{"id":171189,"date":"2025-01-03T17:30:39","date_gmt":"2025-01-03T20:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=171189"},"modified":"2025-01-03T12:00:16","modified_gmt":"2025-01-03T15:00:16","slug":"sinto-o-rostinho-dele-afirma-indigena-com-deficiencia-visual-que-pariu-no-hospital-materno-infantil-de-ilheus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2025\/01\/03\/sinto-o-rostinho-dele-afirma-indigena-com-deficiencia-visual-que-pariu-no-hospital-materno-infantil-de-ilheus\/","title":{"rendered":"\u201cSinto o rostinho dele\u201d, afirma ind\u00edgena com defici\u00eancia visual que pariu no Hospital Materno-Infantil de Ilh\u00e9us"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-171190\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/PHOTO-2025-01-03-10-16-10.jpg\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/PHOTO-2025-01-03-10-16-10.jpg 600w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/PHOTO-2025-01-03-10-16-10-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 392px) 100vw, 392px\" \/>Com as m\u00e3os ainda tr\u00eamulas, ela alisa o rosto do filho que acabara de nascer. Os olhos enchem de l\u00e1grima e, emocionada, ela sentencia: \u201cSinto o rostinho, cada detalhe dele. Bryan parece com a minha segunda filha, Mohana\u201d. O depoimento \u00e9 da ind\u00edgena tupinamb\u00e1 J\u00e9ssica Rocha do Nascimento, de 32 anos. H\u00e1 12 anos ela perdeu totalmente a vis\u00e3o em um acidente de motocicleta, na BR 101. Um traumatismo craniano irrevers\u00edvel, com oito les\u00f5es, lhe afetou o nervo \u00f3tico, o que fez com que parasse de enxergar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-171191\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/PHOTO-2025-01-03-10-16-10-1.jpg\" alt=\"\" width=\"309\" height=\"550\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/PHOTO-2025-01-03-10-16-10-1.jpg 309w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/PHOTO-2025-01-03-10-16-10-1-169x300.jpg 169w\" sizes=\"(max-width: 309px) 100vw, 309px\" \/><\/p>\n<p>Bryan, nome escolhido pelo pai, cujo significado \u00e9 \u201chomem honroso e vitorioso\u201d, nasceu nesta quinta-feira (02), no in\u00edcio da tarde, no Centro de Parto Normal (CPN) do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilh\u00e9us, acolhido e acompanhado por toda uma equipe de profissionais. \u201cDurante o pr\u00e9-parto, confesso que eu estava muito apreensiva, com medo. Quando entrei neste quarto, a aten\u00e7\u00e3o das meninas, o acolhimento&#8230; Mais de uma pessoa te monitorando. Passa a ser algo mais que profissional. \u00c9 de afinidade, de um carinho imenso, do in\u00edcio ao fim\u201d elogiou J\u00e9ssica, afirmando que este tratamento ela teve \u201cda recep\u00e7\u00e3o \u00e0 obstetra\u201d.<\/p>\n<p>Alto risco<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Moradora da comunidade do Jairi, em Oliven\u00e7a, onde fica a aldeia liderada pela Cacique Valdelice Tupinamb\u00e1, logo que soube da terceira gesta\u00e7\u00e3o J\u00e9ssica iniciou o pr\u00e9-natal acompanhada pela equipe do Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena (DSEI), ainda na pr\u00f3pria aldeia. Com um tempo passou a sentir a necessidade de ser acompanhada mais de perto do local do parto, no ambulat\u00f3rio do HMIJS, que funciona para atendimento a gestantes de alto risco. \u201cTinha hist\u00f3ricos preocupantes das outras gesta\u00e7\u00f5es e, aqui, fui ganhando a confian\u00e7a que precisava\u201d, assegura.<\/p>\n<p>Saud\u00e1vel, Bryan deve receber alta nas pr\u00f3ximas horas. A aldeia est\u00e1 em festa e aguarda com expectativa a chegada de mais um parente. \u201cS\u00e3o muitas coisas que precisam mudar quando a fam\u00edlia cresce\u201d, afirma uma emocionada J\u00e9ssica. \u201cEstou feliz falando com as amigas da aldeia. Elas v\u00e3o arrumar minha casa e quero chegar em casa com tudo bonitinho\u201d, destaca entre um sorriso e mais uma passagem de m\u00e3os no rostinho de Bryan. \u201cNossa, ele \u00e9 muito parecido com Mohana\u201d, comenta mais uma vez.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia<\/p>\n<p>O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio \u00e9 o \u00fanico da Bahia com atendimento especializado aos Povos Ind\u00edgenas. Na unidade j\u00e1 nasceram mais de 350 beb\u00eas ind\u00edgenas das etnias tupinamb\u00e1, patax\u00f3 e patax\u00f3 h\u00e3-h\u00e3-h\u00e3e, aldeiados no sul e extremo sul do estado. O hospital tem 105 leitos de interna\u00e7\u00e3o, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urg\u00eancias e emerg\u00eancias de toda a regi\u00e3o; al\u00e9m de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Est\u00e1 estruturado para a assist\u00eancia ao parto de risco, gesta\u00e7\u00e3o de alto risco, cuidado intensivo e intermedi\u00e1rio neonatal e cuidado intensivo e cl\u00ednico \u00e0s crian\u00e7as. O funcionamento \u00e9 24 horas, com acesso por demanda espont\u00e2nea e referenciada, integrada aos pontos de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>A unidade tem porta aberta de maternidade, leitos de UTI neonatal e semi-intensivo, leitos de canguru e centro de parto normal. Para al\u00e9m disso, a unidade pedi\u00e1trica consta de 23 leitos e mais 10 leitos de UTI pedi\u00e1trica, que s\u00e3o 100% regulados. Al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o de partos e da interna\u00e7\u00e3o, o hospital oferta atendimento ambulatorial especializado em pr\u00e9-natal de alto risco, consultas especializadas em obstetr\u00edcia, cardiologia, enfermagem, nutri\u00e7\u00e3o e psicologia. A unidade funciona tamb\u00e9m como um polo de desenvolvimento de ensino, reunindo forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, pesquisa e produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico em sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com as m\u00e3os ainda tr\u00eamulas, ela alisa o rosto do filho que acabara de nascer. Os olhos enchem de l\u00e1grima e, emocionada, ela sentencia: \u201cSinto o rostinho, cada detalhe dele. Bryan parece com a minha segunda filha, Mohana\u201d. O depoimento \u00e9 da ind\u00edgena tupinamb\u00e1 J\u00e9ssica Rocha do Nascimento, de 32 anos. 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