{"id":186333,"date":"2026-03-31T15:30:05","date_gmt":"2026-03-31T18:30:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=186333"},"modified":"2026-03-30T16:13:18","modified_gmt":"2026-03-30T19:13:18","slug":"ufsb-ciencia-estudo-descreve-especie-de-aranha-antes-desconhecida-da-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2026\/03\/31\/ufsb-ciencia-estudo-descreve-especie-de-aranha-antes-desconhecida-da-ciencia\/","title":{"rendered":"UFSB Ci\u00eancia: estudo descreve esp\u00e9cie de aranha antes desconhecida da ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-186335\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2025-12-10-at-18.33.47.jpeg\" alt=\"\" width=\"331\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2025-12-10-at-18.33.47.jpeg 600w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2025-12-10-at-18.33.47-300x267.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 331px) 100vw, 331px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Heleno Naz\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma aranha encontrada dentro de uma sala. Fato comum, ainda mais em uma universidade pr\u00f3xima da Mata Atl\u00e2ntica, como \u00e9 o caso da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Mas, no caso em quest\u00e3o, esse achado rendeu uma descri\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie antes desconhecida: a\u00a0<em>Trechona garimpeira<\/em>. A novidade consta do\u00a0artigo\u00a0<em><strong><a href=\"https:\/\/www.jstage.jst.go.jp\/article\/asjaa\/74\/2\/74_91\/_article\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.jstage.jst.go.jp\/article\/asjaa\/74\/2\/74_91\/_article&amp;source=gmail&amp;ust=1774963435450000&amp;usg=AOvVaw0-2e24nqBeOPa5nWmm7xi0\">A new species of Trechona C. L. Koch 1850 from Northeast Brazil (Araneae: Mygalomorphae: Dipluridae)<\/a><\/strong><\/em>\u00a0[<em>Uma nova esp\u00e9cie de Trechona C. L. Koch 1850 do Nordeste do Brasil (Araneae: Mygalomorphae: Dipluridae)<\/em>]. O estudo \u00e9 assinado por Gabriel Wermelinger-Moreira e Renner Luiz Cerqueira Baptista, do Laborat\u00f3rio de Diversidade de Aracn\u00eddeos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Beatriz Vit\u00f3ria Siqueira Lemos e Felipe Micali Nuvoloni, do Laborat\u00f3rio de Ecologia Animal e Gen\u00f4mica Ambiental da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). O artigo foi publicado no peri\u00f3dico\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.jstage.jst.go.jp\/browse\/asjaa\/-char\/en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.jstage.jst.go.jp\/browse\/asjaa\/-char\/en&amp;source=gmail&amp;ust=1774963435450000&amp;usg=AOvVaw34iDD9qrCcAjAVR6TUG3tO\"><strong>Acta Arachnologica<\/strong><\/a><\/em>, volume 74, n\u00famero 2, em dezembro de 2025.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie\u00a0\u00e9 o primeiro registro do g\u00eanero\u00a0<em>Trechona<\/em>\u00a0no Nordeste do Brasil. Esp\u00e9cies desse at\u00e9 ent\u00e3o eram tidas como existentes no Sudeste, com registros pontuais no Sul e no Norte do pa\u00eds.\u00a0Tamb\u00e9m se trata do primeiro registro do g\u00eanero na Floresta de Tabuleiro. Esse ecossistema costeiro da Mata Atl\u00e2ntica ainda \u00e9 pouco explorado em estudos sobre aranhas. Trata-se de\u00a0floresta tropical \u00famida de plan\u00edcie, pr\u00f3xima ao litoral, com fauna e flora rica e complexa, distribu\u00edda pelo sudeste da Bahia e nordeste do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Esses ind\u00edcios ampliam o entendimento sobre a presen\u00e7a de aranhas do g\u00eanero\u00a0<em>Trechona<\/em>\u00a0no Brasil. A esp\u00e9cie descrita mostra que o g\u00eanero pode existir em ambientes diferentes dentro e nas bordas da Mata Atl\u00e2ntica. Isso inclui zonas de transi\u00e7\u00e3o com Cerrado e Caatinga, sugerindo mais estudos sobre a evolu\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o do grupo.