{"id":168729,"date":"2024-10-19T05:00:52","date_gmt":"2024-10-19T08:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=168729"},"modified":"2024-10-18T14:45:11","modified_gmt":"2024-10-18T17:45:11","slug":"ambulatorio-do-luto-sera-mais-um-modelo-de-acolhimento-humanizado-oferecido-pelo-hospital-materno-infantil-de-ilheus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2024\/10\/19\/ambulatorio-do-luto-sera-mais-um-modelo-de-acolhimento-humanizado-oferecido-pelo-hospital-materno-infantil-de-ilheus\/","title":{"rendered":"Ambulat\u00f3rio do Luto ser\u00e1 mais um modelo de acolhimento humanizado oferecido pelo Hospital Materno-Infantil de Ilh\u00e9us"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-168730\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/PHOTO-2024-10-18-12-02-20.jpg\" alt=\"\" width=\"437\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/PHOTO-2024-10-18-12-02-20.jpg 600w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/PHOTO-2024-10-18-12-02-20-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/>A gestante N. fez todo o seu pr\u00e9-natal de alto risco no Ambulat\u00f3rio do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, onde p\u00f4de ser acolhida por toda a equipe. O parto, no entanto, terminou ocorrendo em outro munic\u00edpio da regi\u00e3o. O beb\u00ea, infelizmente, n\u00e3o sobreviveu. O v\u00ednculo com a unidade de Ilh\u00e9us seguiu por mais um tempo j\u00e1 que ela teve que retornar para consultas p\u00f3s-parto. Foi quando a equipe de Psicologia identificou sinais de depress\u00e3o na paciente.<\/p>\n<p>N. foi, ent\u00e3o, a mulher escolhida pelo Setor de Psicologia do HMIJS para representar o projeto-piloto do \u201cAmbulat\u00f3rio do Luto\u201d, uma iniciativa que tem o objetivo de oferecer atendimento terap\u00eautico \u00e0s pu\u00e9rperas, de beb\u00eas nascidos com m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o e de fetos mortos ou natimortos. A proposta \u00e9 seguir com o acompanhamento psicol\u00f3gico, a fim de minimizar o sofrimento e prestar acolhimento para escutar e entender a ang\u00fastia que vivem.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Maria Quintino destaca que este projeto \u00e9 in\u00e9dito na regi\u00e3o sul. O acompanhamento a N passou a acontecer todas as tardes de quartas-feiras, no ambulat\u00f3rio do HMIJS. \u201cEssa triagem da equipe de Psicologia acontece mediante a necessidade e a express\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o sentida pela paciente de vivenciar e falar sobre as fases do luto e buscar uma ressignifica\u00e7\u00e3o desta dor\u201d, explica Quintino. A paciente \u00e9 convidada a participar de encontros com a equipe multidisciplinar para trocar experi\u00eancias, expor situa\u00e7\u00f5es e buscar caminhos que ajudem na autoestima e no recome\u00e7o familiar.<\/p>\n<p>Recome\u00e7o<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Durante a terapia \u2013 explica a profissional &#8211; s\u00e3o trabalhadas outras quest\u00f5es tamb\u00e9m, como conflitos em casa, muitas vezes intensificados com a perda do beb\u00ea, e, at\u00e9 quest\u00f5es vivenciadas durante a inf\u00e2ncia da paciente. Com tr\u00eas meses de escuta e conversas, N sentiu a necessidade de encerrar o ciclo e recebeu alta. Estava pronta para recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>\u201cA partir deste projeto-piloto, agora vamos debater e apresentar melhor a proposta aos demais setores do hospital para que seja, efetivamente, uma a\u00e7\u00e3o integrada\u201d, revela a psic\u00f3loga, acrescentando que, se necess\u00e1rio for, pode, inclusive, aumentar o n\u00famero de dias da semana para o atendimento a este p\u00fablico. Outro fator que precisa ser organizado, segundo Maria Quintino, \u00e9 estreitar a rela\u00e7\u00e3o com as Prefeituras regionais, garantindo o transporte a estas mulheres. N., por exemplo, teve o apoio da secretaria de Sa\u00fade de Canavieiras, onde mora, para garantir o transporte durante o per\u00edodo de terapia.