{"id":145907,"date":"2023-01-26T15:23:22","date_gmt":"2023-01-26T18:23:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=145907"},"modified":"2023-01-26T15:23:22","modified_gmt":"2023-01-26T18:23:22","slug":"fenaj-divulga-relatorio-com-ataques-a-liberdade-de-imprensa-em-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2023\/01\/26\/fenaj-divulga-relatorio-com-ataques-a-liberdade-de-imprensa-em-2022\/","title":{"rendered":"Fenaj divulga relat\u00f3rio com ataques \u00e0 liberdade de imprensa em 2022"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-145908\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fenaj.jpg\" alt=\"\" width=\"389\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fenaj.jpg 474w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fenaj-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 389px) 100vw, 389px\" \/>A Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas contabilizou 376 ataques \u00e0 liberdade de imprensa em 2022. O n\u00famero, apesar de menor do que o registrado em 2021 (430), estabiliza-se em patamar elevado, ap\u00f3s ter registrado crescimento de 54,07% em 2019 e 105,77% em 2020. O crescimento coincidiu com a ascens\u00e3o de Jair Bolsonaro \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>A Descredibiliza\u00e7\u00e3o da Imprensa, uma estrat\u00e9gia adotada pelo governo Bolsonaro, voltou a ser a viol\u00eancia mais frequente em 2022, apesar de ter diminu\u00eddo em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. Foram 87 casos de ataques gen\u00e9ricos e generalizados, que buscaram desqualificar a informa\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica. Em 2021, foram 131 epis\u00f3dios, portanto, houve uma queda de 33,59%.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, houve um crescimento de 133,33% nas ocorr\u00eancias de Amea\u00e7as\/Hostiliza\u00e7\u00f5es\/Intimida\u00e7\u00f5es, que foi a segunda categoria com maior n\u00famero de ocorr\u00eancias em 2022, com 77 casos (44 a mais que os 33 casos registrados em 2021).<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O ex-presidente Jair Bolsonaro, assim como nos tr\u00eas anos anteriores, foi o principal agressor. Sozinho, ele foi respons\u00e1vel por 104 casos (27,66% do total), sendo 80 epis\u00f3dios de Descredibiliza\u00e7\u00e3o da Imprensa e 24 agress\u00f5es diretas a jornalistas (10 agress\u00f5es verbais e 14 hostiliza\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, a Fenaj afirma que \u201cseguramente, durante o ciclo de Bolsonaro na Presid\u00eancia, houve uma institucionaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra jornalistas, por meio de uma pr\u00e1tica governamental sistem\u00e1tica de descredibilizar a imprensa e atacar seus profissionais\u201d. A entidade ressalta que, nos quatro anos do seu mandato, o presidente foi o principal agressor e ainda incentivou seus apoiadores a tamb\u00e9m se tornarem agressores. \u201cDe 2019 a 2022, Bolsonaro realizou 570 ataques a ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o e aos jornalistas, numa m\u00e9dia 142,5 agress\u00f5es por ano; um ataque a cada dois dias e meio\u201d, diz no relat\u00f3rio a Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Assassinatos<\/strong><\/p>\n<p>A Fenaj destacou no relat\u00f3rio os assassinatos do jornalista brit\u00e2nico Dom Phillips e do comunicador popular, Gigi Oliveira. Dom foi morto numa emboscada, junto com o indigenista Bruno Pereira, em Atalaia do Norte (AM). O assassinato de Gigi, ocorrido em Fortaleza-CE, est\u00e1 registrado, mas n\u00e3o foi somado ao n\u00famero de agress\u00f5es contra jornalistas, porque ele n\u00e3o pertencia \u00e0 categoria.<\/p>\n<p><strong>Bahia<\/strong><br \/>\nA Bahia respondeu por 4,88% dos casos registrados pela Fenaj, com 14 ocorr\u00eancias. O presidente do Sinjorba, Moacy Neves, avalia, entretanto, que o n\u00famero pode ser maior, pois h\u00e1 muitos registros que n\u00e3o chegam ao Sindicato. \u201cH\u00e1 uma tend\u00eancia de os profissionais n\u00e3o relatarem as ocorr\u00eancias com medo de o problema crescer ou de sofrerem retalia\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria empresa onde trabalham\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>O Sinjorba diz que cabe \u00e0s autoridades policiais, ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e ao Judici\u00e1rio coibirem, denunciarem e punirem os agressores. Moacy cita muitos casos envolvendo seguidores de Jair Bolsonaro, que foram simplesmente ignorados pela Pol\u00edcia Militar em muitos estados. \u201cEm Belo Horizonte-MG, no dia 6 de janeiro, quando da desmontagem de um acampamento em frente a um quartel do Ex\u00e9rcito ou em Bras\u00edlia-DF, no dia 8, policiais militares assistiram \u00e0s agress\u00f5es a profissionais de imprensa sem interferirem\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Moacy diz que, junto com a ABI-Bahia, o Sindicato vai promover uma reuni\u00e3o com diversas institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es \u2013 OAB, SSP, PM-BA, MPE, PMF, MPT, Defensoria P\u00fablica, ALBA (Comiss\u00e3o Direitos Humanos), entidades patronais \u2013 para discutir o que cada envolvido pode fazer quando ocorrerem casos de viol\u00eancia e agress\u00e3o, al\u00e9m de estabelecer formas de acompanhamento para prevenir ocorr\u00eancias e punir os agressores.<\/p>\n<p>Confira a \u00edntegra do \u00a0<a href=\"https:\/\/fenaj.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/FENAJ-Relat%C3%B3rio-2022.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Relat\u00f3rio da Viol\u00eancia contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil \u2013 2022<\/b>,<\/a>\u00a0divulgado nesta quarta-feira (25) pela Fenaj.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas contabilizou 376 ataques \u00e0 liberdade de imprensa em 2022. 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