{"id":139374,"date":"2022-08-20T08:10:53","date_gmt":"2022-08-20T11:10:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=139374"},"modified":"2022-08-21T19:16:43","modified_gmt":"2022-08-21T22:16:43","slug":"vadinho-bombom-de-mel-lateral-e-arbitro-de-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2022\/08\/20\/vadinho-bombom-de-mel-lateral-e-arbitro-de-futebol\/","title":{"rendered":"Vadinho Bombom de Mel, lateral e arbitro de futebol"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/vadinho.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-139375\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/vadinho-300x225.jpg\" alt=\"vadinho\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/vadinho-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/vadinho.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Walmir Ros\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\"><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Walmir-Ros\u00e1rio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-120683\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Walmir-Ros\u00e1rio-300x225.jpg\" alt=\"Walmir Ros\u00e1rio\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Walmir-Ros\u00e1rio-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Walmir-Ros\u00e1rio.jpg 410w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um lateral-direito que botava ordem na casa sem precisar apelar para os famosos pontap\u00e9s nos advers\u00e1rios, embora soubesse entrar firme quando necess\u00e1rio, desarmar e sair jogando. Esse era Vadinho, tamb\u00e9m conhecido por Vadinho Bombom de Mel, assim chamado por ter vendido esses doces na juventude, jogador dos primeiros a ser escolhido nos babas nos muitos campinhos de futebol do bairro da Concei\u00e7\u00e3o, em Itabuna.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">Da\u00ed para o futebol amador foi um pulo, chamado que foi para integrar a equipe do Botafogo do bairro da Concei\u00e7\u00e3o, pelo seu presidente o gr\u00e1fico Rodrigo Ant\u00f4nio Figueiredo, e por l\u00e1 ficou por cerca de cinco anos. Seus quase dois metros de altura e corpo atl\u00e9tico lhe garantiam ganhar a maioria das jogadas e passar a bola para o meio de campo ou diretamente para os jogadores do ataque.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">Torcedor doente do Flamengo at\u00e9 hoje, Vadinho n\u00e3o podia comemorar as vit\u00f3rias do time carioca, desde os tempos de menino e j\u00e1 homem feito, por ordens expressas de sua m\u00e3e, dona Euflosina, vasca\u00edna de quatro costados, que n\u00e3o permitia esses devaneios em sua casa, com a complac\u00eancia do pai, o seu J\u00falio, o competente guarda-freios da Estrada de Ferro Ilh\u00e9us-Vit\u00f3ria da Conquista.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">Para Vadinho pouco importava e suas comemora\u00e7\u00f5es pelas vit\u00f3rias do Flamengo eram festejadas fora de casa, com os muitos amigos, na pra\u00e7a dos Capuchinhos, ou nos in\u00fameros bares que povoavam o bairro. Naquela \u00e9poca \u2013 como at\u00e9 hoje \u2013, o futebol era assunto de interesse nacional e todos sabiam de cor e salteado a escala\u00e7\u00e3o de seus times, aprendidas nas resenhas esportivas das grandes r\u00e1dios do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\"><!--more--><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">Ap\u00f3s os cinco anos a servi\u00e7o do Botafogo, Vadinho se muda para o Fluminense, uma das grandes equipes de Itabuna, formando a defesa com dois baixinhos de grande impuls\u00e3o, a exemplo do zagueiro Ronaldo e do lateral-esquerdo Humberto. Mesmo na categoria amadora, os times de Itabuna disputavam os bons jogadores, tirando-os dos times advers\u00e1rios com somas em dinheiro ou grandes presentes, chegando aos carros.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">E numa dessas transa\u00e7\u00f5es Vadinho se transfere para o Fluminense, equipe em que jogou por seis anos consecutivos e se sagrou campe\u00e3 no hist\u00f3rico campeonato do Cinquenten\u00e1rio de Itabuna (1960). No tricolor itabunense, Vadinho jogou ao lado de craques como os irm\u00e3os Lua, Leto, Carlos e Fernando Riela; Santinho, Betinho, Jonga, todos titulares da vencedora Sele\u00e7\u00e3o Amadora de Itabuna.