\u00a0<em>Trechona garimpeira<\/em>\u00a0n. sp. pode ser encontrada da Bahia central e sul at\u00e9 o centro de Minas Gerais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Acaso e investiga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"CToWUd aligncenter\" src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/meips\/ADKq_NbeSM3oJm_8OvIUjqK2uea-GB-QPj6BwLeFhGXe0HbGi4FWAYiozmlvjSV4OKUO8BfvAXCdSI5cBu0j3kARlPE5LH3mDRm0tm3XIsvLq8Ka5Z5dWjUtlc65-9UIE8iDMvimgwPZsIMzObYDoEDjgPW3ndZCdN1MeA5346zDzzUTV_rhi_qgY1QO_JkSZULT1I-BIHDX8S00tvUuHwujgH9cR3dgmCRKtA=s0-d-e1-ft#https:\/\/ufsb.edu.br\/images\/imagens_noticias\/2026\/Mar%C3%A7o\/ufsb_ciencia_nuvoloni_beatriz_trechona_garimpeira\/trechona_garimpeira_habitat_CSC.png\" alt=\"trechona garimpeira habitat CSC\" width=\"400\" height=\"352\" data-bit=\"iit\" \/><\/p>\n<p>Um dos autores, o professor Felipe Micali Nuvoloni, conta que o estudo n\u00e3o come\u00e7ou como um projeto planejado. A descoberta aconteceu de forma totalmente inesperada no Campus Sos\u00edgenes Costa da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Porto Seguro. &#8220;O exemplar da aranha foi encontrado pela estudante e bolsista de extens\u00e3o Beatriz Vit\u00f3ria Siqueira Lemos nos corredores de uma sala de aula da universidade. No campus \u00e9 relativamente comum o aparecimento de animais silvestres, j\u00e1 que a \u00e1rea ainda mant\u00e9m grande proximidade com ambientes naturais. Por isso, com frequ\u00eancia realizamos o resgate de animais que aparecem em salas de aula, corredores ou outros espa\u00e7os da universidade&#8221;, detalha o cientista.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a coleta, o animal foi levado ao Laborat\u00f3rio de Ecologia Animal e Gen\u00f4mica Ambiental (LEGAM) para identifica\u00e7\u00e3o. A caranguejeira tinha caracter\u00edsticas incomuns: apresentava um par de fiandeiras muito mais longas que o habitual e uma colora\u00e7\u00e3o diferente da maioria das esp\u00e9cies conhecidas.<\/p>\n<p>A partir disso, a estudante e o professor Felipe Nuvoloni iniciaram a tentativa de identifica\u00e7\u00e3o do exemplar. As an\u00e1lises indicaram que se tratava de uma aranha da fam\u00edlia Dipluridae, do g\u00eanero\u00a0<em>Trechona<\/em>. No entanto, ao comparar com a literatura cient\u00edfica dispon\u00edvel, perceberam que n\u00e3o havia correspond\u00eancia clara com nenhuma esp\u00e9cie j\u00e1 descrita no Brasil. Al\u00e9m disso, n\u00e3o havia registros documentados desse g\u00eanero para a regi\u00e3o Nordeste. Isso motivou a consulta na comunidade cient\u00edfica, como conta o professor Felipe Nuvoloni:<\/p>\n<p>&#8220;Diante dessa possibilidade, entramos em contato com pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio<span id=\"m_1413446083137775129OBJ_PREFIX_DWT812_com_zimbra_date\" role=\"link\">\u00a0de Janeiro<\/span>, que recentemente vinham revisando e descrevendo esp\u00e9cies desse grupo de aranhas. Ap\u00f3s enviarmos fotografias do exemplar, veio a surpresa: os pesquisadores informaram que estavam trabalhando na descri\u00e7\u00e3o de uma nova esp\u00e9cie coletada em diferentes localidades da Bahia e que o exemplar encontrado na UFSB provavelmente pertencia a essa mesma esp\u00e9cie&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-186334\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-10.35.51.jpeg\" alt=\"\" width=\"241\" height=\"322\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-10.35.51.jpeg 241w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-10.35.51-225x300.jpeg 225w\" sizes=\"(max-width: 241px) 100vw, 241px\" \/><\/p>\n<p>O esp\u00e9cime foi ent\u00e3o enviado para estudo no Museu Nacional, onde foi inclu\u00eddo na pesquisa. &#8220;Como resultado dessa colabora\u00e7\u00e3o, participamos da descri\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da nova esp\u00e9cie, batizada de\u00a0<em>Trechona garimpeira<\/em>. O indiv\u00edduo encontrado no campus da UFSB \u00e9 um dos machos que comp\u00f5em a chamada s\u00e9rie-tipo da esp\u00e9cie, ou seja, os exemplares de refer\u00eancia utilizados para sua descri\u00e7\u00e3o formal&#8221; conta o professor Felipe.