{"id":37817,"date":"2015-03-14T10:15:58","date_gmt":"2015-03-14T13:15:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=37817"},"modified":"2015-03-14T10:15:58","modified_gmt":"2015-03-14T13:15:58","slug":"movimentos-sociais-mostram-forca-no-apoio-a-dilma-o-golpe-nao-passara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2015\/03\/14\/movimentos-sociais-mostram-forca-no-apoio-a-dilma-o-golpe-nao-passara\/","title":{"rendered":"Movimentos sociais mostram for\u00e7a no apoio a Dilma. O golpe n\u00e3o passar\u00e1."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-37818\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/dilma-povo-300x107.jpg\" alt=\"dilma povo\" width=\"510\" height=\"182\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/dilma-povo-300x107.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/dilma-povo.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 510px) 100vw, 510px\" \/><\/p>\n<p>(do Brasil 247) &#8211; As manifesta\u00e7\u00f5es em defesa da democracia, do governo Dilma Rousseff, da Petrobras e a favor dos direitos trabalhistas, puxadas pela CUT, MST e UNE, movimentaram 24 Estados e o Distrito Federal nesta sexta-feira (13). As bandeiras com o nome da presidente eram frequentes e os discursos contra qualquer possibilidade de golpe e de um impeachment dominaram todos os atos. Em S\u00e3o Paulo, onde ocorreu a maior movimenta\u00e7\u00e3o, mais de 40 mil pessoas foram \u00e0s ruas, segundo dados do Datafolha. A grande ades\u00e3o aos atos de hoje surpreendeu at\u00e9 o governo, que temia conflitos com grupos contr\u00e1rios a Dilma, mas todas as manifesta\u00e7\u00f5es foram pac\u00edficas. Mesmo que a marcha deste domingo (15), capitaneada pela oposi\u00e7\u00e3o seja bem-sucedido, os atos deste 13 de mar\u00e7o revelam que o governo da presidente Dilma tem um forte bloco de apoio e que qualquer iniciativa golpista ser\u00e1 recha\u00e7ada nas ruas. Em outras palavras, \u00e9 poss\u00edvel dizer que o golpe morreu.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, onde ocorreu a maior concentra\u00e7\u00e3o, com 41 mil pessoas, mesmo sob muita chuva, os ativistas gritam palavras de ordem como \u201cn\u00e3o vai ter impeachment, n\u00e3o\u201d e \u201cfica Dilma\u201d. As pautas dos movimentos foram a defesa dos direitos dos trabalhadores, a defesa da democracia e o rep\u00fadio ao impeachment, contra a privatiza\u00e7\u00e3o da Petrobras e a puni\u00e7\u00e3o dos corruptos juntamente de uma reforma pol\u00edtica que acabe com o financiamento empresarial de campanha.<\/p>\n<p>\u201cA CUT e os movimentos est\u00e3o habituados a construir suas reivindica\u00e7\u00f5es nas ruas, e o faremos sempre que a democracia estiver em perigo. Sempre que houver aqueles que n\u00e3o aceitam a vontade da maioria, n\u00f3s estaremos nas ruas fazendo enfrentamento pelos nossos direitos\u201c, disse Vagner Freitas, presidente da CUT, que disse que este \u00e9 apenas o primeiro de outros atos.<\/p>\n<p>Segundo ele, o movimento social saiu \u00e0s ruas para apoiar a presidente Dilma Rousseff e pressionar pelos direitos dos trabalhadores. \u201cEla precisa de alian\u00e7a com os movimentos sociais, oper\u00e1rios, trabalhadores\u201d, disse. \u201cEla tem as dificuldades de um governo muito heterog\u00eaneo, um congresso conservador, e que fica impulsionando a presidenta a tomar medidas impopulares, que n\u00e3o condizem com o discurso com que ela se elegeu\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Organiza\u00e7\u00e3o do PT, Florisvaldo Souza, disse que os atos convocados pela CUT e o MST em defesa da democracia funcionaram como um marco em rela\u00e7\u00e3o ao programado para o domingo contra o governo de Dilma Rousseff. Florisvaldo admitiu que a c\u00fapula do PT chegou a sugerir que os organizadores cancelassem as manifesta\u00e7\u00f5es desta sexta-feira. Mas hoje reconhece que a iniciativa foi importante. &#8220;Ficou demarcado que os golpistas est\u00e3o do lado de l\u00e1&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>Mesmo diante da for\u00e7a do ato, o senador \u00c1lvaro Dias (PSDB), um dos maiores apoiadores do golpe, disse ao Jornal Nacional que as manifesta\u00e7\u00f5es foram &#8220;fracasso de p\u00fablico&#8221; e &#8220;prova da impopularidade do governo Dilma&#8221;.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>No Rio<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, cerca de 1 mil pessoas participaram do ato. Os manifestantes caminharam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sede da Petrobras, onde o grupo fez um abra\u00e7o simb\u00f3lico e cantou o Hino Nacional na porta do edif\u00edcio. Em seguida, gritaram &#8220;viva Dilma&#8221;. Ap\u00f3s alguns minutos na frente do pr\u00e9dio, alguns manifestantes voltar\u00e3o para a Cinel\u00e2ndia. Outros continuaram no local. Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile, l\u00edder do MST, se disse feliz com o que chamou de &#8220;jornada c\u00edvica em todo o pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>O ativista defendeu a presen\u00e7a do povo nas ruas, conforme pedido feito pelo ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, em ato recente na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI). \u201cA rua \u00e9 o \u00fanico espa\u00e7o em que o povo pode discutir pol\u00edtica. O Parlamento \u00e9 dos deputados, os pal\u00e1cios s\u00e3o dos eleitos. A rua \u00e9 democr\u00e1tica e da paz. Quem \u00e9 violento no Brasil sempre foram os poderosos. A elite que n\u00e3o aceita repartir com os trabalhadores a riqueza e o poder.\u201d<\/p>\n<p>Em Bras\u00edlia<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o a favor da presidente Dilma e contra a pol\u00edtica econ\u00f4mica dela, convocada pela CUT, reuniu cerca de mil pessoas, segundo a PM, e os manifestantes, em Bras\u00edlia. Os integrantes do movimento se encontraram na rodovi\u00e1ria da capital sob forte vigil\u00e2ncia da pol\u00edcia. As palavras de ordem eram a favor da presidente, contra o golpe, mas tamb\u00e9m contr\u00e1rias ao ajuste fiscal, atribu\u00eddo ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ao longo de toda a tarde n\u00e3o foram registrados confrontos.<\/p>\n<p>Manifesta\u00e7\u00f5es no Nordeste<\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, da Democracia, da Petrobras e pela Reforma Pol\u00edtica ocorreram tamb\u00e9m em estados das regi\u00f5es Norte e Nordeste, onde foram organizadas pela Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) e tiveram participa\u00e7\u00e3o de entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).<\/p>\n<p>Em Salvador, o ato ocorreu na parte da manh\u00e3 e teve a presen\u00e7a do ex-presidente da estatal Jos\u00e9 Sergio Gabrielli. Em discurso, assim como tinha feito ao depor ontem (12) na Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) da Petrobras, Gabrielli voltou a dizer que os desvios de recursos da empresa, investigados pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, n\u00e3o tinham como ser detectados. \u201cA Petrobras \u00e9 uma empresa s\u00e9ria, que tem um sistema de controle. Portanto, n\u00e3o poderia capturar nos seus mecanismos de controle o comportamento criminal de alguns, que fizeram conluio e os comportamentos inadequados fora da companhia.\u201d<\/p>\n<p>Em Fortaleza, a manifesta\u00e7\u00e3o ocorreu na Pra\u00e7a da Imprensa, no bairro Aldeota. Os participantes seguiram em passeata pela Avenida Desembargador Moreira e pediram tamb\u00e9m reforma pol\u00edtica. Segundo a Pol\u00edcia Militar, cerca de 500 pessoas participaram do ato. Representantes da CUT, que organizou a manifesta\u00e7\u00e3o, estimaram que aproximadamente 3 mil pessoas estiveram presentes.<\/p>\n<p>Segundo a Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social, as manifesta\u00e7\u00f5es foram pac\u00edficas e n\u00e3o houve registro de incidentes. Os policiais acompanharam os manifestantes, que seguiram da Pra\u00e7a da Imprensa at\u00e9 a Assembleia Legislativa do Estado do Cear\u00e1.<\/p>\n<p>Em Alagoas, 5 mil pessoas, segundo a CUT local, e 1.800, de acordo com a Pol\u00edcia Militar, participaram de uma passeata pelas principais ruas de Macei\u00f3. A manifesta\u00e7\u00e3o teve a presen\u00e7a de caravanas do interior do estado. O ato teve in\u00edcio \u00e0s 9h e terminou \u00e0s 13h30. Segundo a pol\u00edcia, n\u00e3o foram registradas ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>No Acre, por causa da enchente que atinge parte da capital em fun\u00e7\u00e3o do transbordamento do Rio Acre, a manifesta\u00e7\u00e3o ficou restrita aos locais de grande circula\u00e7\u00e3o de pessoas, como \u00e1reas comerciais e o Terminal Urbano de Rio Branco. De acordo com a representa\u00e7\u00e3o da CUT no estado, 50 pessoas participaram do ato.<\/p>\n<p>No Amap\u00e1, a forte chuva que atingiu pela manh\u00e3 a capital, Macap\u00e1, obrigou a organiza\u00e7\u00e3o do movimento a alterar a programa\u00e7\u00e3o. Em vez de percorrer algumas ruas da cidade, os manifestantes se concentraram, das 8h \u00e0s 12h, na Pra\u00e7a da Bandeira. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, segundo a CUT.<\/p>\n<p>Em Belo Horizonte, a CUT informou que a manifesta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou por volta das 16h, saido da Pra\u00e7a Afonso Arinos rumo \u00e0 Pra\u00e7a Sete. Al\u00e9m da CUT e de outras centrais de trabalhadores, o MST e outros movimentos sociais e estudantis participaram do ato. A CUT estima que cerca de 5 mil pessoas tenham participado da mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(do Brasil 247) &#8211; As manifesta\u00e7\u00f5es em defesa da democracia, do governo Dilma Rousseff, da Petrobras e a favor dos direitos trabalhistas, puxadas pela CUT, MST e UNE, movimentaram 24 Estados e o Distrito Federal nesta sexta-feira (13). 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