{"id":186028,"date":"2026-03-22T15:00:30","date_gmt":"2026-03-22T18:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=186028"},"modified":"2026-03-22T09:53:40","modified_gmt":"2026-03-22T12:53:40","slug":"cronica-de-domingo-caixa-de-fazer-gente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2026\/03\/22\/cronica-de-domingo-caixa-de-fazer-gente\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nica de Domingo: Caixa de fazer gente"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-186029\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/paloma-1.jpg\" alt=\"\" width=\"323\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/paloma-1.jpg 450w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/paloma-1-297x300.jpg 297w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/paloma-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 323px) 100vw, 323px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Paloma Amado<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-35009\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/paloma-amado-282x300.jpg\" alt=\"\" width=\"197\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/paloma-amado-282x300.jpg 282w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/paloma-amado.jpg 745w\" sizes=\"(max-width: 197px) 100vw, 197px\" \/>A caixa de fazer gente n\u00e3o \u00e9 quadrada, muito pelo contr\u00e1rio, \u00e9 redonda e pode ir mudando de forma \u00e0 medida do seu labor. Por dentro, maquin\u00e1rio complexo de engrenagens sutis, capazes de uma alquimia perfeita dos fluidos que carregam qu\u00edmicas transformadoras. Para os que estudam o fen\u00f4meno, entend\u00ea-lo n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. Para quem, como eu, s\u00f3 pensa em poesia, imaginar o mar oceano dentro de uma caixa redonda, que tem a orient\u00e1-la um ponto a que chamamos de umbigo, o processo \u00e9 o mais encantador dos mist\u00e9rios.<\/p>\n<p>Dona Myriam era bonita. Bonita e poeta. Dona de uma caixa de fazer gente muito poderosa, fez tr\u00eas meninos e uma menina. No seu mar interno colocou tanta poesia, que a menina \u00c2ngela nasceu formosa e inspirada. Inspirada e inspiradora de tantas benqueren\u00e7as. Dava gosto de v\u00ea-la menina, d\u00e1 alegria v\u00ea-la mulher plena.<\/p>\n<p>A caixa de fazer gente de \u00c2ngela caprichou na sua tarefa. Tarefa \u00fanica e por isso mesmo t\u00e3o perfeita. No seu oceano de dentro tinha muita luz e um calor aconchegante desses capazes de tornar em mel o l\u00edquido \u00e1cido, em bal\u00e9 delicado os movimentos da cria\u00e7\u00e3o. Chegou um dia a Eduarda! Melhor dizer Dudinha, que os apelidos trazem em si uma dose grande de afeto. Ela havia de estudar e entender que medicina e poesia s\u00e3o praticamente a mesma coisa.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>T\u00e3o esguia e delicada, Dudinha concentrou sua for\u00e7a na caixa redonda de umbigo, onde um dia fez nadar Marina em suas \u00e1guas. E que \u00e1guas! Mar\u00e9 de ondas intensas, daquelas que trazem para a alquimia do momento a esperteza e a sabedoria. A menina j\u00e1 veio de olho aberto, energia transbordante. Passou a reinar absoluta neste matriarcado poderoso.<\/p>\n<p>Virge Santa! A caixa de Dudinha est\u00e1 inchando outra vez! Cresce a olhos vistos, movimentos da mar\u00e9 trazendo o de comer, o de crescer, o de embelezar, o de poesia, o de pensar, para encantar ainda mais toda a gente, sobretudo Marina, sua irm\u00e3. Isabela do narizinho arrebitado vem a\u00ed, pessoal! Muitos brindes no c\u00e9u dos baianos, onde dona Myriam j\u00e1 escreveu um poema, e seus amigos cantaram m\u00fasicas de Caymmi, come\u00e7ando por Marina Morena, para alegrar a menininha.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso lembrar que a caixa n\u00e3o funciona sem uma certa \u2013 e fundamental \u2013 ajuda masculina. N\u00e3o posso por um ponto final nestas maltra\u00e7adas sem pensar e nem agradecer a participa\u00e7\u00e3o de Carlos, Jo\u00e3o e Thiago, todos pessoas \u00f3timas e de reconhecida compet\u00eancia nesse lindo processo de cria\u00e7\u00e3o de gente. Obrigada!<\/p>\n<p>E finalmente, que maravilhosa caixa de fazer gente tinha dona Beatriz Pond\u00e9, matriz de todas essas mulheres t\u00e3o especiais! Era ouro sobre azul!<\/p>\n<p>Bom domingo a todos. J\u00e1 dizia Vadinho: Vamos fazer nenem! Foi Deus quem mandou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paloma Amado A caixa de fazer gente n\u00e3o \u00e9 quadrada, muito pelo contr\u00e1rio, \u00e9 redonda e pode ir mudando de forma \u00e0 medida do seu labor. Por dentro, maquin\u00e1rio complexo de engrenagens sutis, capazes de uma alquimia perfeita dos fluidos que carregam qu\u00edmicas transformadoras. Para os que estudam o fen\u00f4meno, entend\u00ea-lo n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. 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