{"id":34829,"date":"2014-11-25T17:30:50","date_gmt":"2014-11-25T20:30:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=34829"},"modified":"2014-11-25T16:15:26","modified_gmt":"2014-11-25T19:15:26","slug":"desigualdade-social-cai-em-16-regioes-metropolitanas-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2014\/11\/25\/desigualdade-social-cai-em-16-regioes-metropolitanas-do-brasil\/","title":{"rendered":"Desigualdade social cai em 16 regi\u00f5es metropolitanas do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>(da Ag\u00eancia Brasil)-<\/strong>Os indicadores socioecon\u00f4micos das regi\u00f5es metropolitanas brasileiras melhoraram entre 2000 e 2010 e mostram redu\u00e7\u00e3o das disparidades entre metr\u00f3poles do Norte e do Sul do pa\u00eds. Os dados constam do Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regi\u00f5es Metropolitanas Brasileiras, divulgado hoje (25), fruto de parceria entre o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e a Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro.<\/p>\n<p>De acordo com o atlas, entre 2000 e 2010, as disparidades entre as 16 regi\u00f5es metropolitanas analisadas diminu\u00edram e todas se encontram na faixa de alto desenvolvimento humano. A an\u00e1lise leva em conta o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).<\/p>\n<p>As regi\u00f5es metropolitanas que apresentaram os maiores valores para o IDHM em 2010 foram S\u00e3o Paulo (0,794), Distrito Federal e Entorno (0,792), Curitiba (0,783), Belo Horizonte (0,774) e Vit\u00f3ria (0,772), todas com \u00edndices mais altos que os apresentados em 2000.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es metropolitanas de mais baixo IDHM, em 2010, eram Manaus (0,720), Bel\u00e9m (0,729), Fortaleza (0,732), Natal (0,732) e Recife (0,734). Essas regi\u00f5es, na mesma ordem, eram as de menor IDHM, em 2000. Entretanto, todas melhoraram.<\/p>\n<p>Em 2000, apenas S\u00e3o Paulo tinha \u00edndice de desenvolvimento humano alto. Manaus tinha baixo e as outras regi\u00f5es, m\u00e9dio. Em 2010, todas passaram a ter IDHM alto.<\/p>\n<p>Em 2010, a diferen\u00e7a registrada entre a regi\u00e3o metropolitana com o maior e o menor IDHM foi 0,074 pontos ou 10,3%. Enquanto S\u00e3o Paulo ficou com \u00edndice 0,794, Manaus estava com IDHM 0,720. Dez anos antes, essa diferen\u00e7a era 22,1%.<\/p>\n<p>O IDHM \u00e9 um n\u00famero que varia entre 0 a 1: quanto mais pr\u00f3ximo de 1, maior o desenvolvimento humano de um estado, munic\u00edpio ou regi\u00e3o metropolitana. O \u00edndice \u00e9 calculado levando em conta tr\u00eas fatores: expectativa de vida, renda per capita e acesso ao conhecimento, que considera a escolaridade da popula\u00e7\u00e3o adulta e o fluxo escolar da popula\u00e7\u00e3o jovem.<\/p>\n<p>Os dados do atlas s\u00e3o calculados com base nos Censos Demogr\u00e1ficos de 2000 e 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica ( IBGE).<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Entre 2000 e 2010, as regi\u00f5es metropolitanas que apresentavam um IDHM menor tiveram avan\u00e7o maior e as que tinham \u00edndices maiores cresceram menos. Isso fez com que as diferen\u00e7as entre as regi\u00f5es metropolitanas diminu\u00edssem, resultando em maior equil\u00edbrio entre as 16 regi\u00f5es pesquisadas (Bel\u00e9m, Belo Horizonte, Cuiab\u00e1, Curitiba, Distrito Federal e Entorno, Fortaleza, Goi\u00e2nia, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, S\u00e3o Lu\u00eds, S\u00e3o Paulo e Vit\u00f3ria). Essas 16 regi\u00f5es correspondem a quase 50% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>No per\u00edodo analisado, as regi\u00f5es metropolitanas que tiveram o maior avan\u00e7o no IDHM, em termos relativos, foram Manaus, Fortaleza, S\u00e3o Lu\u00eds, Bel\u00e9m e Natal. As que tiveram menor avan\u00e7o foram as de S\u00e3o Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para o representante do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, gestores p\u00fablicos e popula\u00e7\u00e3o devem usar os dados do atlas n\u00e3o apenas para constatar as disparidades, mas tamb\u00e9m para direcionar e reivindicar pol\u00edticas p\u00fablica inclusivas e eficientes para as \u00e1reas mais carentes.<\/p>\n<p>&#8220;Para al\u00e9m de evidenciar o fato de que o pa\u00eds ainda tem um caminho a percorrer na redu\u00e7\u00e3o das desigualdades em suas cidades, a inten\u00e7\u00e3o do atlas \u00e9 justamente ajudar no estabelecimento de pol\u00edticas inclusivas que tenham como fim a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida das pessoas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das regi\u00f5es metropolitanas, foram pesquisadas 9.825 unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs), conceito pr\u00f3ximo ao de bairros. Nessas UDHs, &#8220;\u00e9 poss\u00edvel notar n\u00edveis significativos de desigualdades intrametropolitana&#8221;, aponta o atlas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(da Ag\u00eancia Brasil)-Os indicadores socioecon\u00f4micos das regi\u00f5es metropolitanas brasileiras melhoraram entre 2000 e 2010 e mostram redu\u00e7\u00e3o das disparidades entre metr\u00f3poles do Norte e do Sul do pa\u00eds. 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