{"id":44310,"date":"2015-10-17T21:27:44","date_gmt":"2015-10-18T00:27:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=44310"},"modified":"2015-10-18T10:09:02","modified_gmt":"2015-10-18T13:09:02","slug":"em-debate-na-flica-livia-natalia-diz-eu-digo-como-quero-ser-representada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2015\/10\/17\/em-debate-na-flica-livia-natalia-diz-eu-digo-como-quero-ser-representada\/","title":{"rendered":"Em debate na Flica, Livia Nat\u00e1lia diz: &#8216;Eu digo como quero ser representada\u2019"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; line-height: 17.4pt; background: white;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-44311\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/flica-livia-300x225.jpg\" alt=\"flica livia\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/flica-livia-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/flica-livia.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; line-height: 17.4pt; background: white;\"><span style=\"font-size: 15.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: #333333; letter-spacing: -.25pt;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 mais o que se contestar sobre a legitimidade da literatura negra. Duas mulheres, escritoras, negras, feministas e o desafio da milit\u00e2ncia em campos invisibilizados historicamente. De um lado, a poeta e professora baiana Livia Nat\u00e1lia. Do outro, Sapphire, escritora norte-americana autora do cl\u00e1ssico &#8220;Preciosa&#8221;, levado para o cinema. Duas vozes capazes de prender a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico que lotou o Claustro do Convento do Carmo neste s\u00e1bado (17), na Festa Liter\u00e1ria Internacional de Cachoeira (Flica). A media\u00e7\u00e3o ficou por conta do jornalista M\u00e1rio Mendes.<\/p>\n<p>\u201cEstamos em um momento em que a literatura tem nome e sobrenome. Voz, elas sempre tiveram, mas n\u00e3o podiam se fazer ouvir. Por exemplo, a homossexualidade deixa de ser doen\u00e7a no final do s\u00e9culo passado, assim como negros eram tidos como sem alma, que podem ser mortos. Infelizmente a pol\u00edcia ainda n\u00e3o pegou isso, eles acham que ainda podem nos matar\u201d. A fala de Livia Nat\u00e1lia arrancou aplausos calorosos da plateia. Apesar de n\u00e3o se considerar militante como escritora, Sapphire destacou que a vida dos negros tem sido reduzida por causa do racismo.<\/p>\n<p>Para Livia Nat\u00e1lia, a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica brasileira recha\u00e7a a literatura de uma das escritoras negras mais conhecidas da hist\u00f3ria, Carolina de Jesus. Enquadrada como uma literatura menor, a escrita visceral da autora em \u201cQuarto de Despejo\u201d foi ressaltada pela poeta no debate, refor\u00e7ando o valor liter\u00e1rio da cl\u00e1ssica escritora da literatura negra.<\/p>\n<p>\u201cTem uma intensidade, uma constru\u00e7\u00e3o de um universo simb\u00f3lico, formal, todo mediado pela fome. E ela escreve de uma outra forma por causa dessa fome. \u00c9 uma mulher que vai do topo de uma carreira liter\u00e1ria e morre no mesmo lugar de onde saiu, que foi a favela\u201d.\u00a0 Complementando a poeta baiana, Sapphire destacou a influ\u00eancia de Carolina de Jesus em suas obras.<\/p>\n<p>\u201cTodos os livros de Carolina que foram traduzidos para o ingl\u00eas faz parte do que falei, escrevi. Tudo isso eu estudei\u201d, revelou.<\/p>\n<p>Entre outros assuntos, como processo liter\u00e1rio, poesia, prosa, racismo, outro aspecto foi abordado pelas autoras. De acordo com Sapphire, a literatura escravagista foi a base dos primeiros livros dos afro-descendentes. \u201cAntes n\u00e3o era algo muito popular. Entrou em discuss\u00e3o h\u00e1 pouco tempo, com o livro 12 anos de escravid\u00e3o. Tem uma literatura fora da literatura, que s\u00e3o di\u00e1rios, cartas. Voc\u00ea tem que pegar a linguagem do povo mesmo, das ruas, a mulher afro-descendente busca essas cartas para criar uma voz que possa ser ouvida\u201d, explica.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a poeta baiana defende o poder da palavra nas m\u00e3os dos sujeitos \u201cinvis\u00edveis\u201d. \u201cSe todas as minorias se apossarem da palavra, a palavra \u00e9 poder, eu digo quem eu sou. Eu digo como quero ser pensado, representado. Escrever \u00e9 dizer quem eu sou e como eu quero ser pensada. Vamos continuar lutando, livre e simbolicamente. Literatura negra sim\u201d, afirmou. (do G1)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; line-height: 17.4pt; background: white;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 N\u00e3o h\u00e1 mais o que se contestar sobre a legitimidade da literatura negra. Duas mulheres, escritoras, negras, feministas e o desafio da milit\u00e2ncia em campos invisibilizados historicamente. 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