<\/p>\n<p>Fisioterapia<\/p>\n<p>Outros setores do HMIJS tamb\u00e9m contribuem com a\u00e7\u00f5es acolhedoras a estas m\u00e3es que necessitam de apoio. A Fisioterapia tamb\u00e9m desenvolve um projeto-piloto denominado \u201cCaixa do Luto\u201d, que traz situa\u00e7\u00f5es humanizadas para casos de mortes registradas na UTI Neonatal. A caixa traz cartinhas de acolhimento, apoio de toda a equipe da UTI, dentre outros itens. \u201cA Fisioterapia humaniza muito os processos. Esse olhar diferenciado ajuda. O beb\u00ea no Ofur\u00f4, no Canguru, s\u00e3o efeitos de uma fisioterapia humanizada\u201d, destaca a coordenadora Virg\u00ednia Marilena. \u201cUm beb\u00ea que j\u00e1 est\u00e1 a um determinado tempo na UTI, que a gente passa a conhecer a fam\u00edlia, como a fam\u00edlia reage, a gente consegue ter uma no\u00e7\u00e3o como eles v\u00e3o encarar o desfecho. No projeto-piloto executado at\u00e9 aqui tivemos uma fam\u00edlia muito presente enquanto o beb\u00ea lutava pela vida\u201d, completa. Essa tamb\u00e9m \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o humanizada que estar\u00e1 em atividade nos pr\u00f3ximos meses, por conta do bom resultado obtido com esta primeira experi\u00eancia.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria n\u00e3o termina aqui<\/p>\n<p>Coordenadora do Servi\u00e7o Social, Maria das Gra\u00e7as dos Santos Souza, revela que seu setor tamb\u00e9m \u00e9 decisivo neste processo. No momento em que o Servi\u00e7o Social \u00e9 comunicado da exist\u00eancia de \u00f3bito, a equipe vai at\u00e9 a fam\u00edlia fazer acolhimento e passar orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. \u201cAgimos permanentemente para que essas m\u00e3es possam entender que a hist\u00f3ria n\u00e3o termina aqui e que, mesmo diante da dor, \u00e9 preciso se superar e vencer este momento t\u00e3o dif\u00edcil\u201d, explica.<\/p>\n<p>O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio \u00e9 a primeira unidade hospitalar da regi\u00e3o a pleitear o Selo Estadual de Humaniza\u00e7\u00e3o, cuja miss\u00e3o \u00e9 dialogar e complementar inovadoras pr\u00e1ticas e processos de sa\u00fade nas institui\u00e7\u00f5es que integram o Servi\u00e7o \u00danico de Sa\u00fade (SUS). O Estado da Bahia \u00e9 pioneiro no Pa\u00eds na cria\u00e7\u00e3o deste Selo. Gerido pela Funda\u00e7\u00e3o Estatal Sa\u00fade da Fam\u00edlia (FESF), O HMIJS conta com 105 leitos, destinados \u00e0 obstetr\u00edcia, \u00e0 gesta\u00e7\u00e3o de alto risco, pediatria cl\u00ednica, UTI pedi\u00e1trica, UTI neonatal e centro de parto normal, integrados \u00e0 Rede Cegonha e aten\u00e7\u00e3o \u00e0s urg\u00eancias e emerg\u00eancias, com funcionamento 24 horas e acesso por demanda espont\u00e2nea e referenciada de parte significativa da regi\u00e3o sul da Bahia. O investimento do estado foi de aproximadamente 40 milh\u00f5es de reais, entre obras e equipamentos. A unidade j\u00e1 realizou mais de 8 mil e 300 partos em quase tr\u00eas anos de funcionamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gestante N. fez todo o seu pr\u00e9-natal de alto risco no Ambulat\u00f3rio do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, onde p\u00f4de ser acolhida por toda a equipe. O parto, no entanto, terminou ocorrendo em outro munic\u00edpio da regi\u00e3o. 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