{"id":183829,"date":"2026-01-17T06:30:34","date_gmt":"2026-01-17T09:30:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=183829"},"modified":"2026-01-17T09:49:50","modified_gmt":"2026-01-17T12:49:50","slug":"o-sul-da-bahia-tem-que-beber-conhecimento-na-origem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2026\/01\/17\/o-sul-da-bahia-tem-que-beber-conhecimento-na-origem\/","title":{"rendered":"O Sul da Bahia tem que beber conhecimento na origem"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-183830\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Plantacao-de-milho-em-Poco-Verde-Foto-Walmir-Rosario.jpg\" alt=\"\" width=\"419\" height=\"236\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Plantacao-de-milho-em-Poco-Verde-Foto-Walmir-Rosario.jpg 600w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Plantacao-de-milho-em-Poco-Verde-Foto-Walmir-Rosario-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 419px) 100vw, 419px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Walmir Ros\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-157192\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Walmir-2-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Walmir-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Walmir-2.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/>Rever os conceitos faz um bem danado para quem quer se manter na onda, auferindo resultados positivos. Por mais que fa\u00e7amos certo, sempre tem algo em nossa vida ou nossos neg\u00f3cios que precisa ser acertado. Afinal, como diz a piada, rel\u00f3gio que adianta n\u00e3o atrasa. \u00c9 o tal de adiantar o passo ap\u00f3s as reflex\u00f5es, j\u00e1 transformadas em a\u00e7\u00f5es presentes e futuras.<\/p>\n<p>Num simples apanhado, o Sul da Bahia n\u00e3o vai mal: o cacau se recuperando em gen\u00e9tica, sanidade e pre\u00e7o de comercializa\u00e7\u00e3o; o com\u00e9rcio se mant\u00e9m est\u00e1vel, passando pelas mudan\u00e7as de sempre, resistindo bravamente; os servi\u00e7os a mil por hora, principalmente na \u00e1rea da sa\u00fade privada, com profissionais qualificados e equipamentos de ponta.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se estaria sendo coerente comigo mesmo se afirmasse que estamos apenas a um pontinho acima da mesmice, tendo em vista que grandes investimentos n\u00e3o s\u00e3o direcionados para o Sul da Bahia. Prova disse \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1vel, com \u00edndices bem abaixo de outras regi\u00f5es da Bahia, mesmo possuindo terras f\u00e9rteis, chuvas em abund\u00e2ncia e infraestrutura consider\u00e1vel.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>N\u00e3o nos faltam faculdades e universidades, embora, em minha opini\u00e3o, ainda um pouco distantes dos setores produtivos, sem dar r\u00e9gua e compasso para fazer a economia prosperar. Como se tal n\u00e3o bastasse, nossa antiga fonte de desenvolvimento cient\u00edfico \u2013 devidamente comprovada \u2013 a Ceplac, \u00e9 hoje carta fora do baralho.<\/p>\n<p>Nossa t\u00e3o sonhada ind\u00fastria de inform\u00e1tica, implantada em Ilh\u00e9us, n\u00e3o prosperou como planejada, embora ainda contribua para o crescimento \u2013 e quem sabe \u2013, um dia para o desenvolvimento. N\u00e3o conseguimos implantar um aeroporto internacional (gargalo para inform\u00e1tica) e somos sobressaltados constantemente com a paralisa\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o da Ferrovia Oeste-leste (Fiol).<\/p>\n<p>A Fiol e o Porto Sul \u2013 irm\u00e3os siameses \u2013, e atual esperan\u00e7a nossa de desenvolvimento, sofrem com as paralisa\u00e7\u00f5es decorrentes da pol\u00edtica governamental e das empresas m\u00e3es. Os motivos s\u00e3o os mais d\u00edspares poss\u00edveis, que v\u00e3o desde as dificuldades econ\u00f4micas do mercado internacional, as mudan\u00e7as societ\u00e1rias e at\u00e9 desconfian\u00e7a na pol\u00edtica governamental.