{"id":251,"date":"2009-04-24T17:46:00","date_gmt":"2009-04-24T20:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2009\/04\/24\/bar-das-putas\/"},"modified":"2009-04-24T17:46:00","modified_gmt":"2009-04-24T20:46:00","slug":"bar-das-putas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2009\/04\/24\/bar-das-putas\/","title":{"rendered":"BAR DAS PUTAS"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/SfIlPqVZqCI\/AAAAAAAAAbc\/VyHCnoiqMqE\/s1600-h\/bar+das+putas.jpg\"><img style=\"float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 127px;\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/SfIlPqVZqCI\/AAAAAAAAAbc\/VyHCnoiqMqE\/s320\/bar+das+putas.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5328362260125034530\" \/><\/a><br \/>Ano de 1981. O Di\u00e1rio de Osasco finalmente trocava as velhas impressoras e linotipos e passava a ser impresso em off-set. Era como pular da Idade da Pedra para o futuro, sem escalas.<\/p>\n<p>O Di\u00e1rio deixava de ser temporariamente di\u00e1rio para se tornar semanal, embora continuasse ostentando o t\u00edtulo Di\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para o Vrejhi Sanazar, dono do jornal, era um salto de qualidade e a oportunidade de atrair anunciantes. Fazer dinheiro, enfim.<\/p>\n<p>Para mim e para o Giovanni Palma, que toc\u00e1vamos a reda\u00e7\u00e3o, era o passaporte para a modernidade, poder ousar nos textos, nas fotos, no formato da primeira p\u00e1gina.<\/p>\n<p>Mais do que isso: como o jornal seria diagramado e impresso no pr\u00e9dio do Estad\u00e3o (O Estado de S\u00e3o Paulo) na marginal Pinheiros, era a chance de viver o clima de grande imprensa, cruzar com o pessoal que fazia aquele que na \u00e9poca era o mais influente jornal brasileiro, at\u00e9 ser ultrapassado  pela Folha de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Era tamb\u00e9m uma oportunidade para manter contato com grandes jornalistas, n\u00e3o apenas do Estad\u00e3o, mas tamb\u00e9m de outros ve\u00edculos, j\u00e1 que ap\u00f3s o fechamento das edi\u00e7\u00f5es (naquele tempo os jornais fechavam de madrugada e n\u00e3o eram essa coisa pasteurizada e insossa de hoje), o pessoal se dirigia a um \u00b4p\u00e9 sujo\u00b4 na avenida da Consola\u00e7\u00e3o, onde um churrasquinho ou uma batata frita honestos eram oferecidos a pre\u00e7o justo. Obviamente acompanhados de uma cervejinha, uma batidinha, uma cachacinha. <\/p>\n<p>Ou tudo junto!<\/p>\n<p>O local era chamado de Bar das Putas, porque  al\u00e9m dos companheiros jornalistas, as companheiras oper\u00e1rias do amor tamb\u00e9m batiam ponto l\u00e1, fechando a noite de trabalho duro (ops!). Uma conviv\u00eancia harmoniosa, num local que marcou \u00e9poca numa S\u00e3o Paulo ainda sem crack e sem tanta viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Foi no Bar das Putas, enquanto entornava uma dose tamanho fam\u00edlia de batida de lim\u00e3o e comemorava com o Palma mais uma bela edi\u00e7\u00e3o do nosso \u201cDi\u00e1rio semanal\u201d, que ouvi a seguinte frase de uma das distintas freq\u00fcentadoras:<\/p>\n<p>-O cara quando quer uma puta s\u00f3 pra ele, tem que pagar bem. Se n\u00e3o pagar, vai ter que dividir com os outros e se contentar com as sobras.<\/p>\n<p>Num pa\u00eds onde, diz a lenda, cafet\u00e3o se apaixona, puta goza, traficante cheira e pol\u00edtico honesto \u00e9 mais raro do que bispo paraguaio sem filhos, a mo\u00e7oila perpetrou um coment\u00e1rio de antologia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ano de 1981. O Di\u00e1rio de Osasco finalmente trocava as velhas impressoras e linotipos e passava a ser impresso em off-set. Era como pular da Idade da Pedra para o futuro, sem escalas. O Di\u00e1rio deixava de ser temporariamente di\u00e1rio para se tornar semanal, embora continuasse ostentando o t\u00edtulo Di\u00e1rio. 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