{"id":31137,"date":"2014-06-24T08:27:15","date_gmt":"2014-06-24T11:27:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=31137"},"modified":"2014-06-20T17:28:53","modified_gmt":"2014-06-20T20:28:53","slug":"sindrome-de-cebolinha-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2014\/06\/24\/sindrome-de-cebolinha-2\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome de Cebolinha"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-31138\" alt=\"boinha\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/boinha.jpg\" width=\"249\" height=\"218\" \/>Cebolinha, simp\u00e1tico personagem criado por Maur\u00edcio de Souza, acalenta um sonho: ser o dono da rua, ou da \u00b4lua\u201d, j\u00e1 que ele tem o h\u00e1bito de trocar o R pelo L.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a rua j\u00e1 tem dono, no caso dona, a igualmente simp\u00e1tica, gorducha, dentu\u00e7a e fort\u00edssima M\u00f4nica, que com seu coelhinho chamado Sans\u00e3o manda e desmanda no peda\u00e7o.<\/p>\n<p>E assim, todos os \u00b4planos infal\u00edveis\u00b4 de Cebolinha, auxiliado por seu amigo Casc\u00e3o, para se tornar dono da rua falham, terminando invariavelmente com uma bela surra dada por M\u00f4nica, usando como arma o seu insepar\u00e1vel Sans\u00e3o.<\/p>\n<p>Caso sa\u00edsse das hist\u00f3rias em quadrinhos e resolvesse ser dono de rua de verdade, sem ter que se arriscar \u00e0 f\u00faria da M\u00f4nica, bastaria a Cebolinha aboletar-se num avi\u00e3o e desembarcar em Itabuna e Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p>Pois, nessas plagas grapi\u00fanas, se existe coisa f\u00e1cil de ser \u00e9 dono de rua.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 fic\u00e7\u00e3o: \u00e9 inacredit\u00e1vel a facilidade com que donos de bares se apoderam do espa\u00e7o das ruas, chegando em alguns casos a bloquear o tr\u00e2nsito, para colocar mesas, cadeiras e equipamentos de som, fazendo das vias p\u00fablicas a extens\u00e3o de seus estabelecimentos comerciais.<\/p>\n<p>Pior ainda: alguns esses estabelecimentos permitem aqueles carros de som que mais parecem trios el\u00e9tricos, com o som da estratosfera, incomodando toda a vizinhan\u00e7a, privada de seu momento de tranq\u00fcilidade no pretenso aconchego do lar.<\/p>\n<p>V\u00e1 l\u00e1 que em determinados hor\u00e1rios ou em feriados e\/ou finais de semana, quando o movimento \u00e9 menor, n\u00e3o haja problema em ocupar parte da cal\u00e7ada ou da pra\u00e7a (da rua, tamb\u00e9m \u00e9 exagero!). O problema \u00e9 quando isso se torna uma pr\u00e1tica di\u00e1ria, rotineira.<\/p>\n<p>Em Itabuna e Ilh\u00e9us, tamb\u00e9m \u00e9 comum que cal\u00e7adas e pra\u00e7as sejam tomadas pelos donos de bar, impedindo o fluxo normal das pessoas.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas os bares. Nas principais art\u00e9rias comerciais de Itabuna e Ilh\u00e9us, cal\u00e7adas s\u00e3o utilizadas para expor mercadorias, como se fizessem parte da \u00e1rea das lojas. O pedestre que trate de fazer malabarismo, para se desviar das mercadorias, isso sem contar o risco de ser \u201cla\u00e7ado\u201d por um vendedor mais afoito.<\/p>\n<p>Cebolinha iria se deleitar por aqui, ainda mais que n\u00e3o h\u00e1 M\u00f4nica nem Sans\u00e3o para colocar ordem na rua.<\/p>\n<p>Fiscais, ent\u00e3o!<\/p>\n<p>Esses parecem obra de fic\u00e7\u00e3o mesmo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Cebolinha, simp\u00e1tico personagem criado por Maur\u00edcio de Souza, acalenta um sonho: ser o dono da rua, ou da \u00b4lua\u201d, j\u00e1 que ele tem o h\u00e1bito de trocar o R pelo L. 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