<\/p>\n<p>E n\u00f3s sul-baianos, j\u00e1 acostumados \u00e0s dificuldades, simplesmente aguardamos que as b\u00ean\u00e7\u00e3os dos c\u00e9us des\u00e7am por aqui para solucionar problemas que n\u00e3o foram criados pelos religiosos ou nossos santos padroeiros. Esperar por a\u00e7\u00f5es de nossos representantes pol\u00edticos \u00e9 tarefa imposs\u00edvel, pois n\u00e3o os colecionamos nas muitas elei\u00e7\u00f5es por d\u00e9cadas passadas.<\/p>\n<p>Se olharmos para o passado, quem sabe poder\u00edamos nos espelhar em nossos ancestrais, os sergipanos, que h\u00e1 mais de um s\u00e9culo deixaram suas cidades assoladas pela seca para construir a civiliza\u00e7\u00e3o cacaueira, grapi\u00fana. Aqui enfrentaram as matas fechadas e in\u00f3spitas, enriqueceram, criaram praticamente toda a infraestrutura de uma nova regi\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o custa lembrar que a economia da regi\u00e3o cacaueira prosperou em n\u00edveis cada vez mais crescentes, apesar das dificuldades de ent\u00e3o. Criaram um mercado forte, cujo produto por eles comercializado era pago ao produtor mesmo antes de entreg\u00e1-lo. Com\u00e9rcio bem diferente do restante da atividade agr\u00edcola, cuja liquidez inicia geralmente ap\u00f3s os 30 dias da entrega.<\/p>\n<p>Como bons descendentes de sergipanos \u2013 caatingueiros dos bons \u2013, visitamos nossos parentes, passamos f\u00e9rias em Aracaju, local em que encontramos sul-baianos nas ruas como se em Ilh\u00e9us ou Itabuna estiv\u00e9ssemos. S\u00f3 que desprez\u00e1vamos o campo, h\u00e1 anos em plena transforma\u00e7\u00e3o. Pois bem, aos poucos come\u00e7amos enxergar as mudan\u00e7as, realizadas de forma silenciosa.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito os sergipanos descobriram que, se tinham capacidade de fazer crescer neg\u00f3cios em outras regi\u00f5es, tamb\u00e9m poderiam prosperar em sua pr\u00f3pria terra, j\u00e1 bastante conhecida. No campo, resistiram \u00e0s secas, criaram tecnologias para conviver e superar as dificuldades. Nas cidades, desenvolveram pequenas ind\u00fastrias, notadamente de confec\u00e7\u00f5es, redes e o turismo.<\/p>\n<p>Hoje todo o Brasil est\u00e1 perplexo com a capacidade de supera\u00e7\u00e3o do sergipano, na cidade ou no campo. Silenciosamente, desenvolveram gado de leite e corte de alta qualidade, animais criados com comida de qualidade; e todas as esp\u00e9cies de produtos agr\u00edcolas, com produtividade de fazer inveja aos centros mais avan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Se antes se deslocavam em cima de caminh\u00f5es pau-de-arara para se livrar da seca e ganhar a vida no Sul da Bahia, hoje plantam cacau numa regi\u00e3o antes impens\u00e1vel. N\u00e3o acredito que essa virada hist\u00f3rica saiu apenas de um papel num gabinete qualquer, mas sim da vontade de viver bem na sua pr\u00f3pria terra, construindo sua pr\u00f3pria e nova hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Se antes o Sul da Bahia \u201cimportava\u201d os sergipanos como simples m\u00e3o de obra para implantar a cacauicultura, bom seria fazermos o caminho inverso, desta vez para beber da sabedoria dos nossos parentes em todas as \u00e1reas da economia. Por certo, voltar\u00edamos com um novo cabedal de conhecimento para impulsionarmos nossa regi\u00e3o. Tamb\u00e9m aproveitem o passeio, pois o sergipano continua sendo um excelente anfitri\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><em>Walmir Ros\u00e1rio \u00e9 radialista, jornalista e advogado.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Walmir Ros\u00e1rio &nbsp; Rever os conceitos faz um bem danado para quem quer se manter na onda, auferindo resultados positivos. 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