{"id":180540,"date":"2025-10-03T16:30:25","date_gmt":"2025-10-03T19:30:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=180540"},"modified":"2025-10-03T11:26:11","modified_gmt":"2025-10-03T14:26:11","slug":"pesquisa-da-ufsb-indica-que-ganhos-de-vegetacao-secundaria-na-mata-atlantica-nao-compensaram-perdas-de-estoque-de-carbono-e-areas-de-conservacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2025\/10\/03\/pesquisa-da-ufsb-indica-que-ganhos-de-vegetacao-secundaria-na-mata-atlantica-nao-compensaram-perdas-de-estoque-de-carbono-e-areas-de-conservacao\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UFSB indica que ganhos de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria na Mata Atl\u00e2ntica n\u00e3o compensaram perdas de estoque de carbono e \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-180542\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2.jpg\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2.jpg 320w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 392px) 100vw, 392px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Heleno Naz\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Uma equipe de cientistas analisou 37 anos de dados sobre a cobertura vegetal da Mata Atl\u00e2ntica e concluiu que a regenera\u00e7\u00e3o vegetal ocorrida desde 1985 n\u00e3o \u00e9 o bastante para compensar as perdas em estoque de carbono e em \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o. Os resultados apontam para a necessidade de frear o desmatamento de florestas prim\u00e1rias e investir em m\u00e9todos ativos de restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas como complemento \u00e0 regenera\u00e7\u00e3o natural. A pesquisa foi descrita no artigo &#8220;Secondary natural vegetation gains in the Atlantic Forest do not offset losses of carbon stocks and conservation of priority areas&#8221;, publicada na revista Biological Conservation, e assinada por um time internacional de cientistas, do qual participa o professor Luiz Fernando Silva Magnago, do Centro de Forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Agroflorestais (CFCAF\/UFSB), no Campus Jorge Amado. O foco da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica foi analisar tend\u00eancias da cobertura vegetal e seus efeitos em estoques de carbono e \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o no bioma Mata Atl\u00e2ntica. O trabalho teve financiamento da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-180543\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/4-1.jpg\" alt=\"\" width=\"361\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/4-1.jpg 361w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/4-1-300x280.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 361px) 100vw, 361px\" \/><\/p>\n<p>Ao todo, o Brasil teve uma perda de 96 milh\u00f5es de hectares de cobertura vegetal natural em diferentes biomas nos \u00faltimos 40 anos. Os dados de mudan\u00e7as na cobertura de vegeta\u00e7\u00e3o natural da Mata Atl\u00e2ntica de 1985 a 2021 comprovam o desmatamento de 12,8 milh\u00f5es de hectares das florestas no per\u00edodo, com aumento na fragmenta\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o do tamanho m\u00e9dio desses fragmentos de matas. De l\u00e1 at\u00e9 2021, a vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria recuperou 8,6 milh\u00f5es de hectares. O ponto \u00e9 que 3,8 milh\u00f5es desses hectares apresentaram o que os pesquisadores chamam de regenera\u00e7\u00e3o ef\u00eamera: n\u00e3o voltaram a ser \u00e1reas florestais.\u00a0A perda de \u00e1reas piorit\u00e1rias de conserva\u00e7\u00e3o natural correspondeu a 1,2 milh\u00e3o de hectares.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-180544\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/3.jpg\" alt=\"\" width=\"305\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/3.jpg 305w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/3-300x280.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 305px) 100vw, 305px\" \/><\/p>\n<p>Conforme o professor Luiz Fernando Magnago, a pesquisa ganha relev\u00e2ncia no contexto da D\u00e9cada da Restaura\u00e7\u00e3o de Ecossistemas, declarada pela ONU para 2021\u20132030, que visa recuperar ecossistemas degradados, aumentar o sequestro de carbono e fortalecer a biodiversidade. A Mata Atl\u00e2ntica, por ser um dos biomas mais amea\u00e7ados e biodiversos do Brasil, concentra grande parte dos esfor\u00e7os de restaura\u00e7\u00e3o nacionais. \u201cNosso estudo mostra que n\u00e3o basta apenas permitir a regenera\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria; \u00e9 preciso priorizar a prote\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e monitorar a persist\u00eancia das \u00e1reas regeneradas para que os esfor\u00e7os de restaura\u00e7\u00e3o realmente beneficiem biodiversidade e clima\u201d, afirma Magnago.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><br \/>\nCom isso, registrou-se a perda de 4,2 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o natural, correspondendo a cerca de 10% da cobertura prim\u00e1ria presente em 1985. Isso significa que o estoque de carbono apreendido pela vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria persistente, de 0,170 gigatoneladas (Gt), n\u00e3o bastou para compensar o carbono liberado na destrui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o florestal prim\u00e1ria no per\u00edodo, calculada em 1,4 Gt.