{"id":28294,"date":"2025-10-11T12:13:53","date_gmt":"2025-10-11T15:13:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=28294"},"modified":"2025-10-11T18:52:15","modified_gmt":"2025-10-11T21:52:15","slug":"28294","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2025\/10\/11\/28294\/","title":{"rendered":"O homem samambaia (rico come cada coisa)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Daniel Thame<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-148718\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/DT-jornalista-Cuba.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/>TV Cabr\u00e1lia, in\u00edcio da d\u00e9cada de 90. O rec\u00e9m inaugurado Hotel Transam\u00e9rica, na paradis\u00edaca (que certa feita um rep\u00f3rter da emissora confundiu com afrodis\u00edaca, sabe-se l\u00e1 porque) Ilha de Comandatuba, recebia famosos e endinheirados de S\u00e3o Paulo, Rio e Bras\u00edlia.,<\/p>\n<p>A gente tinha um esquema l\u00e1, que sempre que chegava algu\u00e9m famoso ou importante,\u00a0 era avisado. Para uma tev\u00ea regional, era uma festa entrevistar personalidades que s\u00f3 apareciam na ent\u00e3o monopolista Rede Globo.<\/p>\n<p>Os vips sentiam a nossa empolga\u00e7\u00e3o e quase sempre colaboravam, dando entrevistas para a Cabr\u00e1lia como se estivessem falando para o mundo. A gente fazia a grava\u00e7\u00e3o e ia almo\u00e7ar no continente, porque a grana da di\u00e1ria n\u00e3o dava pra encarar um copo de \u00e1gua mineral no hotel, quanto mais um almo\u00e7o.<!--more--><\/p>\n<p>At\u00e9 que certa feita, fomos entrevistar o ent\u00e3o governador de S\u00e3o Paulo, Orestes Qu\u00e9rcia, que descansava no hotel com a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Pol\u00edtico n\u00e3o pode ver um microfone, seja ele a BBC, seja ele do servi\u00e7o de alto falante de Potiragu\u00e1.<\/p>\n<p>E deu uma longa entrevista, que a gente poderia usar durante uma semana nos telejornais.<\/p>\n<p>Encerrada a grava\u00e7\u00e3o, Qu\u00e9rcia convidou a equipe para almo\u00e7ar.<\/p>\n<p>Para quem iria pegar um rango mulambento, aquilo era o que se pode chamar de convite irrecus\u00e1vel.<\/p>\n<p>N\u00e3o recusamos. O almo\u00e7o, como se previa, era um banquete. Todo tipo de saladas, pratos frios, pratos quentes, sobremesas. De se lamber os bei\u00e7os.<\/p>\n<p>Na equipe, havia um auxiliar de cinegrafista (fun\u00e7\u00e3o que hoje nem existe mais), sujeito simples, gente boa, que ficou observando como as pessoas se serviam, pra n\u00e3o passar vergonha.<\/p>\n<p>O excesso de cuidados n\u00e3o evitou que ele, na hora de colocar a salada no prato, pegasse um vistoso peda\u00e7o de samambaia, que obviamente foi colocada na mesa como decora\u00e7\u00e3o. A gente percebeu, mas ningu\u00e9m teve coragem de falar nada. Foi um milagre conter o riso.<\/p>\n<p>O almo\u00e7o estava uma del\u00edcia e todo mundo se fartou. Qu\u00e9rcia foi muito simp\u00e1tico e fez quest\u00e3o de convidar a gente pra voltar outro dia, o que era apenas gentileza, n\u00e3o era pra valer.<\/p>\n<p>Quando a equipe entrou na balsa pra pegar o carro e voltar pra Itabuna, o auxiliar de cinegrafista, exibindo o ar de felicidade de quem acabara de ser apresentado ao para\u00edso, saiu-se com essa:<\/p>\n<p>-Almo\u00e7o bom da porra! S\u00f3 n\u00e3o gostei daquela salada. Rico tem cada gosto estranho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniel Thame &nbsp; TV Cabr\u00e1lia, in\u00edcio da d\u00e9cada de 90. 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