{"id":185491,"date":"2026-03-08T14:31:54","date_gmt":"2026-03-08T17:31:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=185491"},"modified":"2026-03-08T07:52:06","modified_gmt":"2026-03-08T10:52:06","slug":"pesquisa-do-sebrae-bahia-aponta-que-ha-700-mil-empreendedoras-no-estado-um-terco-do-total-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2026\/03\/08\/pesquisa-do-sebrae-bahia-aponta-que-ha-700-mil-empreendedoras-no-estado-um-terco-do-total-no-pais\/","title":{"rendered":"Pesquisa do Sebrae Bahia aponta que h\u00e1 700 mil empreendedoras no estado, um ter\u00e7o do total no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_185492\" style=\"width: 411px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-185492\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-185492\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/m-seba.jpg\" alt=\"\" width=\"401\" height=\"242\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/m-seba.jpg 488w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/m-seba-300x181.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><p id=\"caption-attachment-185492\" class=\"wp-caption-text\">ASN Bahia<br \/>Foto: Dar\u00edo G. Neto<\/p><\/div>\n<p>Cada vez mais presentes \u00e0 frente de empresas, as mulheres baianas est\u00e3o transformando talento em neg\u00f3cio e autonomia em crescimento econ\u00f4mico. \u00c9 o que revela a quarta edi\u00e7\u00e3o da pesquisa\u00a0\u201cDesafios e Oportunidades do Empreendedorismo Feminino na Bahia\u201d,\u00a0elaborada pelo Sebrae Bahia. O levantamento aponta que\u00a0cerca de 700 mil mulheres comandam empreendimentos no estado, um ter\u00e7o do total do Brasil, refletindo a for\u00e7a do empreendedorismo feminino na economia local. O estudo tamb\u00e9m destaca um\u00a0aumento de 6% na migra\u00e7\u00e3o de empreendedoras que deixam a categoria de microempreendedora individual para se tornarem microempres\u00e1rias,\u00a0sinalizando expans\u00e3o e amadurecimento desses neg\u00f3cios. No Brasil, mais de\u00a010 milh\u00f5es de mulheres\u00a0j\u00e1 lideram empresas, representando\u00a0mais de um ter\u00e7o de todos os empreendedores do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Apesar desse avan\u00e7o, na Bahia, as empreendedoras ainda enfrentam desafios significativos. O levantamento revela que, no estado, 51% das respondentes apontaram que gest\u00e3o financeira \u00e9 a sua principal dificuldade, seguida de uso de tecnologias digitais e ferramentas online (33%), gest\u00e3o do tempo e autogest\u00e3o (31%), habilidades t\u00e9cnicas de gest\u00e3o (31%) e dificuldade de acesso a cr\u00e9dito (26%).<\/p>\n<p>O material mostra que, quanto ao enquadramento empresarial, a maioria est\u00e1 nos regimes mais simples de formaliza\u00e7\u00e3o: 33% s\u00e3o Microempreendedoras Individuais (MEI), 26% possuem Microempresa (ME), 7% s\u00e3o Empresas de Pequeno Porte (EPP) e 12% ainda atuam com neg\u00f3cio informal.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>No entanto, o estudo tamb\u00e9m aponta uma redu\u00e7\u00e3o de 16% no n\u00famero de MEIs e crescimento de 6% das microempresas, indicando que algumas empreendedoras est\u00e3o conseguindo expandir seus neg\u00f3cios e migrar para estruturas empresariais robustas.<\/p>\n<p>A gestora estadual do programa Sebrae Delas, Valqu\u00edria P\u00e1dua, observa que, al\u00e9m dos desafios empresariais, h\u00e1 tamb\u00e9m fatores sociais que impactam diretamente a jornada dessas mulheres. \u201cA pesquisa mostra que 41% s\u00e3o chefes de domic\u00edlio, 65% s\u00e3o m\u00e3es, 39% afirmam n\u00e3o ter apoio para cuidar da casa ou dos filhos e 50% j\u00e1 sofreram algum tipo de preconceito por serem mulheres e empreendedoras\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Mesmo diante dessas barreiras, as empreendedoras t\u00eam conseguido fazer seus neg\u00f3cios crescer por meio de capacita\u00e7\u00e3o, redes de apoio e acesso a conhecimento. \u201cInstitui\u00e7\u00f5es como o Sebrae desempenham papel relevante nesse processo: 27% das empreendedoras apontam as institui\u00e7\u00f5es de apoio como principal fonte de aprendizagem para gest\u00e3o do neg\u00f3cio\u201d, pontua Valqu\u00edria P\u00e1dua.