<\/p>\n<p>O esp\u00e9cime macho de refer\u00eancia para a descri\u00e7\u00e3o (chamado &#8220;hol\u00f3tipo&#8221;) foi coletado na Trilha das \u00c1guas Claras, em Palmeiras (Chapada Diamantina), em mar\u00e7o de 2013. Os esp\u00e9cimes adicionais que complementam a descri\u00e7\u00e3o (descritos como &#8220;par\u00e1tipos&#8221;) foram coletados em Aba\u00edra e Porto Seguro (BA) e em Ouro Preto e Ouro Branco (MG). As coletas ocorreram entre 2007 e 2024,\u00a0por diferentes pesquisadores, e depositados em cole\u00e7\u00f5es institucionais como MNRJ, UFRJ, UFMG e UFSB.<\/p>\n<p>A jovem cientista Beatriz conta que a experi\u00eancia a motivou ainda mais: &#8220;Como pesquisadora em forma\u00e7\u00e3o, foi uma das coisas mais interessantes e incentivadoras que\u00a0poderia me acontecer. Convivendo diariamente com tantos bichos, \u00e0s vezes esquecemos como um olhar cuidadoso pode fazer total diferen\u00e7a. Nesse caso, me trouxe muito conhecimento e ainda mais curiosidade com o mundo dos artr\u00f3podes.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Como foi feita a pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho de descri\u00e7\u00e3o envolveu etapas de compara\u00e7\u00e3o e medi\u00e7\u00e3o, conforme literatura especializada. Os padr\u00f5es de colora\u00e7\u00e3o foram descritos com base em esp\u00e9cimes preservados em etanol a 75% e, sempre que poss\u00edvel, comparados a esp\u00e9cimes vivos.\u00a0Todas as medi\u00e7\u00f5es foram realizadas com lente com escala milim\u00e9trica, seguindo protocolos padronizados para comprimento do corpo, carapa\u00e7a e art\u00edculos dos pedipalpos (ap\u00eandices sensoriais e, nos machos, reprodutivos) e pernas.<\/p>\n<p>O bulbo copulat\u00f3rio (estrutura reprodutiva masculina) foi descrito em tr\u00eas regi\u00f5es: bulbo propriamente dito, base emb\u00f3lica e \u00eambolo (estrutura que conduz o esperma durante a c\u00f3pula).\u00a0A regi\u00e3o genital das f\u00eameas foi dissecada com microagulhas e tratada com solu\u00e7\u00e3o de b\u00f3rax e tabletes de enzima digestiva para limpeza, permitindo o exame das espermatecas (estruturas de armazenamento de esperma nas f\u00eameas). As observa\u00e7\u00f5es e fotografias foram feitas c\u00e2mera Leica DFC45P acoplada a estereomicrosc\u00f3pio Leica M205C, no Laborat\u00f3rio de Herpetologia do Museu Nacional\/UFRJ.<\/p>\n<p>Para mapear a distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, a equipe usou o software QGIS v. 3.40, com as coordenadas geogr\u00e1ficas extra\u00eddas das etiquetas originais dos esp\u00e9cimes ou estimadas via Google Earth.<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p><strong>Como \u00e9 a Trechona Garimpeira?<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa descreve os esp\u00e9cimes como tendo carapa\u00e7a avermelhada a marrom-avermelhada, abd\u00f4men escuro com cinco a seis listras transversais amarelo-p\u00e1lidas em forma de chevron (marcas em forma de &#8220;V&#8221; ou listras transversais), pernas longas e robustas, e fiandeiras (estruturas abdominais que produzem a seda) posteriores laterais quase t\u00e3o longas quanto o abd\u00f4men. Machos medem entre 22,8 e 30,5 mil\u00edmetros (mm) de comprimento total; f\u00eameas, entre 35,6 e 37,7 mm. Em vida, f\u00eameas apresentam carapa\u00e7a marrom-avermelhada, quel\u00edceras e pernas negras, e pernas e palpos com iridesc\u00eancia azulada.<\/p>\n<p>Os machos de\u00a0<em>T. garimpeira<\/em>\u00a0se assemelham a outras esp\u00e9cies do g\u00eanero (<em>T. minuana<\/em>,\u00a0<em>T. munduruku<\/em>,\u00a0<em>T. rufa<\/em>\u00a0e\u00a0<em>T. venosa<\/em>) por apresentarem o bulbo palpal inteiro alcan\u00e7ando menos de 50% do comprimento da t\u00edbia palpal. O principal car\u00e1ter distintivo \u00e9 o\u00a0<strong>\u00eambolo relativamente mais longo<\/strong>, aproximadamente 2,5 vezes mais comprido que o bulbo propriamente dito \u2014 nas demais esp\u00e9cies, essa propor\u00e7\u00e3o varia entre 1,2 e 1,5 vezes.