{"id":160626,"date":"2024-03-12T14:37:01","date_gmt":"2024-03-12T17:37:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=160626"},"modified":"2024-03-12T11:40:28","modified_gmt":"2024-03-12T14:40:28","slug":"empresarias-se-unem-para-fortalecer-a-cadeia-produtiva-do-cacau-no-sul-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2024\/03\/12\/empresarias-se-unem-para-fortalecer-a-cadeia-produtiva-do-cacau-no-sul-da-bahia\/","title":{"rendered":"Empres\u00e1rias se unem para fortalecer a cadeia produtiva do cacau no sul da Bahia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-160627\" src=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Produtoras-de-chocolate-da-regiao-sul-e-integrantes-do-grupo-Mulheres-da-Terra-Foto_-Alfredo-Filho_Coperphoto_Sistema-FIEB.jpg\" alt=\"\" width=\"369\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Produtoras-de-chocolate-da-regiao-sul-e-integrantes-do-grupo-Mulheres-da-Terra-Foto_-Alfredo-Filho_Coperphoto_Sistema-FIEB.jpg 369w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Produtoras-de-chocolate-da-regiao-sul-e-integrantes-do-grupo-Mulheres-da-Terra-Foto_-Alfredo-Filho_Coperphoto_Sistema-FIEB-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 369px) 100vw, 369px\" \/><\/p>\n<p>\u201cSe a gente n\u00e3o se abra\u00e7ar, a gente n\u00e3o alcan\u00e7a o que deseja\u201d. A certeza da empres\u00e1ria M\u00e1rcia Torres, da La Lis Chocolateria, mostra como a uni\u00e3o \u00e9 fundamental para o sucesso das empreendedoras, especialmente as de pequeno porte. E foi com este pensamento que um grupo formado por nove empresas produtoras de chocolate do Sul da Bahia, que t\u00eam lideran\u00e7a feminina, se uniu para fortalecer a cadeia do cacau na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O passo inicial foi a cria\u00e7\u00e3o do coletivo Mulheres da Terra, h\u00e1 quase um ano, em junho de 2023. Desde ent\u00e3o, as marcas\u00a0La Lis Chocolateria, Benevides Chocolates, Cacau Do C\u00e9u, Modaka Cacau de Origem, Luzz Cacau, Mesti\u00e7o, Cruzeiro Do Sul, Belo Chocolates e J\u00fa Arleo Chocolates atuam conjuntamente em a\u00e7\u00f5es promocionais para divulgar suas marcas. Al\u00e9m disso, a partir da cria\u00e7\u00e3o do grupo, elas\u00a0visam acessar iniciativas voltadas especificamente para mulheres empres\u00e1rias, promovidas por diferentes institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A ideia surgiu nas a\u00e7\u00f5es do Projeto Origem Bahia, realizado em parceria pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado da Bahia (FIEB) e pelo Sebrae-BA, do qual as empresas fazem parte. Gratuito, o projeto tem como p\u00fablico-alvo pequenas e m\u00e9dias empresas que atuam ou querem ingressar em mercados internacionais. \u201cO prop\u00f3sito da cria\u00e7\u00e3o do grupo teve como objetivo motivar o empreendedorismo feminino e construir um conceito mais amplo de cooperativismo, de associativismo e de uni\u00e3o de for\u00e7as\u201d, conta a Gerente do Centro Internacional de Neg\u00f3cios (CIN) da FIEB, Patr\u00edcia Orrico.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Ela destaca que, uma das primeiras a\u00e7\u00f5es realizadas pelo CIN para apoiar a iniciativa foi a cria\u00e7\u00e3o da identidade visual do Mulheres da Terra, al\u00e9m da inclus\u00e3o das empresas em atividades de promo\u00e7\u00e3o comercial, como ocorreu no Festival do Chocolate do ano passado, quando elas tiveram um estande com a identidade visual para apresentar seus produtos.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria Leilane Benevides, da Benevides Chocolateria, destaca outro benef\u00edcio da uni\u00e3o. \u201cA nossa produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 em grande escala e isso implica em custos mais elevados em rela\u00e7\u00e3o a insumos, por exemplo. Agora, se nos unirmos para fazer compras coletivas, conseguimos reduzir esses custos\u201d, explica. Juntas, tamb\u00e9m est\u00e3o atentas a outras oportunidades de neg\u00f3cio na regi\u00e3o, como o turismo rural. A gestora da Benevides Chocolateria planeja disponibilizar um espa\u00e7o para oferecer aos clientes experi\u00eancias que v\u00e3o desde visita \u00e0s planta\u00e7\u00f5es de cacau at\u00e9 a degusta\u00e7\u00e3o de chocolates.