<\/p>\n<p>Ela antecipa que, em 2026, al\u00e9m dos eventos que j\u00e1 fazem parte da programa\u00e7\u00e3o regional, o Sebrae Delas oferecer\u00e1, em alguns munic\u00edpios baianos, trilhas imersivas. \u201cA iniciativa \u00e9 voltada para apoiar empreendedoras em diferentes est\u00e1gios do neg\u00f3cio, oferecendo uma jornada pr\u00e1tica de desenvolvimento empresarial. Por meio de encontros, oficinas, mentorias e atividades de\u00a0networking, as participantes aprofundam conhecimentos em temas como gest\u00e3o, finan\u00e7as, marketing, posicionamento de marca e lideran\u00e7a\u201d, frisa.<\/p>\n<p>O empreendedorismo feminino na Bahia est\u00e1 concentrado principalmente no setor de servi\u00e7os, seguido pelo com\u00e9rcio. A pesquisa informa o seguinte cen\u00e1rio: servi\u00e7os, 54%; com\u00e9rcio, 33%; artesanato, 7%; ind\u00fastria, 3%; agropecu\u00e1ria: 1%; terceiro setor, 1%. Entre os segmentos mais frequentes est\u00e3o: com\u00e9rcio varejista (35%); moda, vestu\u00e1rio e acess\u00f3rios (14%); servi\u00e7os profissionais e especializados (13%); alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (12%); beleza, est\u00e9tica e bem-estar (9%).<\/p>\n<p>A pesquisa aponta como destaque o fato de as mulheres negras continuarem a ser a maior for\u00e7a do empreendedorismo feminino baiano, com mais de 70% de representatividade. Outro dado que chama \u00e0 aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que a representatividade das m\u00e3es empreendedoras permanece elevada, acima de 65%.<\/p>\n<p>Baiana cria capacetes para ciclistas que t\u00eam cabelos crespos<\/p>\n<p>L\u00edvia Suarez \u00e9 baiana e CEO da Bicipr3eta, uma empresa surgida em 2020 que tem como principal produto capacetes para ciclistas que t\u00eam cabelos crespos. \u00c9 uma empresa feminina, que cria solu\u00e7\u00f5es para a comunidade negra, focada no g\u00eanero feminino(clientes s\u00e3o 70% mulheres). \u201cA Bicipr3eta surgiu ao percebermos que h\u00e1 produtos que n\u00e3o s\u00e3o pensados para a popula\u00e7\u00e3o negra e o capacete (FortheBlack) surgiu a partir desta car\u00eancia\u201d, frisa.<\/p>\n<p>\u201cCome\u00e7amos com o projeto Preta vem de bike, para ensinar mulheres pretas de Salvador a pedalarem, em 2015, e n\u00f3s percebemos que as mulheres negras n\u00e3o utilizavam capacetes porque eles n\u00e3o cabiam na cabe\u00e7a ou ficavam desconfort\u00e1veis\u201d, explica. Ela narra que o papel do Sebrae foi fundamental no processo de desenvolvimento do produto.<\/p>\n<p>\u201cO Sebrae foi muito importante para n\u00f3s, possibilitou a exist\u00eancia da empresa, ajudando no fortalecimento da mulher empreendedora baiana e nos auxiliou no desenvolvimento dos capacetes, que s\u00e3o todos produzidos na Bahia\u201d, narra.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria lembra que deu os primeiros passos enquadrada como MEI, mas atualmente escalou o neg\u00f3cio e j\u00e1 atua no mercado como ME. \u201cVendemos os capacetes em todo o Brasil e j\u00e1 viajamos com ele para os Estados Unidos (Los Angeles, Nova York, Chicago), pa\u00edses da \u00c1frica e da Am\u00e9rica Latina\u201d, orgulha-se.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada vez mais presentes \u00e0 frente de empresas, as mulheres baianas est\u00e3o transformando talento em neg\u00f3cio e autonomia em crescimento econ\u00f4mico. \u00c9 o que revela a quarta edi\u00e7\u00e3o da pesquisa\u00a0\u201cDesafios e Oportunidades do Empreendedorismo Feminino na Bahia\u201d,\u00a0elaborada pelo Sebrae Bahia. 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