{"id":176159,"date":"2025-05-31T07:00:40","date_gmt":"2025-05-31T10:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=176159"},"modified":"2025-05-30T14:45:15","modified_gmt":"2025-05-30T17:45:15","slug":"santinho-o-craque-que-atuava-nas-11-posicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2025\/05\/31\/santinho-o-craque-que-atuava-nas-11-posicoes\/","title":{"rendered":"Santinho, o craque que atuava nas 11 posi\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-176160 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Santinho-segundo-em-pe-da-esquerda-para-a-direita-na-selecao-de-Itabuna.jpg\" alt=\"\" width=\"443\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Santinho-segundo-em-pe-da-esquerda-para-a-direita-na-selecao-de-Itabuna.jpg 600w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Santinho-segundo-em-pe-da-esquerda-para-a-direita-na-selecao-de-Itabuna-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>\u00a0Walmir Ros\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-157192\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Walmir-2-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"222\" height=\"167\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Walmir-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Walmir-2.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 222px) 100vw, 222px\" \/>Desde a segunda metade da d\u00e9cada de 1950 que os torcedores de Itabuna e do Fluminense de nossa par\u00f3quia passaram a ter um xod\u00f3 especial com um jogador, considerado a revela\u00e7\u00e3o e que atuou at\u00e9 no Itabuna Esporte Clube, nos fins da d\u00e9cada de 1970. Bom driblador, embora sua marca maior fosse o poderoso petardo em dire\u00e7\u00e3o ao gol. O terror dos goleiros.<\/p>\n<p>Durante anos construiu sua hist\u00f3ria nos campos de Itabuna, Ilh\u00e9us, Itaju\u00edpe, Alagoinhas, Santo Amaro, S\u00e3o F\u00e9lix, Belmonte, e onde mais a Sele\u00e7\u00e3o de Itabuna (amadora) jogasse. N\u00e3o pense que ele n\u00e3o encantou a capital baiana, a Salvador dos grandes times profissionais. Em 1957 ele bagun\u00e7ou as partidas nos campos da Gra\u00e7a e na Fonte Nova como se estivesse no quintal de casa.<\/p>\n<p>Pois \u00e9, assim era Santinho, que na vida civil levava o nome de Gilberto Silva Moura, que n\u00e3o se intimidava em jogar na casa do advers\u00e1rio, seja l\u00e1 qual fosse. No dia 4 de abril de 1957 jogou a partida final do Torneio Ant\u00f4nio Balbino contra a Sele\u00e7\u00e3o de Feira de Santana, por ocasi\u00e3o da inaugura\u00e7\u00e3o dos refletores do Est\u00e1dio da Fonte Nova.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-176161\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Santinho-na-Selecao-amadora-de-Itabuna-campea-do-primeiro-intermunicipal-1957.jpg\" alt=\"\" width=\"362\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Santinho-na-Selecao-amadora-de-Itabuna-campea-do-primeiro-intermunicipal-1957.jpg 450w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Santinho-na-Selecao-amadora-de-Itabuna-campea-do-primeiro-intermunicipal-1957-300x251.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><\/p>\n<p>Jogo empatado em 1X1 e a disputa final definida nos p\u00eanaltis, que seriam batidos por apenas um jogador de cada selecionado. Imediatamente o t\u00e9cnico da Sele\u00e7\u00e3o de Itabuna escolheu Santinho para bater as cobran\u00e7as. Cinco penalidades batidas pela Sele\u00e7\u00e3o de Feira de Santana: cinco gols. O mesmo placar foi marcado por Santinho. Na segunda s\u00e9rie, o mesmo resultado. O \u00e1rbitro apita para a terceira s\u00e9rie e Santinho marca os cinco gols, e para alegria dos itabunenses, o goleiro Carlito defende uma penalidade. Agora era a final.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Dois dias depois a Sele\u00e7\u00e3o de Itabuna vence a Sele\u00e7\u00e3o de Alagoinhas por 2X0 e o Torneio Ant\u00f4nio Balbino. Na tribuna de honra, autoridades das mais diversas, entre elas o governador da Bahia, Ant\u00f4nio Balbino, o ministro da Guerra, Marechal Lott e o presidente da Rep\u00fablica, Juscelino Kubistchek, que entregou a ta\u00e7a aos jogadores. Festa em Itabuna e os jogadores chegam como grandes her\u00f3is.