<\/p>\n<p>Essa possibilidade tamb\u00e9m \u00e9 avaliada pela empresa Modaka\u00a0Cacau de Origem, onde o modelo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0tree to bar\u00a0(da \u00e1rvore \u00e0 barra), j\u00e1 que na Fazenda S\u00e3o Jos\u00e9, situada no munic\u00edpio de Barro Preto, est\u00e1 a planta\u00e7\u00e3o de cacau e a elabora\u00e7\u00e3o dos chocolates finos. Patr\u00edcia Vianna, que segue o legado da fam\u00edlia, enumera alguns desafios para a empreender, especialmente no interior do estado, como entraves de log\u00edstica e distribui\u00e7\u00e3o. \u201cPara nos mantermos no campo, enfrentamos entraves como encontrar m\u00e3o de obra capacitada e consultoria para beneficiamento do cacau, que implicam diretamente na produ\u00e7\u00e3o de derivados de qualidade\u201d, conta.<\/p>\n<p>Para solucionar algumas dessas quest\u00f5es, elas contam com o apoio de institui\u00e7\u00f5es como a FIEB. Aquelas que almejam conquistar espa\u00e7o no mercado externo, s\u00e3o apoiadas pelo CIN. Desta forma, conseguiram participar de rodadas de neg\u00f3cios com potenciais importadores do Chile, Portugal e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cAgora estamos apoiando esse grupo na elabora\u00e7\u00e3o de um plano de a\u00e7\u00e3o para 2024, para que consigam se fortalecer cada vez mais. Uma das pr\u00f3ximas a\u00e7\u00f5es \u00e9 registrar junto ao INPI o selo Mulheres da Terra. E a nossa ideia \u00e9 conseguir expandir essa iniciativa para outras cadeias produtivas\u201d, conta a gerente do CIN, Patr\u00edcia Orrico. A gestora explica que o CIN tamb\u00e9m articula o contato das empresas com institui\u00e7\u00f5es parceiras como Apex, Sebrae e CNI, al\u00e9m das entidades do Sistema FIEB.<\/p>\n<p>Com a ajuda do IEL, por exemplo, as empresas La Lis Chocolateria, Benevides Chocolates, Cacau Do C\u00e9u, Modaka Cacau de Origem, Luzz Cacau e J\u00fa Arleo Chocolates participaram do Programa de Qualifica\u00e7\u00e3o para Exporta\u00e7\u00e3o (PEIEX). Realizado pela Apex-Brasil, em parceria com outras institui\u00e7\u00f5es, o programa oferece consultoria e capacita\u00e7\u00f5es com foco em exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em outra iniciativa, o IEL est\u00e1 apoiando as empresas La Lis Chocolateria, Benevides Chocolates, J\u00fa Arleo Chocolates e Cruzeiro do Sul a estruturarem seus processos de inova\u00e7\u00e3o, utilizando a metodologia JOIN.\u00a0 &#8220;A cadeia produtiva do cacau vem se reinventando ao longo dos anos para superar os desafios do setor, desde o cultivo do cacau e aprimoramento dos produtos at\u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o do mercado interno e exporta\u00e7\u00e3o. Com a metodologia JOIN, a empresa consegue identificar as oportunidades de melhoria e desenvolver projetos inovadores\u201d, ressalta a coordenadora do IEL, Sandra Pasta.<\/p>\n<p>Qualidade<\/p>\n<p>A busca incessante por produzir chocolates finos, trazendo os sabores regionais a partir de frutos da Mata Atl\u00e2ntica, tamb\u00e9m \u00e9 comum a todas elas e um diferencial da produ\u00e7\u00e3o do sul da Bahia. \u201cTraduzir todo esse mundo do cacau at\u00e9 chegar na barra, na prateleira, \u00e9 um desafio. Por isso sempre buscamos desbravar novos sabores e intensidades diferentes\u201d, pontua M\u00e1rcia Torres, que comanda a La Lis Chocolateria ao lado da irm\u00e3, C\u00e1ssia Torres.<\/p>\n<p>As empres\u00e1rias s\u00e3o un\u00e2nimes ao refor\u00e7ar a import\u00e2ncia de investir na produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, primando sempre pela qualidade do produto. Neste quesito, seguem no caminho certo. No final do ano passado, chocolates de tr\u00eas marcas do grupo Mulheres da Terra foram premiados pela\u00a0Academy of Chocolate\u00a0de Londres.<\/p>\n<p>\u201cEsse reconhecimento \u00e9 mostra que o sul da Bahia \u00e9 um polo de chocolate de qualidades, n\u00e3o \u00e9 apenas uma marca ou outra\u201d, destaca Leilane Benevides, da Benevides Chocolates, que recebeu quatro medalhas de prata com os chocolates 43% cacau ao leite com rapadura e flor de sal; chocolate branco 35% cacau Canjica Baiana; chocolate 85% cacau e chocolate 60% cacau Dark Milk. A empresa faturou, ainda, duas medalhas de bronze com os chocolates 60% cacau ao leite Cappuccino e na barra de 70% cacau.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m receberam destaque a LaLis Chocolateria, com uma medalha de prata para o 70% Cacau e duas de bronze para o chocolate 45% ao Leite e o 63% Cacau com Laranja; e a Ju Arl\u00e9o Chocolates, com uma medalha de bronze para o chocolate de cacau 55% ao leite com caf\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSe a gente n\u00e3o se abra\u00e7ar, a gente n\u00e3o alcan\u00e7a o que deseja\u201d. A certeza da empres\u00e1ria M\u00e1rcia Torres, da La Lis Chocolateria, mostra como a uni\u00e3o \u00e9 fundamental para o sucesso das empreendedoras, especialmente as de pequeno porte. 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