<\/p>\n<p>As f\u00eameas se distinguem pela morfologia das espermatecas: possuem um ramo lateral relativamente longo com uma cabe\u00e7a globular (em forma de globo) distinta inserida em sua face anterior, al\u00e9m de um ramo mediano mais curto, n\u00e3o bifurcado, e uma cabe\u00e7a bem esclerotizada (endurecida por esclerotina, prote\u00edna que confere rigidez ao exoesqueleto dos artr\u00f3podes).<\/p>\n<p>As\u00a0aranhas do g\u00eanero\u00a0<em>Trechona<\/em>\u00a0vivem em tocas que escavam no solo, com seda cobrindo ou formando um v\u00e9u sobre a entrada das tocas, mas sem teias extensas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 outros estudos em vista a partir dessa nova esp\u00e9cie?<\/strong><\/p>\n<p>Conforme o professor Felipe, a descoberta estimulou novas linhas de investiga\u00e7\u00e3o envolvendo aracn\u00eddeos na regi\u00e3o. Outros estudos em andamento no laborat\u00f3rio s\u00e3o sobre grupos de artr\u00f3podes ainda pouco conhecidos pela ci\u00eancia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"CToWUd a6T aligncenter\" tabindex=\"0\" title=\"A acad\u00eamica Beatriz, que tamb\u00e9m assina o artigo que descreve a Trechona garimpeira sp.\" src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/meips\/ADKq_NaN_ojWnRt2CNPZ7rDlNSGLzsvD8qL-GLJyfogd36Tnh0bo6iYJ5qX5vtZtZyeVmz39hP57NTdwCSGVvSJ3qHLyWjOmjjqpYcZWNtLpO4ZqXAYJHqqArO7ZItakVwKUD-C4FnGJwuVr-PZLIILloS_uHEelcdPBcDGzBNdeLP2pniOIklN3wY5ftFtKbzhQapnsyXGa8xCGqMAMy9VmvkoegpB8oH86o7TAjOuyg0o=s0-d-e1-ft#https:\/\/ufsb.edu.br\/images\/imagens_noticias\/2026\/Mar%C3%A7o\/ufsb_ciencia_nuvoloni_beatriz_trechona_garimpeira\/WhatsApp_Image_2026-03-20_at_15.54.54.jpeg\" alt=\"WhatsApp Image 2026 03 20 at 15.54.54\" width=\"263\" height=\"350\" data-bit=\"iit\" \/><\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 uma pesquisa conduzida pela estudante Beatriz Vit\u00f3ria Siqueira Lemos sobre os aracn\u00eddeos conhecidos como\u00a0<strong>amblip\u00edgios<\/strong>\u00a0(ordem Amblypygi). Esses animais s\u00e3o aparentados das aranhas, mas possuem apar\u00eancia bastante distinta, com pernas muito longas e corpo achatado. Os amblip\u00edgios assustam pelo tamanho, mas n\u00e3o possuem veneno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o artr\u00f3podes muitas vezes desconhecidos, muito pela sua apar\u00eancia assustadora, mas tamb\u00e9m por n\u00e3o fazerem parte do grupo que chamamos de &#8216;fofo fauna&#8217;, que cativam a aten\u00e7\u00e3o sem muito esfor\u00e7o. Mas a cada dia mais venho descobrindo o qu\u00e3o diverso e curioso esse grupo \u00e9. Espero ainda poder voltar aqui para anunciar novas descobertas com essas bichinhos curiosos&#8221;, planeja Beatriz.<\/p>\n<p>A estudante encontrou amblip\u00edgios durante levantamentos realizados na Reserva Particular de Patrim\u00f4nio Natural (RPPN) Rio do Brasil, em Trancoso. Os esp\u00e9cimes est\u00e3o sendo estudados no LEGAM. Como s\u00e3o aracn\u00eddeos pouco conhecidos e raramente registrados na natureza, \u00e9 poss\u00edvel que o material represente uma esp\u00e9cie ainda n\u00e3o descrita pela ci\u00eancia ou, pelo menos, um novo registro de ocorr\u00eancia para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Esses estudos refor\u00e7am a import\u00e2ncia de pesquisas de biodiversidade no sul da Bahia, uma regi\u00e3o inserida na Mata Atl\u00e2ntica e reconhecida mundialmente por sua alta diversidade biol\u00f3gica, mas que ainda possui muitos organismos pouco estudados&#8221;, afirma o professor Felipe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Heleno Naz\u00e1rio &nbsp; Uma aranha encontrada dentro de uma sala. Fato comum, ainda mais em uma universidade pr\u00f3xima da Mata Atl\u00e2ntica, como \u00e9 o caso da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Mas, no caso em quest\u00e3o, esse achado rendeu uma descri\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie antes desconhecida: a\u00a0Trechona garimpeira. 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