{"id":291,"date":"2009-05-29T15:24:00","date_gmt":"2009-05-29T18:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2009\/05\/29\/nem-tudo-na-vida-e-no-onibus-e-passageiro\/"},"modified":"2009-05-29T15:24:00","modified_gmt":"2009-05-29T18:24:00","slug":"nem-tudo-na-vida-e-no-onibus-e-passageiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2009\/05\/29\/nem-tudo-na-vida-e-no-onibus-e-passageiro\/","title":{"rendered":"NEM TUDO NA VIDA (E NO \u00d4NIBUS) \u00c9 PASSAGEIRO&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 muito tempo que Itabuna e Ilh\u00e9us superaram barreiras geogr\u00e1ficas e disputas paroquiais, quase provincianas.<\/p>\n<p>As duas principais cidades do Sul da Bahia, que abrigam cerca de 600 mil habitantes, praticamente se completam.<\/p>\n<p>Itabuna como p\u00f3lo comercial, educacional, m\u00e9dico e prestador de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Ilh\u00e9us como p\u00f3lo tur\u00edstico e tecnol\u00f3gico, al\u00e9m de abrigar em seu territ\u00f3rio a Uesc e a Ceplac, que ficam no meio do caminho mas est\u00e3o em territ\u00f3rio ilheense.<\/p>\n<p>Portanto, nada mais natural que uma integra\u00e7\u00e3o permanente e um fluxo constante de pessoas entre as duas cidades.<\/p>\n<p>Pode at\u00e9 ser natural, mas de uns tempos para c\u00e1 deixou de ser seguro.<\/p>\n<p>Um trajeto de menos de trinta quil\u00f4metros, que se percorre em menos de meia hora, tornou-se arriscado por conta dos freq\u00fcentes assaltos a \u00f4nibus.<\/p>\n<p>Isso mesmo: uma prosaica e rotineira viagem de \u00f4nibus tornou-se um risco.<\/p>\n<p>As pessoas j\u00e1 viajam com medo, falando sobre assaltos que presenciaram.<\/p>\n<p>O mais incr\u00edvel \u00e9 que nesse trecho existe um posto da pol\u00edcia rodovi\u00e1ria, e uma base  do TOR (T\u00e1tico Ostensivo Rodoivi\u00e1rio), nem isso consegue inibir os bandidos.<\/p>\n<p>Vez por outra a pol\u00edcia realiza blitz, mas elas n\u00e3o espor\u00e1dicas, n\u00e3o resolvem.<\/p>\n<p>A inseguran\u00e7a que torna arriscada at\u00e9 uma simples ida a Ilh\u00e9us ou vice-versa  \u00e9 a mesma inseguran\u00e7a que torna rotineiros os assaltos, arrombamentos e assassinatos que nos colocam em meio ao fogo cruzado de uma terra sem lei e sem ordem.<\/p>\n<p>Que faz o n\u00famero de homic\u00eddios disparar, especialmente nos finais de semana em Itabuna, Ilh\u00e9us e em praticamente todas as cidades sulbaianas.<\/p>\n<p>Se acrescentarmos aqui os assaltos aos coletivos que fazem as linhas urbanas de Ilh\u00e9us e Itabuna, cada vez mais freq\u00fcentes, temos a situa\u00e7\u00e3o absurda em que o cidad\u00e3o est\u00e1 perdendo at\u00e9 o sagrado direito e ir e vir.<\/p>\n<p>Enquanto isso, por omiss\u00e3o das nossas autoridades, a bandidagem est\u00e1 a\u00ed, livre, leve e solta.<\/p>\n<p>Como se v\u00ea, tudo na vida (e no \u00f4nibus) \u00e9 passageiro.<\/p>\n<p>Menos o motorista e o bandido.<\/p>\n<p>Porque at\u00e9 o pobre do cobrador j\u00e1 se tornou uma esp\u00e9cie em extin\u00e7\u00e3o, dentro dessa selvageria que atende pelo nome de capitalismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muito tempo que Itabuna e Ilh\u00e9us superaram barreiras geogr\u00e1ficas e disputas paroquiais, quase provincianas. As duas principais cidades do Sul da Bahia, que abrigam cerca de 600 mil habitantes, praticamente se completam. Itabuna como p\u00f3lo comercial, educacional, m\u00e9dico e prestador de servi\u00e7os. Ilh\u00e9us como p\u00f3lo tur\u00edstico e tecnol\u00f3gico, al\u00e9m de abrigar em seu territ\u00f3rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=291"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}