{"id":171543,"date":"2025-01-15T07:03:08","date_gmt":"2025-01-15T10:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=171543"},"modified":"2025-01-14T11:51:55","modified_gmt":"2025-01-14T14:51:55","slug":"debate-sobre-ia-no-jornalismo-marca-lancamento-da-6a-revista-memoria-da-imprensa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2025\/01\/15\/debate-sobre-ia-no-jornalismo-marca-lancamento-da-6a-revista-memoria-da-imprensa-2\/","title":{"rendered":"Debate sobre IA no jornalismo marca lan\u00e7amento da 6\u00aa Revista Mem\u00f3ria da Imprensa"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-171544\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/abi-11.jpg\" alt=\"\" width=\"448\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/abi-11.jpg 600w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/abi-11-300x195.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/>\u201cDecifra-me ou te devoro\u201d. A manchete da 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Revista Mem\u00f3ria da Imprensa, lan\u00e7ada na tarde deste s\u00e1bado (14) pela Associa\u00e7\u00e3o Bahiana de Imprensa (ABI), desafia o leitor a pensar sobre o futuro do jornalismo e da comunica\u00e7\u00e3o em tempos de Intelig\u00eancia Artificial. Financiamento para o jornalismo local, mercado, modelos de neg\u00f3cio, desinforma\u00e7\u00e3o e principais tend\u00eancias foram alguns dos assuntos debatidos pelos especialistas convidados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da discuss\u00e3o sobre os impactos da tecnologia na \u00e1rea, o evento, transmitido\u00a0ao vivo pelo canal da ABI, celebrou o legado de comunicadores que fizeram hist\u00f3ria na imprensa da Bahia e do Brasil, em um encontro vibrante e cheio de afeto, ao som do maestro Fred Dantas e banda.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o, Ernesto Marques, iniciou o lan\u00e7amento com uma explica\u00e7\u00e3o do projeto Mem\u00f3ria da Imprensa, que nasceu h\u00e1 18 anos como uma s\u00e9rie de document\u00e1rios sobre grandes nomes do jornalismo baiano, e transformou-se em revista em 2020. Ernesto tamb\u00e9m falou sobre o tema da edi\u00e7\u00e3o, antecipando o debate com um alerta sobre a necessidade de refletir com urg\u00eancia e criticidade.<\/p>\n<p>\u201cApenas 2 anos depois do lan\u00e7amento da\u00a0Open AI, decifrar este enigma se tornou uma imposi\u00e7\u00e3o em qualquer \u00e1rea. [\u2026] Decifrar o enigma n\u00e3o se resume ao manejo d\u00f3cil e at\u00e9 servil, de t\u00e3o acr\u00edtico, da ferramenta sedutora que encanta enquanto aprende a superar o usu\u00e1rio\u201d, advertiu ele.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O lan\u00e7amento reuniu jornalistas, profissionais da educa\u00e7\u00e3o, da cultura, do mercado publicit\u00e1rio, e diversas outras \u00e1reas. Todos juntos, pensando, de forma cr\u00edtica e urgente, sobre as \u00faltimas transforma\u00e7\u00f5es que afetam diretamente a qualidade da informa\u00e7\u00e3o consumida pela sociedade.<\/p>\n<p>Articulistas da edi\u00e7\u00e3o, Gabriela De Paula, Pyr Marcondes, Lucas Reis e Suzana Barbosa trouxeram os argumentos das p\u00e1ginas da revista ao Audit\u00f3rio Samuel Celestino, no terra\u00e7o da ABI. A fotojornalista Margarida Neide e o jornalista Jos\u00e9 Raimundo representaram o time de entrevistados do sexto n\u00famero da publica\u00e7\u00e3o, formado tamb\u00e9m por Paulo Roberto Sampaio, Perfilino Neto e Clementino Heitor de Carvalho.<\/p>\n<p>Um\u00a0fotoclipe\u00a0sobre a invas\u00e3o da Universidade Federal da Bahia pela pol\u00edcia militar, em 2001, abriu o bloco que homenageou tr\u00eas mestres da fotografia \u2013 Milton Mendes, Manoel Porto e Manu Dias, autores do ensaio \u201c3M\u201d, estampado na revista.<\/p>\n<p>Os participantes aplaudiram a fam\u00edlia de Jos\u00e9 Carlos Teixeira, falecido em outubro. O jornalista foi homenageado nas p\u00e1ginas da revista com um texto emocionante assinado por seu filho, Jo\u00e3o Pedro Pitombo, lembrando a for\u00e7a da escrita de Teixeira e seu legado como exemplo de \u00e9tica e criatividade, al\u00e9m de uma charge de Borega e dos depoimentos da vi\u00fava Lenilde Pacheco e dos amigos Z\u00e9 de Jesus Barreto, Pedro Formigli, Paolo Marconi, Carlos Navarro e Adilson Borges.