\u00a0O professor Magnago avalia que\u00a0\u201cembora a vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria seja importante para reconectar paisagens fragmentadas, sua instabilidade amea\u00e7a tanto a biodiversidade quanto o sequestro de carbono\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Regenera\u00e7\u00e3o ef\u00eamera: a mesma \u00e1rea em quatro momentos (2010, 2018, 2020 e 2025)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria se entende a cobertura vegetal que surge ap\u00f3s a degrada\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea por desmatamento, em um processo de sucess\u00e3o de esp\u00e9cies: as \u00e1rvores derrubadas s\u00e3o substitu\u00eddas por esp\u00e9cies vegetais menores e, se deixadas sem impactos por muito tempo, as esp\u00e9cies sucessoras podem se tornar florestas. Globalmente, esse processo ocorre devido a mudan\u00e7as socioecon\u00f4micas na explora\u00e7\u00e3o de \u00e1reas. Uma \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria leva, naturalmente, muitas d\u00e9cadas de processos sucessionais, nos quais esp\u00e9cies vegetais surgem e sucedem umas \u00e0s outras, at\u00e9 que se tornem floresta e tenha o mesmo efeito de sequestro de carbono e de abrigo de biodiversidade vegetal e animal de uma floresta prim\u00e1ria. Isso, claro, se essa \u00e1rea n\u00e3o for degradada novamente em alguma atividade econ\u00f4mica, configurando uma regenera\u00e7\u00e3o ef\u00eamera.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-180545\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/uf-3.jpg\" alt=\"\" width=\"292\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/uf-3.jpg 432w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/uf-3-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/>Conforme o professor Luiz Fernando Magnago, &#8220;a\u00a0regenera\u00e7\u00e3o ef\u00eamera acontece quando \u00e1reas que come\u00e7am a se recuperar s\u00e3o novamente convertidas em usos antr\u00f3picos, como pastagens, agricultura ou \u00e1reas urbanas. Isso pode ocorrer por fatores socioecon\u00f4micos, como a press\u00e3o pela expans\u00e3o agr\u00edcola e o valor econ\u00f4mico associado ao uso do solo. Desta forma, o avan\u00e7a da regenera\u00e7\u00e3o natural n\u00e3o \u00e9 um processo ecol\u00f3gico garantido, sendo diretamente influenciada pelo contexto social e pol\u00edtico estabelecido.&#8221;Os cientistas realizaram uma an\u00e1lise espa\u00e7o-temporal da din\u00e2mica da vegeta\u00e7\u00e3o, considerando a perda de florestas prim\u00e1rias, a regenera\u00e7\u00e3o natural persistente e a regenera\u00e7\u00e3o ef\u00eamera, com c\u00e1lculo dos impactos em estoque de carbono e biodiversidade. Para isso, imagens e dados da \u00e1rea do bioma Mata Atl\u00e2ntica, conforme limites informados pelo IBGE (cerca de 13% do territ\u00f3rio nacional), foram processados com uso do MapBiomas v9, considerando uso e cobertura da terra e vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria na paisagem ao longo do per\u00edodo de 37 anos. As m\u00e9tricas para avaliar a paisagem foram o \u00edndice de agrega\u00e7\u00e3o, o n\u00famero e o tamanho m\u00e9dio de fragmentos florestais, a dist\u00e2ncia m\u00e9dia entre esses fragmentos e o per\u00edmetro total.<br \/>\nNo trabalho de an\u00e1lise desses dados, a equipe considerou tamb\u00e9m o potencial de estoque de carbono caso as \u00e1reas de cobertura vegetal secund\u00e1ria tivessem todas sido intocadas. Esse cen\u00e1rio hipot\u00e9tico serviu para mensurar o impacto de medidas de conserva\u00e7\u00e3o no bioma da Mata Atl\u00e2ntica. Cada bioma e cada tipo de vegeta\u00e7\u00e3o ter\u00e1 diferentes capacidades de estocar carbono, por conta da varia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e da extens\u00e3o territorial do Brasil. Assim, o Mapa de Vegeta\u00e7\u00e3o do IBGE serviu de refer\u00eancia para a localiza\u00e7\u00e3o espacial dos tipos de vegeta\u00e7\u00e3o na \u00e1rea estudada, permitindo avaliar as suas diferentes taxas de ac\u00famulo por hectare de cobertura vegetal.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-180546\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/uf.jpg\" alt=\"\" width=\"314\" height=\"393\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/uf.jpg 432w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/uf-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><\/p>\n<p>Para estimar esse potencial, foi tamb\u00e9m considerado o per\u00edodo de 80 anos, tempo estimado na literatura especializada para que uma \u00e1rea de cobertura vegetal secund\u00e1ria atinja os graus de oferta de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos compar\u00e1veis ao de uma floresta prim\u00e1ria por conta pr\u00f3pria, sem interven\u00e7\u00e3o humana. Por fim, para chegar ao montante potencial de US$ 3,88 bilh\u00f5es em estoque de carbono nas \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, caso sejam totalmente regeneradas, usou-se o valor de US$ 4,8 por tonelada de carbono retirada da atmosfera, conforme o Mercado Volunt\u00e1rio de Carbono em 2025.