{"id":164001,"date":"2024-06-11T18:39:42","date_gmt":"2024-06-11T21:39:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=164001"},"modified":"2024-06-11T15:49:52","modified_gmt":"2024-06-11T18:49:52","slug":"comitiva-da-onu-direitos-humanos-visitou-comunidades-quilombolas-na-rms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2024\/06\/11\/comitiva-da-onu-direitos-humanos-visitou-comunidades-quilombolas-na-rms\/","title":{"rendered":"Comitiva da ONU Direitos Humanos visitou comunidades quilombolas na RMS"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-164002\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/DSC_7332-1.jpg\" alt=\"\" width=\"374\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/DSC_7332-1.jpg 557w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/DSC_7332-1-300x190.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 374px) 100vw, 374px\" \/><\/p>\n<p>Os povos e comunidades tradicionais s\u00e3o respons\u00e1veis pela preserva\u00e7\u00e3o de 1\/3 das florestas do Brasil, de acordo com o Instituto Socioambiental (ISA). Mas, muitos vivenciam a frequente viola\u00e7\u00e3o de seus direitos, como o acesso ao territ\u00f3rio, \u00e0 \u00e1gua e a pol\u00edticas p\u00fablicas em geral. Esses s\u00e3o alguns dos problemas que as comunidades quilombolas do Alto do Toror\u00f3 e Rio dos Macacos enfrentam na Regi\u00e3o Metropolitana de Salvador (RMS), na Bahia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-164003\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/DSC_7223.jpg\" alt=\"\" width=\"389\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/DSC_7223.jpg 446w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/DSC_7223-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 389px) 100vw, 389px\" \/><\/p>\n<p>Segundo a lideran\u00e7a quilombola e presidente na Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Akomabu, no Alto do Toror\u00f3 em Salvador, F\u00e1tima Lima, a nega\u00e7\u00e3o de direitos na comunidade \u00e9 constante. As marinas colocadas no territ\u00f3rio quilombola limitam a principal forma de subsist\u00eancia: a pesca e a mariscagem.<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE (2022), somente 12,6% dos povos tradicionais residem em territ\u00f3rio reconhecido &#8211; fator que pode deixar as comunidades em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel. \u00c9 o caso do Alto do Toror\u00f3 que h\u00e1 anos busca a titula\u00e7\u00e3o de seu territ\u00f3rio como quilombola.<\/p>\n<p>Esses assuntos foram pauta de uma visita do Representante da ONU Direitos Humanos para a Am\u00e9rica do Sul, Jan Jarab, no \u00faltimo s\u00e1bado (8) para conhecer de perto os territ\u00f3rios quilombolas e estabelecer di\u00e1logos em prol da prote\u00e7\u00e3o e garantia de direitos dos povos tradicionais. A visita foi fruto de uma articula\u00e7\u00e3o da C\u00e1ritas Brasileira Regional Nordeste 3, por meio do Programa Global das Comunidades Tradicionais de Nossa Am\u00e9rica Latina &#8211; projeto que tem apoio do Minist\u00e9rio Federal de Coopera\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica e Desenvolvimento da Alemanha.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Para o assessor regional na C\u00e1ritas Nordeste 3, M\u00e1rcio Lima, a visita chegou para somar \u00e0 caminhada da C\u00e1ritas que possui hist\u00f3rico de atua\u00e7\u00e3o com comunidades quilombolas na Bahia e em Sergipe pela garantia de direitos. \u201c\u00c9 muito importante contar com a presen\u00e7a da ONU para unir for\u00e7as nessa luta. A C\u00e1ritas tem feito sua parte na incid\u00eancia pol\u00edtica para buscar a plena garantia de direitos para as comunidades tradicionais e sem d\u00favida alguma com a chegada da ONU podemos alcan\u00e7ar outras inst\u00e2ncias e fortalecer a caminhada.\u201d, aposta.<\/p>\n<p>O Representante Regional da ONU Direitos Humanos ouviu relatos das lideran\u00e7as locais nas duas comunidades e refor\u00e7ou o compromisso do seu Escrit\u00f3rio para estabelecer pontes e di\u00e1logos em busca da efetiva\u00e7\u00e3o de direitos para os povos quilombolas, incluindo a titula\u00e7\u00e3o do quilombo Alto do Toror\u00f3. Al\u00e9m de Jarab, tamb\u00e9m esteve presente nas escutas a assessora da ONU Direitos Humanos no Brasil, Angela Pires.<\/p>\n<p>Uma das lideran\u00e7as do quilombo Rio dos Macacos, situado em Sim\u00f5es Filho, Franciele Silva, relatou quest\u00f5es delicadas como a falta de acesso \u00e0 \u00e1gua, ao territ\u00f3rio, al\u00e9m do racismo estrutural por parte do Estado. A visita tamb\u00e9m contou com a presen\u00e7a de representantes da Assessoria Cirandas, no Alto do Toror\u00f3.<\/p>\n<p>Fotos: Aline Gallo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os povos e comunidades tradicionais s\u00e3o respons\u00e1veis pela preserva\u00e7\u00e3o de 1\/3 das florestas do Brasil, de acordo com o Instituto Socioambiental (ISA). Mas, muitos vivenciam a frequente viola\u00e7\u00e3o de seus direitos, como o acesso ao territ\u00f3rio, \u00e0 \u00e1gua e a pol\u00edticas p\u00fablicas em geral. 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