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">Semiprofissionais, os jogadores daquela \u00e9poca tinham que recorrer a empregos para sobreviver com sua fam\u00edlia, muitas vezes conseguidos pelos diretores dos clubes de futebol nos quais jogavam. E Vadinho se especializou em pintura, na empresa de \u00f4nibus Via\u00e7\u00e3o Sul Baiano (Sulba), na qual trabalhou por muito tempo, profiss\u00e3o em que at\u00e9 pouco tempo ainda exercia.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">Vadinho tamb\u00e9m era bastante conhecido pela sua participa\u00e7\u00e3o nos desfiles do Tiro de Guerra de Itabuna por cerca de 10 anos, como corneteiro, instrumento que se especializou e se notabilizou. Os comandantes do Tiro de Guerra, a exemplo dos \u00e0 \u00e9poca, sargentos Paulo, Fagundes, Santos e Genival, n\u00e3o abriam m\u00e3o da brilhante participa\u00e7\u00e3o nas apresenta\u00e7\u00f5es do Dia da Cidade (28 de Julho), 7 de Setembro, dentre outros eventos.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">Com sua sa\u00edda do Fluminense e ainda se considerando com muito \u201cg\u00e1s\u201d nas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, Vadinho passou a jogar em times de Itabuna e cidades circunvizinhas, no regime de freelancer, contratado para jogos determinados. Contatado, nos fins de semana os dirigentes mandavam um carro busc\u00e1-lo em Itabuna, se apresentava nos jogos e voltava para casa \u00e0 espera do pr\u00f3ximo compromisso.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">Ao parar de jogar o futebol, Vadinho passou a atuar em campo, agora como \u00e1rbitro, por muitos anos, encerrando a carreira nos est\u00e1dios quando acreditou que j\u00e1 tinha contribu\u00eddo com o esporte. Mesmo assim, n\u00e3o desprezava os babas de fim de semana, nos quais encontrava os amigos e confraternizavam ap\u00f3s os jogos com os bate-papos sobre o futebol, sempre regados a cerveja e tira-gostos.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">H\u00e1 10 anos se aposentou dos campos de v\u00e1rzea, mas n\u00e3o despreza os jogos do seu Flamengo e outros grandes clubes, assistindo, pelo televisor em casa ou nos bares com amigos. E Vadinho n\u00e3o deixa de tecer suas cr\u00edticas ao futebol jogado hoje, sem o amor ao clube, como era antigamente. Para Vadinho, as camisas que vestiam eram sagradas e ganhar um jogo, um campeonato, era a gl\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">Com saudade, Vadinho lembra da enorme quantidade de craques com quem conviveu e jogou em Itabuna, os quais, garante ele, teriam vaga assegurada nas maiores e melhores equipes do Brasil. Vadinho acredita que, apesar das diferen\u00e7as de treinamento f\u00edsico e t\u00e9cnico, o futebol arte que jogavam era muito bonito de assistir, principalmente ap\u00f3s o desenvolvimento da tecnologia de imagens. Mas, enfim, a cada \u00e9poca, seus artistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Walmir Ros\u00e1rio &nbsp; Um lateral-direito que botava ordem na casa sem precisar apelar para os famosos pontap\u00e9s nos advers\u00e1rios, embora soubesse entrar firme quando necess\u00e1rio, desarmar e sair jogando. Esse era Vadinho, tamb\u00e9m conhecido por Vadinho Bombom de Mel, assim chamado por ter vendido esses doces na juventude, jogador dos primeiros a ser escolhido nos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":139375,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[33436,1],"tags":[6988,33465,1077],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139374"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139374"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139374\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":139401,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139374\/revisions\/139401"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139375"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}