{"id":185683,"date":"2026-03-13T07:24:22","date_gmt":"2026-03-13T10:24:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=185683"},"modified":"2026-03-12T11:45:15","modified_gmt":"2026-03-12T14:45:15","slug":"seguranca-juridica-fortalece-perspectivas-para-a-cadeia-produtiva-dos-jumentosno-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2026\/03\/13\/seguranca-juridica-fortalece-perspectivas-para-a-cadeia-produtiva-dos-jumentosno-pais\/","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a jur\u00eddica fortalece perspectivas para a cadeia produtiva dos jumentosno pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-185684\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/jum.jpg\" alt=\"\" width=\"353\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/jum.jpg 421w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/jum-300x244.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 353px) 100vw, 353px\" \/>A decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) que reconheceu a legalidade do processamento industrial de jumentos dentro das normas sanit\u00e1rias brasileiras recoloca em pauta o futuro da esp\u00e9cie e as possibilidades de organiza\u00e7\u00e3o de uma cadeia produtiva estruturada no pa\u00eds.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-185685\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/PHOTO-2026-03-12-11-02-48.jpg\" alt=\"\" width=\"317\" height=\"282\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/PHOTO-2026-03-12-11-02-48.jpg 384w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/PHOTO-2026-03-12-11-02-48-300x267.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/>Segundo o zootecnista e administrador agropecu\u00e1rio Alex Bastos, a decis\u00e3o est\u00e1 alinhada ao arcabou\u00e7o jur\u00eddico que regula a produ\u00e7\u00e3o e a inspe\u00e7\u00e3o de produtos de origem animal no Brasil.De acordo com ele, o pa\u00eds possui uma legisla\u00e7\u00e3o consolidada para o setor, estabelecida pelas Leis Federais n\u00ba 1.283\/1950 e n\u00ba 7.889\/1989, que estruturam o sistema de inspe\u00e7\u00e3o industrial e sanit\u00e1ria desses produtos. Esse sistema \u00e9 regulamentado pelo Regulamento de Inspe\u00e7\u00e3o Industrial e Sanit\u00e1ria de Produtos de Origem Animal (Riispoa), atualizado pelo Decreto n\u00ba 9.013\/2017 e posteriormente modificado pelo Decreto n\u00ba 10.468\/2020.<\/p>\n<p>\u201cEssa estrutura garante fiscaliza\u00e7\u00e3o permanente do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria em todas as etapas do processo produtivo, desde a chegada dos animais aos frigor\u00edficos at\u00e9 a exporta\u00e7\u00e3o dos produtos\u201d, afirma Bastos.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Potencial produtivo e novos mercados<\/p>\n<p>Apesar do hist\u00f3rico de abandono, a partir das d\u00e9cada de 1980, devido \u00e0 mecaniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que substituiu a tra\u00e7\u00e3o animal e o uso de ve\u00edculos motorizados, pesquisas recentes indicam potencial produtivo da esp\u00e9cie. Estudos realizados por universidades federais em Pernambuco mostram que potros podem ultrapassar 100 quilos ao desmame, aos oito meses de idade, quando criados com aleitamento materno e pastagens.Considerando um per\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o entre 12 e 14 meses, o ciclo produtivo completo pode variar entre 20 e 22 meses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEsse desempenho pode ser especialmente relevante em regi\u00f5es com limita\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas para outras esp\u00e9cies pecu\u00e1rias, como os bovinos\u201d, avalia Bastos. Nesse conyexto, a China, principal mercado consumidor de asininos, vem investindo em programas de melhoramento gen\u00e9tico e centros de pesquisa dedicados \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de jumentos, consolidando tecnologias avan\u00e7adas de reprodu\u00e7\u00e3o e manejo da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Atividade sustent\u00e1vel<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO reconhecimento do jumento nordestino como patrim\u00f4nio gen\u00e9tico e cultural \u00e9 importante. Mas preserva\u00e7\u00e3o e uso econ\u00f4mico sustent\u00e1vel n\u00e3o s\u00e3o conceitos incompat\u00edveis. Diversas esp\u00e9cies pecu\u00e1rias brasileiras s\u00e3o patrim\u00f4nio gen\u00e9tico e base de cadeias produtivas organizadas\u201d, afirma.<br \/>\nEle argumenta que a exist\u00eancia de atividade econ\u00f4mica formal pode estimular a cria\u00e7\u00e3o organizada da esp\u00e9cie, contribuindo para o controle populacional, gera\u00e7\u00e3o de renda e redu\u00e7\u00e3o de problemas como acidentes causados por animais soltos em rodovias.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do especialista, a decis\u00e3o judicial cria condi\u00e7\u00f5es para ampliar o planejamento da atividade no pa\u00eds.\u201cO futuro do jumento nordestino depende menos de polariza\u00e7\u00e3o e mais de planejamento t\u00e9cnico, regula\u00e7\u00e3o eficiente e integra\u00e7\u00e3o entre pesquisa cient\u00edfica, setor produtivo e poder p\u00fablico\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(Fotos Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) que reconheceu a legalidade do processamento industrial de jumentos dentro das normas sanit\u00e1rias brasileiras recoloca em pauta o futuro da esp\u00e9cie e as possibilidades de organiza\u00e7\u00e3o de uma cadeia produtiva estruturada no pa\u00eds. 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