{"id":2172,"date":"2011-07-17T14:22:00","date_gmt":"2011-07-17T17:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=2172"},"modified":"2011-07-17T14:22:00","modified_gmt":"2011-07-17T17:22:00","slug":"cobras-e-vagalumes-escuridao-e-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2011\/07\/17\/cobras-e-vagalumes-escuridao-e-luz\/","title":{"rendered":"Cobras e vagalumes, escurid\u00e3o e luz"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2173\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/COBRA-E-VAGALUME.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2173\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2173\" title=\"COBRA E VAGALUME\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/COBRA-E-VAGALUME-300x240.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/COBRA-E-VAGALUME-300x240.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/COBRA-E-VAGALUME-1024x819.jpg 1024w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/COBRA-E-VAGALUME.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2173\" class=\"wp-caption-text\">brilhe voc\u00ea tamb\u00e9m<\/p><\/div>\n<p><em>\u201cEra uma vez uma cobra que come\u00e7ou a perseguir um vagalume. Ele fugia r\u00e1pido com medo da feroz predadora..<br \/>\nO vagalume fugiu um dia, mas a cobra n\u00e3o desistia. Dois dias e nada&#8230;<br \/>\nNo terceiro dia, j\u00e1 sem for\u00e7as, o vagalume parou e disse \u00e0 cobra:<br \/>\n&#8211; Antes de me devorar, posso fazer tr\u00eas perguntas?<br \/>\n&#8211; Bom, n\u00e3o costumo abrir precedentes para ningu\u00e9m, mas j\u00e1 que vou te comer mesmo, pode perguntar&#8230;<br \/>\n&#8211; Primeira: perten\u00e7o a sua cadeia alimentar?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Segunda: te fiz alguma coisa?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Ent\u00e3o, por que voc\u00ea quer me devorar?<br \/>\n&#8211; Porque n\u00e3o suporto ver voc\u00ea brilhar!\u201d<br \/>\n<\/em><br \/>\n0-0-0-0-0-<\/p>\n<p>Historietas como a relatada acima, cairiam melhor nesses manuais de auto-ajuda t\u00e3o em voga ultimamente. Mas, ela \u00e9 atual\u00edssima numa regi\u00e3o como a nossa que enfrenta uma crise que j\u00e1 dura duas d\u00e9cadas e nem assim consegue se unir para atuar em torno de um projeto comum de desenvolvimento e de bem estar social.<br \/>\nN\u00e3o aprendemos, apesar de todas as li\u00e7\u00f5es (e todas as decep\u00e7\u00f5es), que o individualismo \u00e9 uma praga infinitamente mais danosa do que a vassoura-de-bruxa.<br \/>\nContinuamos, em todas as esferas, colocando o interesse individual acima do interesse coletivo. Confundindo pol\u00edtica, que \u00e9 uma pr\u00e1tica saud\u00e1vel e indispens\u00e1vel \u00e0 democracia, com politicagem, onde o que vale \u00e9 o golpe baixo e a total falta de compromisso com a verdade.<br \/>\nVibramos mais com o fracasso alheio do que com os nossos pr\u00f3prios \u00eaxitos.<\/p>\n<p>Temos medo de ousar, de sonhar, de correr riscos e combatemos aqueles que desconhecem a palavra imposs\u00edvel, que acreditam que pequenos fracassos valem menos do que um grande \u00eaxito. Que n\u00e3o apenas sonham grande, mas transformam sonhos em realidade.<\/p>\n<p>Um conhecido empres\u00e1rio de Itabuna, que j\u00e1 viveu o c\u00e9u e o inferno da gangorra prosperidade\/crise e que conseguiu se recuperar ao trabalhar duro costuma dizer que \u201cno Sul da Bahia, o sujeito gasta dois reais para que o outro n\u00e3o ganhe um real\u201d.<br \/>\nA conta parece absurda, mas \u00e9 o que acontece com freq\u00fc\u00eancia nessas plagas grapiunas.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 jeito de dar a volta por cima enquanto continuarmos nos comportando como cobras, a devorar vagalumes que com seu brilho podem apontar a luz no fim do t\u00fanel e nos conduzir a novos caminhos.<\/p>\n<p>E a nos ensinar que, numa transforma\u00e7\u00e3o que exige quebra paradigmas e mudan\u00e7a radical de postura, podemos ter o nosso pr\u00f3prio brilho, gerar a nossa pr\u00f3pria luz.<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEra uma vez uma cobra que come\u00e7ou a perseguir um vagalume. 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