{"id":147671,"date":"2023-03-15T07:00:53","date_gmt":"2023-03-15T10:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=147671"},"modified":"2023-03-14T17:04:29","modified_gmt":"2023-03-14T20:04:29","slug":"numero-de-mulheres-que-adotam-o-sobrenome-do-marido-no-casamento-na-bahia-cai-mais-de-85","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2023\/03\/15\/numero-de-mulheres-que-adotam-o-sobrenome-do-marido-no-casamento-na-bahia-cai-mais-de-85\/","title":{"rendered":"N\u00famero de mulheres que adotam o sobrenome do marido no casamento na Bahia cai mais de 85%"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-147672\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Arpen.jpeg\" alt=\"\" width=\"378\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Arpen.jpeg 378w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Arpen-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Arpen-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 378px) 100vw, 378px\" \/>Passados 21 anos desde a publica\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Civil de 2002, que permitiu aos noivos adotarem o sobrenome do outro no matrim\u00f4nio, caiu 86,7% o n\u00famero de mulheres que passaram a incluir o sobrenome do marido no casamento. S\u00edmbolo de uma sociedade cada vez mais igualit\u00e1ria e da praticidade da vida moderna, a escolha preferencial dos futuros casais tem sido pela manuten\u00e7\u00e3o dos sobrenomes de fam\u00edlia, que hoje representam 89,56% das op\u00e7\u00f5es no momento da habilita\u00e7\u00e3o para o casamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2002, \u00e9poca em que o atual C\u00f3digo Civil foi publicado, o percentual de mulheres que adotavam o sobrenome do marido no casamento representava 63,53% dos matrim\u00f4nios. A partir de ent\u00e3o iniciou-se uma queda paulatina desta op\u00e7\u00e3o. Na primeira \u201cd\u00e9cada\u201d desta mudan\u00e7a \u2013 2002 a 2010 \u2013, a m\u00e9dia de mulheres que optavam por acrescer o sobrenome do marido passou a representar 57,1%. J\u00e1 na segunda \u201cd\u00e9cada\u201d de vig\u00eancia da atual legisla\u00e7\u00e3o \u2013 2011 a 2020 \u2013 este percentual passou a ser de 15,7%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA igualdade entre os g\u00eaneros est\u00e1 cada dia mais presente em nossa sociedade civil. No casamento n\u00e3o vem sendo diferente, as mulheres podem optar por terem ou n\u00e3o o sobrenome do marido, e os seus companheiros tamb\u00e9m podem ter a op\u00e7\u00e3o por adotarem o sobrenome da esposa. Os dados recolhidos pelos Cart\u00f3rios de Registro Civil, nos mostra em como os cidad\u00e3os baiano, principalmente as mulheres, est\u00e3o escolhendo em seguir com os seus nomes de registro\u201d, diz o presidente da Arpen Bahia, Carlos Magno.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Se o n\u00famero de mulheres que adotavam o sobrenome do marido vem caindo ao longo dos anos, a escolha dos brasileiros tem sido cada vez mais pela manuten\u00e7\u00e3o dos nomes originais de fam\u00edlia, em uma tend\u00eancia que vem se acelerando ao longo dos anos, representando um not\u00e1vel aumento percentual de 151% desde a edi\u00e7\u00e3o do atual C\u00f3digo Civil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2002, esta op\u00e7\u00e3o representava 35,68% dos matrim\u00f4nios no pa\u00eds. J\u00e1 na primeira \u201cd\u00e9cada\u201d \u2013 2002 a 2010 \u2013 desde a publica\u00e7\u00e3o do atual C\u00f3digo, a m\u00e9dia desta op\u00e7\u00e3o passou a representar 39,4% dos casamentos realizados, enquanto que no segundo per\u00edodo analisado \u2013 2011 a 2020 \u2013, a m\u00e9dia desta escolha passou a representar 82,13% das celebra\u00e7\u00f5es realizadas nos Cart\u00f3rios de Registro Civil do pa\u00eds. Em 2022, este percentual atingiu 89,56%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Novidade introduzida pelo atual C\u00f3digo Civil brasileiro, a possibilidade de ado\u00e7\u00e3o do sobrenome da mulher pelo homem ainda n\u00e3o \u201cvingou\u201d na sociedade, representando em 2022 apenas 0,2% das escolhas no momento do casamento, percentual que atingiu seu ponto m\u00e1ximo em 2009, quando foi a op\u00e7\u00e3o em 0,48% dos matrim\u00f4nios. A mudan\u00e7a dos sobrenomes por ambos os c\u00f4njuges no casamento representou, em 2022, 1,81% das escolhas, tendo atingido seu pico em 2009, quando foi op\u00e7\u00e3o em 6,31% das celebra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A escolha dos sobrenomes do futuro casal deve ser comunicada ao Cart\u00f3rio de Registro Civil no ato da habilita\u00e7\u00e3o do casamento \u2013 quando s\u00e3o apresentados os documentos pessoais previstos em lei. A pessoa que altera um nome deve providenciar a altera\u00e7\u00e3o de todos os seus documentos pessoais \u2013 RG, CNH, T\u00edtulo de Eleitor, Passaporte, cadastro banc\u00e1rio, registros imobili\u00e1rios e no local de trabalho. Caso n\u00e3o queira fazer a mudan\u00e7a, dever\u00e1 apresentar a certid\u00e3o de casamento quando for necess\u00e1rio fazer prova de sua nova identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passados 21 anos desde a publica\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Civil de 2002, que permitiu aos noivos adotarem o sobrenome do outro no matrim\u00f4nio, caiu 86,7% o n\u00famero de mulheres que passaram a incluir o sobrenome do marido no casamento. 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