<\/p>\n<p>Alguns meses depois, fins de 1957, a Sele\u00e7\u00e3o de Itabuna volta a Salvador para disputar a final do Campeonato Baiano Intermunicipal contra a Sele\u00e7\u00e3o de Salvador. Ganha a primeira partida por 2X0, no campo da Gra\u00e7a, e aplica 3X1 no jogo de volta em Itabuna. Neste campeonato, num jogo bastante tumultuado em Ubaitaba, ap\u00f3s a expuls\u00e3o do goleiro Asclep\u00edades, Santinho, com apenas 20 anos foi escolhido para concluir a partida no gol. Itabuna vence por 4X0.<\/p>\n<p>E a\u00ed Santinho n\u00e3o parou mais at\u00e9 ganhar o Hexacampeonato e estrear no Itabuna Esporte Clube profissional, em 1967. Durante todo esse per\u00edodo, ele se tornou um dos grandes l\u00edderes da Sele\u00e7\u00e3o de Itabuna. E fez por merecer todo o carinho da torcida, que vibrava com suas jogadas, seu chute certeiro que fazia tremer zagueiros e os goleiros. E n\u00e3o era pra menos, pois mais de uma vez seus petardos furavam as redes advers\u00e1rias, literalmente.<\/p>\n<p>Santinho sabia impor respeito aos advers\u00e1rios dentro das quatro linhas. Fora de campo, mais ainda. Ele se considerava o protetor dos colegas, principalmente dos garotos rec\u00e9m-chegados no time ou na sele\u00e7\u00e3o. Entre eles os \u201cmeninos\u201d Bel e Lua, convocados para a Sele\u00e7\u00e3o de Itabuna aos 16 anos. No Fluminense, seu Astor, pai de Lua, delegou a Santinho os cuidados com o filho Lua.<\/p>\n<p>Em campo n\u00e3o tinha medo de cara feia nem de zagueiros violentos. Resolvia tudo com sua autoridade de craque de futebol, intimidando os advers\u00e1rios com jogadas mirabolantes e petardos em dire\u00e7\u00e3o ao gol, com um aproveitamento altamente positivo. Com o tempo soube utilizar sua sabedoria para jogar recuado \u2013 em todas as posi\u00e7\u00f5es \u2013, mesmo na defesa, aproveitando o seu conhecimento de futebol para potencializar as jogadas sem a energia f\u00edsica de antes.<\/p>\n<p>Santinho era mais que um jogador de futebol, um craque que sabia impor, ao mesmo tempo, o respeito e a admira\u00e7\u00e3o dos advers\u00e1rios. Fora de campo, um homem com amigos tantos que surpreendia at\u00e9 mesmo os que o conheciam. Deixou o futebol e foi cuidar dos seus afazeres profissionais em v\u00e1rias \u00e1reas, incluindo a Ceplac e a Tev\u00ea Santa Cruz.<\/p>\n<p>Indiscutivelmente, foi o jogador s\u00edmbolo da Itabuna das d\u00e9cadas de 1950, 60 e 70, \u00e9poca em que os craques abundavam, ou melhor, como se dizia naquela \u00e9poca, \u201cdavam no meio da canela\u201d. E Santinho se sobrepunha \u00e0s situa\u00e7\u00f5es ao jogar nas posi\u00e7\u00f5es em que era escalado, com toda humildade de sua sabedoria, com a inten\u00e7\u00e3o de dar tudo de si pela equipe em que jogava.<\/p>\n<p>Santinho nos deixou em 7 de julho de 2009, mas ainda ecoam em nossos ouvidos a voz dos narradores em suas jogadas e os gritos de gol!<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Walmir Ros\u00e1rio \u00e9 radialista, jornalista e advogado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00a0Walmir Ros\u00e1rio Desde a segunda metade da d\u00e9cada de 1950 que os torcedores de Itabuna e do Fluminense de nossa par\u00f3quia passaram a ter um xod\u00f3 especial com um jogador, considerado a revela\u00e7\u00e3o e que atuou at\u00e9 no Itabuna Esporte Clube, nos fins da d\u00e9cada de 1970. Bom driblador, embora sua marca maior fosse [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":176160,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[33435],"tags":[283,39932,1077],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176159"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=176159"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176159\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":176163,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176159\/revisions\/176163"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/176160"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=176159"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=176159"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=176159"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}