<\/p>\n<p>Debate<\/p>\n<p>A roda de conversa come\u00e7ou com coloca\u00e7\u00f5es da jornalista especializada em tecnologia e inova\u00e7\u00e3o e palestrante TEDx, Gabriela de Paula. A jornalista defendeu a posi\u00e7\u00e3o de que a escalada da IA generativa traz um destaque maior ao dom\u00ednio da linguagem, que tende a substituir a programa\u00e7\u00e3o como interface homem-m\u00e1quina a partir dessas tecnologias. Da mesma forma, ela acredita que as habilidades de articular, interpretar e questionar do jornalista tamb\u00e9m se tornam mais importantes nesse contexto.<\/p>\n<p>\u201cEu queria muito provocar voc\u00eas sobre essas oportunidades que est\u00e3o escondidas para n\u00f3s que somos perguntadores, curiosos, temos esse senso de necessidade de investigar. A m\u00e1quina tende a ter um banco de dados muito grande e ter respostas para a gente, mas a gente precisa de quem fa\u00e7a essas perguntas\u201d, ponderou a diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado Bahia (Sinjorba).<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Baiana do Mercado Publicit\u00e1rio (ABMP) e doutor em Comunica\u00e7\u00e3o, Lucas Reis reiterou a \u00eanfase nas oportunidades levantadas pela IA, apontando ainda algumas preocupa\u00e7\u00f5es como os direitos autorais do conte\u00fado usado para \u201calimentar\u201d os programas generativos, mas tamb\u00e9m ressaltando o despreparo de muitos jornalistas e ve\u00edculos para aproveitar bem as oportunidades nesse \u00e2mbito.<\/p>\n<p>\u201c69% dos jornalistas nunca receberam treinamento para usar Intelig\u00eancia Artificial generativa no seu trabalho, mas a maior parte j\u00e1 usa. Ent\u00e3o, voc\u00ea tem v\u00e1rios profissionais usando sem serem treinados, e sem existir uma pol\u00edtica sobre como usar essa intelig\u00eancia artificial\u201d, pontuou ele, demonstrando vis\u00edvel preocupa\u00e7\u00e3o com as implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas.<\/p>\n<p>Essa necessidade de adapta\u00e7\u00e3o foi enfatizada pelo jornalista, investidor e palestrante Pyr Marcondes, que resumiu os argumentos do seu livro \u201cJornalismo 4.0\u201d, lan\u00e7ado pela plataforma Aurora, da startup de m\u00eddia Alright, empresa com a qual a ABI firmou parceria para combater os chamados desertos de not\u00edcia e promover o fortalecimento do jornalismo local.<\/p>\n<p>Pyr falou sobre a urg\u00eancia de renova\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rea, que ele acredita enfrentar um conservadorismo muito forte no que tange aos processos. \u201cAcho que temos tudo para usar [a IA] da melhor forma poss\u00edvel e n\u00e3o deixar que ela nos use da pior forma poss\u00edvel. Ent\u00e3o, quando eu digo que \u2018haver\u00e1 jornalismo 4.0 ou n\u00e3o haver\u00e1 jornalismo\u2019, \u00e9 porque n\u00e3o haver\u00e1 jornalismo sem tecnologia\u201d,\u00a0 afirmou.<\/p>\n<p>A professora da Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia (Facom\/UFBA) e coordenadora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura Contempor\u00e2neas (P\u00f3sCom\/UFBA), Suzana Barbosa, falou sobre o jornalismo local nesse cen\u00e1rio de plataformiza\u00e7\u00e3o e IA. Suzana advertiu para a fragilidade dos jornais locais diante desse cen\u00e1rio, e a necessidade especial de renova\u00e7\u00e3o nesse n\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cAs empresas locais est\u00e3o descapitalizadas e muito dependentes daquilo que \u00e9 ofertado pelas chamadas big techs. Elas n\u00e3o t\u00eam como fazer frente a isso. A valoriza\u00e7\u00e3o das marcas, do seu jornalismo, dos profissionais, me parece que \u00e9 o caminho que se indica para seguir\u201d, sugeriu ela.<\/p>\n<p>O debate foi movimentado por rodadas de perguntas do mediador, Ernesto Marques, e do p\u00fablico, resultando em discuss\u00f5es sobre regulamenta\u00e7\u00e3o das Big Techs, ensino de jornalistas em forma\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7a dos modelos de neg\u00f3cios dos ve\u00edculos e legisla\u00e7\u00f5es para conter consequ\u00eancias negativas do uso da Intelig\u00eancia Artificial Generativa na esfera da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A 6\u00aa Revista Mem\u00f3ria da Imprensa foi editada por Biaggio Talento e teve coordena\u00e7\u00e3o editorial de Ernesto Marques e Jaciara Santos, diretora de Comunica\u00e7\u00e3o da ABI. A Bamboo Editora assinou o projeto gr\u00e1fico e a revis\u00e3o foi feita por Guido Krieger e Raulino J\u00fanior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDecifra-me ou te devoro\u201d. 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