<\/p>\n<p>Conservar o que ainda existe e acelerar a recupera\u00e7\u00e3o<br \/>\nNa conclus\u00e3o, os autores do estudo indicam que ser\u00e1 preciso adotar a\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas que permitam combinar os m\u00e9todos de restaura\u00e7\u00e3o florestal passiva, quando a natureza \u00e9 deixada sem impactos, e a restaura\u00e7\u00e3o ativa, com interven\u00e7\u00e3o humana planejada. H\u00e1 casos de \u00e1reas muito degradadas por muito tempo, nos quais a recupera\u00e7\u00e3o natural da vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 altamente improv\u00e1vel.<\/p>\n<p>O professor Luiz Fernando Magnago destaca que a restaura\u00e7\u00e3o florestal passiva tem baixo custo, por\u00e9m, depende de paisagens com alta resili\u00eancia para que os fragmentos voltem a se conectar com o passar do tempo. &#8220;O estudo mostrou que, sozinha, ela n\u00e3o \u00e9 suficiente diante da urg\u00eancia clim\u00e1tica e da perda cont\u00ednua da vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. A restaura\u00e7\u00e3o ativa, com m\u00e9todos de restaura\u00e7\u00e3o com plantio direto, entra como complemento estrat\u00e9gico. Isso inclui o plantio de esp\u00e9cies nativas adaptadas ao local, a condu\u00e7\u00e3o da regenera\u00e7\u00e3o natural (com remo\u00e7\u00e3o de capim e esp\u00e9cies invasoras). M\u00e9todos ativos aceleram o processo sucessional, aumentam a diversidade de esp\u00e9cies e, sobretudo, garantem maior estabilidade para que a vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria n\u00e3o seja perdida novamente.&#8221;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-180548\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2025-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"311\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2025-1.jpeg 333w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2025-1-300x280.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/p>\n<p>Outro resultado do estudo \u00e9 a proposta de novos crit\u00e9rios para mensurar a conserva\u00e7\u00e3o, indo al\u00e9m do dimensionamento de \u00e1reas. O professor Magnago pontua crit\u00e9rios que considera fundamentais em um novo paradigma para essa avalia\u00e7\u00e3o.\u00a0 Dentre eles, a persist\u00eancia no tempo, com estabilidade da vegeta\u00e7\u00e3o, sem desmatamento; a biodiversidade, com esp\u00e9cies nativas e presen\u00e7a de grupos funcionais importantes; a estrutura da floresta, considerando altura, biomassa e complexidade da vegeta\u00e7\u00e3o, fatores de influ\u00eancia direta no sequestro de carbono e no fornecimento de habitat para a fauna e flora. Tamb\u00e9m devem ser analisadas a conectividade da paisagem, que tem a ver com a capacidade do processo regenerativo na \u00e1rea estudada para unir fragmentos de mata e reduzir o isolamento das popula\u00e7\u00f5es, e a presen\u00e7a das fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas, ou servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, como dispers\u00e3o de sementes, ciclagem de nutrientes e regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica local. Para o professor Magnago, em adi\u00e7\u00e3o \u00e0 contagem de hectares de uma \u00e1rea, &#8220;esses crit\u00e9rios ajudam a diferenciar entre uma regenera\u00e7\u00e3o de baixa qualidade, que pode se perder rapidamente, e uma regenera\u00e7\u00e3o de alta qualidade, que de fato contribui para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e para a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dentre as op\u00e7\u00f5es em termos de pol\u00edticas p\u00fablicas, os autores sugerem a prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas em regenera\u00e7\u00e3o jovem, com menos de oito anos e mais vulner\u00e1veis ao corte, bem como o estabelecimento de pagamentos por servi\u00e7os ambientais e cr\u00e9ditos de carbono. O monitoramento ambiental tamb\u00e9m deve contemplar a aten\u00e7\u00e3o com a estabilidade e a matura\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal, para al\u00e9m da \u00e1rea total de cobertura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O professor Magnago ressalta que o\u00a0estudo tem implica\u00e7\u00f5es diretas para a restaura\u00e7\u00e3o florestal no Sul da Bahia. Projetos como o Restaura Una e a REDE PPBio Beira Mar trabalham para testar m\u00e9todos de restaura\u00e7\u00e3o em \u00e1reas degradadas e promover a conectividade entre fragmentos, fortalecendo a biodiversidade local e contribuindo para o sequestro de carbono: \u201cInvestir na preserva\u00e7\u00e3o de grandes \u00e1reas cont\u00ednuas de floresta e na consolida\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria persistente \u00e9 essencial para a biodiversidade, os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e o combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Heleno Naz\u00e1rio Uma equipe de cientistas analisou 37 anos de dados sobre a cobertura vegetal da Mata Atl\u00e2ntica e concluiu que a regenera\u00e7\u00e3o vegetal ocorrida desde 1985 n\u00e3o \u00e9 o bastante para compensar as perdas em estoque de carbono e em \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o. 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