{"id":30600,"date":"2014-06-02T09:13:47","date_gmt":"2014-06-02T12:13:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=30600"},"modified":"2014-06-02T09:13:47","modified_gmt":"2014-06-02T12:13:47","slug":"projeto-cabruca-vai-impulsionar-lavoura-cacaueira-no-sul-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2014\/06\/02\/projeto-cabruca-vai-impulsionar-lavoura-cacaueira-no-sul-da-bahia\/","title":{"rendered":"Projeto Cabruca vai impulsionar lavoura cacaueira no Sul da Bahia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-30601\" alt=\"cabruca\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cabruca.jpg\" width=\"270\" height=\"178\" \/>O Governo da Baia publica hoje (2) um decreto ambiental que regulamenta o manejo do sistema agroflorestal conhecido como &#8220;cabruca&#8221; &#8211; cultivo de cacau feito \u00e0 sombra de \u00e1rvores. A Bahia \u00e9 o maior produtor nacional de cacau e grande parte da produ\u00e7\u00e3o da am\u00eandoa no Estado \u00e9 realizada em cons\u00f3rcio com esp\u00e9cies florestais. Segundo o secret\u00e1rio de Meio Ambiente do Estado, Eug\u00eanio Spengler, o decreto vem sendo consolidado h\u00e1 um ano com base nas defini\u00e7\u00f5es da cabruca previstas no C\u00f3digo Florestal e na Lei da Mata Atl\u00e2ntica. \u00a0 Ser\u00e1 reconhecido como cabruca qualquer cultivo de cacau consorciado com sombreamento que tiver 20 &#8220;indiv\u00edduos nativos de cobertura&#8221; (\u00e1rvores, n\u00e3o necessariamente uma por esp\u00e9cie). Mas s\u00f3 ser\u00e1 permitido o corte de um &#8220;indiv\u00edduo&#8221; nativo quando houver a partir de 40 deles na \u00e1rea de cultivo, diz Spengler. Esp\u00e9cies raras e amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser retiradas. E para cada \u00e1rvore cortada, dever\u00e3o ser cultivadas tr\u00eas em \u00e1reas degradadas.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma s\u00e9rie de crit\u00e9rios para a extra\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores que fazem sombra aos cacaueiros. E o produtor precisar\u00e1 fazer um plano de manejo que ter\u00e1 de ter a aprova\u00e7\u00e3o do Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos do Estado (Inema), diz Spengler. \u00a0 O decreto tamb\u00e9m prev\u00ea o rastreamento eletr\u00f4nico das \u00e1rvores retiradas para evitar desmatamento ilegal, al\u00e9m de autorizar o cadastro das \u00e1reas de cabruca como cotas de reserva ambiental que poder\u00e3o tamb\u00e9m ser usadas como compensa\u00e7\u00e3o dos passivos de reserva legal. Dentre os principais Estados produtores de cacau, s\u00f3 o Esp\u00edrito Santo autorizou, por meio de instru\u00e7\u00e3o normativa no in\u00edcio deste ano, computar o &#8220;cacau cabruca&#8221; como \u00e1rea de reserva legal. \u00a0 Estima-se que j\u00e1 existam 550 mil hectares de cacau em sistema de cabruca na Bahia. Spengler diz que a cabruca est\u00e1 inserida no bioma da Mata Atl\u00e2ntica &#8211; embora n\u00e3o seja essa vegeta\u00e7\u00e3o, tem o papel ambiental de contribuir para a reprodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas do bioma.<\/p>\n<p>Estima-se que o manejo da cabruca poder\u00e1 gerar um fluxo financeiro anual de R$ 3,3 bilh\u00f5es com a venda de res\u00edduos florestais. Guilherme Galv\u00e3o, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Produtores de Cacau (APC), afirma que, com isso, os agricultores ganham f\u00f4lego para pagar suas d\u00edvidas, j\u00e1 que suas rendas poder\u00e3o subir cerca de R$ 12 mil por hectare.( Fonte: Valor)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Governo da Baia publica hoje (2) um decreto ambiental que regulamenta o manejo do sistema agroflorestal conhecido como &#8220;cabruca&#8221; &#8211; cultivo de cacau feito \u00e0 sombra de \u00e1rvores. A Bahia \u00e9 o maior produtor nacional de cacau e grande parte da produ\u00e7\u00e3o da am\u00eandoa no Estado \u00e9 realizada em cons\u00f3rcio com esp\u00e9cies florestais. Segundo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[20,16,1212,9680,185],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30600"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30600"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30600\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30602,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30600\/revisions\/30602"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30600"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30600"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30600"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}