{"id":17332,"date":"2013-03-01T14:57:56","date_gmt":"2013-03-01T17:57:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=17332"},"modified":"2013-03-01T14:57:56","modified_gmt":"2013-03-01T17:57:56","slug":"uniao-pelo-cacau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2013\/03\/01\/uniao-pelo-cacau\/","title":{"rendered":"Uni\u00e3o pelo cacau"},"content":{"rendered":"<p align=\"right\"><strong>Helenilson Chaves<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/hch.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-17333\" title=\"hch\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/hch.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"293\" \/><\/a>\u00c9 com satisfa\u00e7\u00e3o que vemos a iniciativa dos produtores de cacau do Sul da Bahia de promover manifesta\u00e7\u00e3o contra a importa\u00e7\u00e3o de cacau. Um movimento que n\u00e3o deve se limitar aos produtores, mas a toda sociedade organizada.<\/p>\n<p>Por conta da queda na produ\u00e7\u00e3o de cacau brasileira, a importa\u00e7\u00e3o de am\u00eandoas da \u00c1frica e da \u00c1sia se tornou necess\u00e1ria para manter as ind\u00fastrias em funcionamento.<\/p>\n<p>Ocorre que nos \u00faltimos dois anos, a safra brasileira vem apresentando um processo cont\u00ednuo de recupera\u00e7\u00e3o, chegando a 137 mil toneladas na safra 2012\/2013. E a tend\u00eancia \u00e9 de que esse volume aumente na pr\u00f3xima safra.<\/p>\n<p>Com isso, o que era solu\u00e7\u00e3o, se transformou em problema. A manuten\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es faz com que as ind\u00fastrias processadoras deixem de comprar o cacau nacional. E com oferta crescente, os pre\u00e7os despencam, chegando a irris\u00f3rios 58 reais a arroba. Um valor que n\u00e3o cobre nem os custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 importante observar que mesmo com dividas astron\u00f4micas e dificuldades para a obten\u00e7\u00e3o de novos cr\u00e9ditos, os produtores sul baianos, dotados de not\u00e1vel esp\u00edrito empreendedor, conseguem retomar a produ\u00e7\u00e3o\u00a0 e delinear um quadro em que o cacau volte a ser um fator preponderante na economia regional, com a necess\u00e1ria ressalva que n\u00e3o se pode mais pensar em monocultura.<\/p>\n<p>Mas, por outro lado, n\u00e3o se pode tratar o cacau como uma cultura irrelevante, que j\u00e1 deu o que tinha que dar.<\/p>\n<p>E \u00e9 a\u00ed que entra a necessidade de uma a\u00e7\u00e3o governamental mais efetiva, transformando em realidade projetos de recupera\u00e7\u00e3o da lavoura, como o PAC do Cacau. \u00a0\u00c9 o m\u00ednimo que se pode esperar como retribui\u00e7\u00e3o a um produto que tanto contribuiu com a economia do Brasil e da Bahia e que ainda tem muito oferecer\u00a0 aos sulbaianos.<\/p>\n<p>Espera-se, em car\u00e1ter imediato, uma medida que impe\u00e7a a importa\u00e7\u00e3o desenfreada de cacau, absolutamente desnecess\u00e1ria neste momento; al\u00e9m do risco de introdu\u00e7\u00e3o de novas pragas numa lavoura que j\u00e1 sofreu o suficiente com a vassoura-de-bruxa.<\/p>\n<p>Um dos grandes pecados do produtor de cacau ao longo de d\u00e9cadas foi o excessivo individualismo, a completa aus\u00eancia de espirito coletivo, a incapacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o contra a importa\u00e7\u00e3o de cacau pode sinalizar um novo paradigma, em que a soma de esfor\u00e7os de uma sociedade que luta para se reerguer, resultar\u00e1 numa uni\u00e3o permanente,\u00a0 que nos tornar\u00e1 fortes o suficiente para sermos ouvidos e atendidos em nossas just\u00edssimas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Helenilson Chaves \u00a0\u00c9 com satisfa\u00e7\u00e3o que vemos a iniciativa dos produtores de cacau do Sul da Bahia de promover manifesta\u00e7\u00e3o contra a importa\u00e7\u00e3o de cacau. Um movimento que n\u00e3o deve se limitar aos produtores, mas a toda sociedade organizada. Por conta da queda na produ\u00e7\u00e3o de cacau brasileira, a importa\u00e7\u00e3o de am\u00eandoas da \u00c1frica e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[20,1437,185],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17332"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17332"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17334,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17332\/revisions\/17334"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}