-da-literatura-de-fantasia-na-flica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2015\/10\/18\/encontro-de-geracoes-da-literatura-de-fantasia-na-flica\/","title":{"rendered":"Encontro de gera\u00e7\u00f5es da literatura de fantasia na Flica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-44314\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/flica-anjos-300x225.jpg\" alt=\"flica anjos\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/flica-anjos-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/flica-anjos.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Sobre anjos e morte, os escritores Andr\u00e9 Vianco e Ana Beatriz Brand\u00e3o encerraram o \u00faltimo debate do s\u00e1bado (17) na Festa Liter\u00e1ria Internacional de Cachoeira (Flica). O encontro de gera\u00e7\u00f5es proporcionado pela escrita em comum: a literatura de fantasia. Processos de produ\u00e7\u00e3o distintos, os escritores t\u00eam a paix\u00e3o pela leitura e conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias s\u00e3o motiva\u00e7\u00f5es para obras de ambos.<\/p>\n<p>Aos 16 anos, Ana Beatriz Brand\u00e3o j\u00e1 possu\u00eda 16 livros, sendo dois publicados, e revelou a voca\u00e7\u00e3o para a escrita. \u201cEu nunca vou parar de escrever. Eu posso seguir esse sonho de escrever junto com outra coisa. Mas eu sei que sempre vou escrever\u201d, contou. Para Andr\u00e9 Vianco, a carreira de escritor n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. \u201cO meu conselho se baseia em tr\u00eas \u2018P\u2019s: paci\u00eancia, persist\u00eancia e paix\u00e3o. Quando eu fui descoberto, eu j\u00e1 tinha mais de cinco livros escritos. Independentemente de ser publicado ou n\u00e3o, eu continuava escrevendo. Eu preciso escrever. Eu passo mal quando eu n\u00e3o escrevo. N\u00e3o desista que voc\u00ea pode conseguir publicar\u201d, orientou o autor.<\/p>\n<p>Leitores vorazes desde crian\u00e7a, como se autodefiniram durante o debate, Vianco e Ana Beatriz revelaram as prefer\u00eancias liter\u00e1rias e os primeiros contatos com a literatura. \u201cCom sete anos, toda semana eu tinha que levar um livro para casa na escola onde eu estudava. Eu leio de tudo. Meus mestres n\u00e3o t\u00eam nada a ver com o terror que eu escrevo. Mas tamb\u00e9m j\u00e1 li muito terror. O cinema, quadrinhos, videogame, tudo isso se misturou e deu essa linguagem cinematogr\u00e1fica que tem na minha obra. Meu leitor se sente dentro da hist\u00f3ria\u201d, relatou Vianco. \u201cLeio muito, desde pequena, com cinco anos\u201d, contou Ana Beatriz, que revelou j\u00e1 ter lido Capit\u00e3es de Areia, de Jorge Amado.<\/p>\n<p>Em destaque, a media\u00e7\u00e3o de Aur\u00e9lio Schommer proporcionou uma an\u00e1lise m\u00fatua das obras dos escritores. Enquanto Vianco analisou um trecho do livro de Ana Beatriz, a jovem escritora tamb\u00e9m exp\u00f4s opini\u00e3o sobre a obra do autor. \u201cEla tem essa caracter\u00edstica de colocar a pessoa dentro do livro. Ela est\u00e1 dando elementos sensoriais e a pessoa consegue imaginar aquilo e essa \u00e9 a grande gra\u00e7a da literatura de fantasia, \u00e9 exercer essa influ\u00eancia sobre as pessoas, fazer com que ela possa imaginar. Ela tem futuro\u201d, disse Vianco. \u201cTem presente\u201d, brincou Schommer.<\/p>\n<p>Antes de ler o trecho do livro de Andr\u00e9 Vianco, Ana Beatriz revelou que a obra dele serve como inspira\u00e7\u00e3o para ela. \u201cEu me identifico muito. O drama \u00e9 necess\u00e1rio na literatura fant\u00e1stica. Ela \u00e9 mais sens\u00edvel e toda vida tem um pouco de drama\u201d, disse a respeito do trecho lido durante o debate.<\/p>\n<p>Sobre hist\u00f3rias sem final feliz, a jovem escritora contou que adora um final tr\u00e1gico. Se considerar a morte como esse triste fim, Andr\u00e9 Vianco descreveu a fixa\u00e7\u00e3o pelo tema. \u201cChico Anysio dizia que n\u00e3o tinha medo de morrer, que tinha pena. \u00c9 isso. Meus livros s\u00e3o sempre um lembrete dessa nossa despedida,\u00a0 de que um dia todos n\u00f3s vamos embora. \u00c9 uma coisa que une todos os meus livros, essa \u2018finitude\u2019. Em todos os cap\u00edtulos e a\u00e7\u00f5es a gente acaba\u201d, concluiu Vianco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobre anjos e morte, os escritores Andr\u00e9 Vianco e Ana Beatriz Brand\u00e3o encerraram o \u00faltimo debate do s\u00e1bado (17) na Festa Liter\u00e1ria Internacional de Cachoeira (Flica). O encontro de gera\u00e7\u00f5es proporcionado pela escrita em comum: a literatura de fantasia. 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