{"id":35973,"date":"2015-01-04T07:54:11","date_gmt":"2015-01-04T10:54:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=35973"},"modified":"2015-01-03T10:59:31","modified_gmt":"2015-01-03T13:59:31","slug":"banho-de-coca-cola-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2015\/01\/04\/banho-de-coca-cola-3\/","title":{"rendered":"Banho de Coca Cola"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-35974\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/coca-c.jpg\" alt=\"coca c\" width=\"356\" height=\"267\" \/>A inaugura\u00e7\u00e3o da TV Cabr\u00e1lia, em dezembro de 1987, n\u00e3o apenas levantou a auto-estima de Itabuna (afinal, tratava-se da primeira emissora de televis\u00e3o numa cidade do interior do Norte\/Nordeste, o que n\u00e3o era nem \u00e9 pouca coisa), como produziu situa\u00e7\u00f5es que hoje parecem lenda, mas que \u00e0 \u00e9poca eram rotineiras.<br \/>\nAinda n\u00e3o havia a global TV Santa Cruz, que s\u00f3 seria inaugurada um ano depois, e a Cabr\u00e1lia reinava soberana. E eu, que nem sabia como funcionava uma emissora de televis\u00e3o, fui guindado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de gerente de jornalismo, pela extrema generosidade de Nestor Amazonas. N\u00e3o sei quem foi mais maluco: ele, por me nomear, ou eu, por aceitar o cargo.<\/p>\n<p>Segue o bonde&#8230;<\/p>\n<p>Para se ter uma id\u00e9ia do que a televis\u00e3o representava, at\u00e9 eventos importantes eram marcados de acordo com a disponibilidade da equipe de jornalismo fazer a cobertura, para a devida veicula\u00e7\u00e3o nos telejornais.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que n\u00e3o faltavam pedidos inusitados, que a gente n\u00e3o sabia se achava gra\u00e7a ou se mandava o sujeito pra puta que pariu.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 que um pai cismou que a equipe da Cabr\u00e1lia teria que cobrir a festa de anivers\u00e1rio da filha? Era o presente que ele havia prometido \u00e0 pimpolha e ligava todo dia pra perguntar se a gente iria mesmo.<\/p>\n<p>N\u00e3o adiantava explicar que aquilo era imposs\u00edvel, alegar que se cobr\u00edssemos a festa da filha dele ter\u00edamos que cobrir outros tantos anivers\u00e1rios e por extens\u00e3o, batizados, primeira comunh\u00e3o, casamentos, vel\u00f3rios e quetais.<\/p>\n<p>Resolvi apelar e pra me livrar do sujeito disse que se ele enchesse uma banheira com Coca Cola e colocasse a filha dentro, a gente iria fazer a cobertura do anivers\u00e1rio.<\/p>\n<p>Pronto, dessa mala estamos livres.<\/p>\n<p>Livres? No dia seguinte, v\u00e9spera do tal anivers\u00e1rio, o cara me liga e diz que havia comprado Coca Cola suficiente para encher uma banheira e dar um banho de refrigerante na filhota.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se al\u00e9m de chato, o cara era um gozador e resolveu sacanear comigo. Ou se era s\u00f3 chato mesmo e realmente ia dar um banho de Coca Cola na filha, s\u00f3 pelo prazer de v\u00ea-la na telinha da Cabr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Na d\u00favida, preferi ficar na d\u00favida mesmo.<\/p>\n<p>O anivers\u00e1rio, com ou sem banho de Coca Cola, permaneceu para sempre no anonimato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inaugura\u00e7\u00e3o da TV Cabr\u00e1lia, em dezembro de 1987, n\u00e3o apenas levantou a auto-estima de Itabuna (afinal, tratava-se da primeira emissora de televis\u00e3o numa cidade do interior do Norte\/Nordeste, o que n\u00e3o era nem \u00e9 pouca coisa), como produziu situa\u00e7\u00f5es que hoje parecem lenda, mas que \u00e0 \u00e9poca eram rotineiras. 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