{"id":27630,"date":"2014-02-10T15:07:53","date_gmt":"2014-02-10T18:07:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=27630"},"modified":"2014-02-10T15:16:35","modified_gmt":"2014-02-10T18:16:35","slug":"as-cinco-maiores-desgracas-da-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2014\/02\/10\/as-cinco-maiores-desgracas-da-ciencia\/","title":{"rendered":"As cinco maiores desgra\u00e7as da ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Jolival Soares*<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/galilei.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-27631\" alt=\"galilei\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/galilei.jpg\" width=\"248\" height=\"203\" \/><\/a>&#8220;Vocatus atque non vocatus, Deus aderit&#8221;, ou seja, &#8220;Invocado ou n\u00e3o, Deus est\u00e1 presente&#8221;.<\/p>\n<p>Quando Galileu Galilei deu qualidades prim\u00e1rias \u00e0s coisas \u2013 as que podiam ser mensuradas, medidas, pesadas \u2013 a estas chamou-as de grandezas objetivas.\u00a0 As que n\u00e3o podiam, como bonito, feio, alegre, triste \u2013 as adjetivas \u2013 chamou-as de grandezas subjetivas. Foi terrivelmente mal interpretado e, at\u00e9 hoje, a madrasta ci\u00eancia subverte nestas escalas de valores. Vejam: sentimentos que nos caracterizam profundamente como seres humanos, como o amor, o perd\u00e3o, a gra\u00e7a, a miseric\u00f3rdia, por n\u00e3o serem poss\u00edveis de serem mensurados com o instrumental da ci\u00eancia, n\u00e3o t\u00eam ent\u00e3o import\u00e2ncia ou sentido?<\/p>\n<p>A f\u00edsica cl\u00e1ssica &#8211; de Newton, Faraday, Rutherford, Franklin &#8211; nos dotou de instrumentos mil, que nos possibilita medir coisas pequenas com o paqu\u00edmetro e, com poderosos telesc\u00f3pios gigantes, as estrelas. Isto quando medimos a mat\u00e9ria, a partir do seu n\u00facleo b\u00e1sico \u2013 o \u00e1tomo, de dentro para fora.<\/p>\n<p>Mas, quando precisamos medi-lo de fora para dentro, ou seja, em dire\u00e7\u00e3o ao &#8220;n\u00edvel subat\u00f4mico&#8221;, n\u00e3o h\u00e1 equipamento poss\u00edvel, pois, \u00e0 medida que nos aproximamos do objeto observado, este interage com o olho do observador e passa a trocar el\u00e9trons, e esta descoberta gigantesca, verdadeiro marco te\u00f3rico no caminhar do homem rumo ao desconhecido, nos mostrou que o homem, com a sua consci\u00eancia de que tem uma consci\u00eancia, resgatou para si, via f\u00edsica subat\u00f4mica ou qu\u00e2ntica, a sua dignidade como co-criador de &#8220;sua realidade&#8221; e criador do seu pr\u00f3prio futuro.<\/p>\n<p>Hoje sabemos que a consci\u00eancia humana consegue, inclusive, alterar at\u00e9 mesmo as propriedades da mat\u00e9ria. Ent\u00e3o, n\u00e3o pode ser verdade que tem valor para a ci\u00eancia apenas &#8220;as grandezas mensur\u00e1veis \u2013 as objetivas&#8221;.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, o que n\u00e3o se v\u00ea \u00e9 que \u00e9 o mais importante. Seria ent\u00e3o este o motivo de Cristo ter dito a Tom\u00e9: n\u00e3o sejas incr\u00e9dulo, mas crente, enxergue n\u00e3o s\u00f3 com os olhos da face, mas tamb\u00e9m com os olhos do esp\u00edrito, olhos da alma!<\/p>\n<p>Mas, considera-se hoje, a maior de todas as desgra\u00e7as que se abateu sobre a nobre ci\u00eancia, o fato de deixar de ser escrita nas l\u00ednguas cl\u00e1ssicas como o grego ou o latim.<\/p>\n<p>Estas l\u00ednguas, pelas suas riquezas sem\u00e2nticas, permitiam o livre pensar e expressar com vigor os pensamentos dos homens verdadeiramente dignos da nossa admira\u00e7\u00e3o e louvor. A ci\u00eancia que se escrevia em latim criou, ao redor do mundo, um p\u00fablico diferenciado e que se comunicava livremente entre os que escreviam e os que lhes liam, formando-se, assim, em todo mundo \u2013 principalmente na culta, douta e civilizada Europa, continente que at\u00e9 hoje se pode ver \u2013 o clima prop\u00edcio para que o g\u00eanio humano ali se expressasse em todo seu esplendor.<\/p>\n<p>Hoje n\u00f3s temos um mundo de republiquetas fundadas no patriotismo nacionalista ideol\u00f3gico e uma variedade t\u00e3o grande de l\u00ednguas e dialetos sendo usados para expressar o pensamento humano, que fica perdido nesta barafunda lingu\u00edstica infernal &#8211; e mesmo entre os &#8220;especialistas&#8221; das diversas \u00e1reas das ci\u00eancias &#8211; que n\u00e3o conseguem se comunicar sem grandes dificuldades. Chegamos ao ponto hil\u00e1rio de que todos n\u00f3s que vivemos ou fazemos da ci\u00eancia a nossa forma de ganhar a vida, ou eleva\u00e7\u00e3o, nos tornamos &#8220;ignorantes especializados&#8221; que vendem seus conhecimentos aos &#8220;ignorantes generalizados&#8221;, infelizmente, a massa \u2013 o grande p\u00fablico!<\/p>\n<p>E aqui vai, para o nobre jornalista Jos\u00e9 Carlos Pedreira \u2013 o popular &#8220;Z\u00e9 Coi\u00f3&#8221;: &#8220;Lo fece natura e poi rupple lo stampo&#8221;, ou seja, &#8220;A natureza o fez e depois perdeu o seu molde&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">*Jolival Soares, Bioqu\u00edmico, Bacharelando em Direito e Professor de Bio\u00e9tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jolival Soares* &#8220;Vocatus atque non vocatus, Deus aderit&#8221;, ou seja, &#8220;Invocado ou n\u00e3o, Deus est\u00e1 presente&#8221;. 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