{"id":244,"date":"2009-04-20T11:32:00","date_gmt":"2009-04-20T14:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2009\/04\/20\/o-cacau-em-revista\/"},"modified":"2009-04-20T11:32:00","modified_gmt":"2009-04-20T14:32:00","slug":"o-cacau-em-revista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2009\/04\/20\/o-cacau-em-revista\/","title":{"rendered":"O CACAU EM REVISTA"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/SeyH6j9kljI\/AAAAAAAAAa0\/y99H_ILjo5A\/s1600-h\/capa+revista+chocolate.jpg\"><img style=\"float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 170px; height: 228px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/SeyH6j9kljI\/AAAAAAAAAa0\/y99H_ILjo5A\/s320\/capa+revista+chocolate.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5326781899428107826\" \/><\/a><\/p>\n<p>A revista Hist\u00f3ria da  Biblioteca Nacional, edi\u00e7\u00e3o de abril, traz como manchete de capa e mat\u00e9ria especial o Cacau. A mat\u00e9ria, dividida em tr\u00eas partes, conta a hist\u00f3ria da descoberta pelos europeus do fruto cultuado pelos maias, as delicias do chocolate e fala sobre a cultura que marcou a civiliza\u00e7\u00e3o cacaueira no Sul da Bahia.<\/p>\n<p>Vale a pena comprar nas bancas. Leia, abaixo, um dos trechos da reportagem:<\/p>\n<p>________________<\/p>\n<p><strong>Para\u00edso dos pregui\u00e7osos<\/strong><\/p>\n<p>Viajantes estrangeiros se espantavam com o \u201catraso\u201d do povo de Ilh\u00e9us. Seus relatos influenciaram a imagem da regi\u00e3o<\/p>\n<p>Quando se fala da regi\u00e3o cacaueira do sul da Bahia, a primeira imagem que vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 a dos livros de ficcionistas locais, como Jorge Amado (1912-2001) e Adonias Filho (1915-1990). Eles retratam com riqueza de detalhes os valores, as conven\u00e7\u00f5es sociais e as pr\u00e1ticas pol\u00edticas dos tempos em que a produ\u00e7\u00e3o prosperava, principalmente no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<br \/>Mas como a mem\u00f3ria \u00e9 seletiva, eles privilegiam uma imagem ex\u00f3tica e sedutora \u2013 seja pela exuberante paisagem tropical, seja pelas mulatas cor de canela. Em um passado mais remoto, o retrato que se fazia da regi\u00e3o era bem diferente. Relatos de viajantes estrangeiros, feitos numa \u00e9poca em que o cacau ainda nem tinha se consolidado como \u201cproduto-rei\u201d por ali, revelam outras caracter\u00edsticas de Ilh\u00e9us e de seu povo. Com o filtro do olhar europeu.<br \/>A primeira tentativa de cultivo na regi\u00e3o ocorreu quase dois s\u00e9culos antes de o cacau realmente vingar e se tornar s\u00edmbolo do lugar. Foi uma iniciativa da Coroa portuguesa, em 1780, e tinha tudo para dar certo: o chocolate fazia sucesso na Europa e a demanda pelo produto estava em alta, inflacionando os pre\u00e7os. A rainha, D. Maria I, ofereceu sementes da planta aos moradores de Ilh\u00e9us, comprometendo-se a pagar um pre\u00e7o m\u00ednimo pelo produto. O cultivo n\u00e3o exigia maiores cuidados al\u00e9m do trabalho de colher, mas, apesar das facilidades oferecidas, os agricultores consideraram a proposta uma \u201cbagatela\u201d. A grande maioria continuou se dedicando ao a\u00e7\u00facar e a produtos de subsist\u00eancia, como arroz e mandioca. A exce\u00e7\u00e3o foi o Engenho do Acarahy, que quatro anos depois da chegada daquelas primeiras sementes j\u00e1 estava com uma ro\u00e7a bem formada, com mais de seiscentos p\u00e9s. E isso \u201csem o menor esfor\u00e7o\u201d. Mas o panorama pouco se alterou com o passar do tempo, e quase n\u00e3o se ouviu falar da capitania de S\u00e3o Jorge de Ilh\u00e9us ou do cacau at\u00e9 o s\u00e9culo XIX. (&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista Hist\u00f3ria da Biblioteca Nacional, edi\u00e7\u00e3o de abril, traz como manchete de capa e mat\u00e9ria especial o Cacau. A mat\u00e9ria, dividida em tr\u00eas partes, conta a hist\u00f3ria da descoberta pelos europeus do fruto cultuado pelos maias, as delicias do chocolate e fala sobre a cultura que marcou a civiliza\u00e7\u00e3o cacaueira no Sul da Bahia. 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