{"id":174727,"date":"2025-04-19T07:30:45","date_gmt":"2025-04-19T10:30:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=174727"},"modified":"2025-04-17T10:10:21","modified_gmt":"2025-04-17T13:10:21","slug":"panela-velha-e-quem-faz-comida-boa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2025\/04\/19\/panela-velha-e-quem-faz-comida-boa\/","title":{"rendered":"Panela velha \u00e9 quem faz comida boa"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-174728\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ceplac.jpg\" alt=\"\" width=\"484\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ceplac.jpg 600w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ceplac-300x164.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 484px) 100vw, 484px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Walmir Ros\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-157192\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Walmir-2-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Walmir-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Walmir-2.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/>Imortalizada na voz do cantor paulista S\u00e9rgio Reis, a m\u00fasica Panela Velha, composta pelo Celmar de Moraes, o Moraezinho, deu o que falar e ficou famosa como um mote para v\u00e1rios significados. Desde a simples vasilha para preparar a comida, ou a experi\u00eancia da pessoa em determinada fun\u00e7\u00e3o, muitas das vezes ditas em forma de gracejo.<\/p>\n<p>N\u00e3o temos como negar que \u00e9 uma meia verdade se a dissermos na forma figurada, conotativa, do jeito como o pov\u00e3o gosta e entende. E tomo a frase para lembrar os bons tempos da Ceplac, melhor dizendo, do restaurante que a institui\u00e7\u00e3o manteve por muitos anos na sede da Coordenaria Regional, na rodovia Ilh\u00e9us-Itabuna.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho qualquer informa\u00e7\u00e3o fidedigna da quantidade de refei\u00e7\u00f5es (almo\u00e7os) que servia aos seus servidores no dia a dia. Posso assegurar que esse n\u00famero passava e dos dois mil, incluindo as marmitas para os oper\u00e1rios de campo. Alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, balanceada, conforme os estudos do pessoal da nutri\u00e7\u00e3o, apropriada para todas as idades e regimes de trabalho a pre\u00e7os subsidiados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-174729\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Cartao-restaurante-Ceplac.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Cartao-restaurante-Ceplac.jpg 377w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Cartao-restaurante-Ceplac-206x300.jpg 206w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/p>\n<p>Filas enormes eram formadas diariamente e nos admiravam os tamanhos dos pratos servidos para uma turma j\u00e1 conhecida e que pegava pesado. Ali comiam desde os diretores ao mais simples oper\u00e1rio, conforme o padr\u00e3o burocr\u00e1tico. E garanto: a comida era de boa qualidade, com card\u00e1pio que n\u00e3o se repetia na mesma semana. Com o sucateamento da Ceplac, o restaurante pereceu.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Esta semana soube por velhos colegas que a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) vai colocar em funcionamento um restaurante universit\u00e1rio para professores e estudantes. Animei-me com a informa\u00e7\u00e3o, pois o local, hoje abandonado, voltaria a ter serventia, deixaria de ser um elefante branco, como s\u00e3o conhecidos os equipamentos p\u00fablicos abandonados.<\/p>\n<p>Mas como tudo o que \u00e9 bom dura pouco, na sequ\u00eancia soube pelos colegas que n\u00e3o seria bem assim. A universidade iria construir um pr\u00e9dio novinho em folha e n\u00e3o aproveitaria o pr\u00e9dio antigo e seus equipamentos, por mais que continue imponente. De pronto achei, como os colegas, que seria uma aberra\u00e7\u00e3o gastar nossos parcos recursos retirados a t\u00edtulo de impostos.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que fui interpelado e questionado se meus conhecimentos t\u00e9cnicos e cient\u00edficos seriam suficientes para analisar o aproveitamento de um pr\u00e9dio velho, se bem que em bom estado, para atender aos padr\u00f5es de modernidade exigidos por um restaurante universit\u00e1rio. Quedei-me silente por instantes at\u00e9 recuperar a carcomida mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Fiz ver aos meus interlocutores que o n\u00edvel dos clientes era o mesmo, pois serviria aos doutores, p\u00f3s-doutores, mestres, especialistas, t\u00e9cnicos das mais diversas \u00e1reas, bem como outros em forma\u00e7\u00e3o. E insisti que os clientes do futuro restaurante ganhariam muito mais com a r\u00e1pida entrada em funcionamento, bastando alguns ajustes e a aquisi\u00e7\u00e3o dos equipamentos.<\/p>\n<p>Meus oponentes n\u00e3o deixaram por menos e voltaram a questionar quais os meus dotes nas \u00e1reas da gastronomia, nutri\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as, arquitetura e engenharia, me desqualificando para o debate de alto n\u00edvel. Confesso que senti o golpe, mesmo assim exaltei minhas qualidades como chef de cozinha, sabendo lidar com forno e fog\u00e3o, arruma\u00e7\u00e3o de mesas e outros tais of\u00edcios.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o deixar os leitores aflitos, perdidos numa discuss\u00e3o alheia, dou algumas coordenadas, informando que hoje a UFSB funciona na mesma \u00e1rea em que a Ceplac, hoje doente terminal. E concedo todos os m\u00e9ritos ao ex-diretor Juvenal Maynart em engajar a luta de abrigo na \u00e1rea da Ceplac, projeto do qual me incorporei, com a finalidade de dar utilidade \u00e0 \u00e1rea federal antes que fosse invadida.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, nada mais justo do que uma institui\u00e7\u00e3o do governo federal seja implantada na \u00e1rea ociosa da outra. Quem sabe, poderiam trabalhar em conjunto em projetos de pesquisa, aproveitando os laborat\u00f3rios e o cabedal de conhecimento da Ceplac, antes que os poucos cientistas que restam se aposentem e que as informa\u00e7\u00f5es sejam perdidas, fique no limbo.<\/p>\n<p>\u00c1rea e pr\u00e9dios n\u00e3o faltam, dependendo apenas de ajustes b\u00e1sicos para sua adequa\u00e7\u00e3o, inclusive na cozinha e refeit\u00f3rio, satisfazendo todas as necessidades da universidade. De minha parte pe\u00e7o todas as escusas por cair de paraquedas em seara alheia, dando intrometidos pitacos, mesmo sem ter sido convidado a tecer coment\u00e1rios poucos interessantes.<\/p>\n<p>A finalidade dos meus questionamentos, por mais que desinteressantes sejam, apenas t\u00eam o fito de dar utilidade ao conjunto de pr\u00e9dios daquela \u00e1rea, quem sabe economizando os parcos recursos p\u00fablicos. Somo \u00e0 minha bisbilhotice sempre gastar menos, focado na maximiza\u00e7\u00e3o das obras e a minimiza\u00e7\u00e3o dos investimentos.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Walmir Ros\u00e1rio \u00e9 radialista, jornalista e advogado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Walmir Ros\u00e1rio Imortalizada na voz do cantor paulista S\u00e9rgio Reis, a m\u00fasica Panela Velha, composta pelo Celmar de Moraes, o Moraezinho, deu o que falar e ficou famosa como um mote para v\u00e1rios significados. 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