{"id":13847,"date":"2012-10-22T15:39:41","date_gmt":"2012-10-22T18:39:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=13847"},"modified":"2012-10-22T19:36:21","modified_gmt":"2012-10-22T22:36:21","slug":"producao-de-cacau-para-quer-passar-o-sul-da-bahia-em-dez-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2012\/10\/22\/producao-de-cacau-para-quer-passar-o-sul-da-bahia-em-dez-anos\/","title":{"rendered":"PRODU\u00c7\u00c3O DE CACAU: PAR\u00c1 QUER PASSAR O SUL DA BAHIA EM DEZ ANOS"},"content":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria veiculada na revista Dinheiro.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 nada, n\u00e3o \u00e9 nada, e a Ceplac hoje \u00e9 comandada pelo grande paraense Jay Wallace.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;<\/p>\n<h1>A TERRA DA CASTANHA QUER SER DO CACAU<\/h1>\n<p>Por: Darlene Santiago<\/p>\n<h2>Como o Par\u00e1 est\u00e1 se preparando para ser o maior produtor de am\u00eandoas do Pa\u00eds, dentro de dez anos<\/h2>\n<p><strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/castanha-e-cacau.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-13848\" title=\"castanha e cacau\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/castanha-e-cacau-300x193.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/castanha-e-cacau-300x193.png 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/castanha-e-cacau.png 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p>A castanha \u00e9 um s\u00edmbolo cativo do Par\u00e1, mas o Estado tem voca\u00e7\u00e3o para se tornar tamb\u00e9m a terra do cacau. O cultivo da am\u00eandoa no Brasil passa por uma fase delicada e de incertezas principalmente na Bahia, o maior produtor do Pa\u00eds, que enfrenta problemas sanit\u00e1rios por causa de pragas e doen\u00e7as na lavoura. Com produ\u00e7\u00e3o estagnada, importa\u00e7\u00f5es de am\u00eandoas e seus derivados em alta, e consumo crescente de chocolate, a ind\u00fastria nacional tem ficado numa sinuca de bico para se abastecer de mat\u00e9ria-prima. \u00c9 nesse cen\u00e1rio que desponta o Par\u00e1, acelerando o plano ambicioso de se tornar uma grande fronteira agr\u00edcola no cultivo do cacau. \u201cA meta \u00e9 dobrar a produ\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos oito anos\u201d, afirma Hildegardo Nunes, secret\u00e1rio de Estado de Agricultura do Par\u00e1.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Par\u00e1 j\u00e1 apurou, neste ano, uma safra parcial de 76 mil toneladas de cacau e a previs\u00e3o at\u00e9 o final da colheita \u00e9 alcan\u00e7ar 85 mil toneladas da am\u00eandoa, atr\u00e1s apenas da Bahia, com 130 mil toneladas. Segundo Mois\u00e9s Moreira dos Santos, superintendente da Ceplac no Estado, o plano do governo paraense \u00e9 ambicioso. \u201cVamos ajudar o Brasil a chegar \u00e0 autossufici\u00eancia da mat\u00e9ria-prima\u201d, diz. O planejamento estrat\u00e9gico aponta que o Estado vai colher 230 mil toneladas de am\u00eandoas por ano at\u00e9 2022, superando a produ\u00e7\u00e3o baiana.<\/p>\n<p>Desde outubro do ano passado, a cultura ganhou impulso com o Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Cacauicultura, lan\u00e7ado pelo governo do Estado em parceria com a Ceplac. Os recursos de cerca de R$ 2 milh\u00f5es por ano do Fundo de Apoio \u00e0 Cacauicultura Paraense (Funcacau) t\u00eam garantido a instala\u00e7\u00e3o de campos experimentais e pesquisas de manejo. De acordo com Nunes, a produtividade m\u00e9dia no Par\u00e1 \u00e9 de 900 quilos de am\u00eandoa por hectare, o triplo da produtividade baiana, de 300 quilos por hectare. \u201cMas a meta \u00e9 atingir 1,3 mil quilos por hectare, como m\u00e9dia no Estado\u201d, afirma. N\u00e3o se trata de um del\u00edrio amaz\u00f4nico: ele cita o exemplo do munic\u00edpio de Medicil\u00e2ndia, a quase mil quil\u00f4metros da capital, campe\u00e3o nacional em produtividade de cacau, com m\u00e9dia de 1,7 mil quilos por hectare.<\/p>\n<p>Para intensificar a produ\u00e7\u00e3o em 2012, est\u00e3o sendo distribu\u00eddos 18 milh\u00f5es de sementes, al\u00e9m do investimento em capacita\u00e7\u00e3o dos produtores em sistemas agroflorestais, para melhorar a qualidade da am\u00eandoa e obter produtividade crescente. O clima e o solo favor\u00e1veis colocam a cultura como uma alternativa agr\u00edcola rural sustent\u00e1vel na regi\u00e3o. \u00c1reas de pastagens degradadas est\u00e3o sendo recuperadas com o cultivo consorciado a esp\u00e9cies florestais.\u00a0 \u201cO cacau alia a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente com o desenvolvimento econ\u00f4mico e social\u201d, diz Santos, da Ceplac.<\/p>\n<p>A cultura do cacau no Par\u00e1 tem se baseado na agricultura familiar. Fam\u00edlias que cultivam a am\u00eandoa em pequenas propriedades de dez hectares alcan\u00e7am uma renda anual de at\u00e9 R$ 35 mil. Atualmente, h\u00e1 cerca de 15 mil produtores no Estado, que geram cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos. A Ceplac e o governo estimam que 1,5 mil novos produtores recebam incentivos at\u00e9 2013. Al\u00e9m disso, as autoridades querem que a am\u00eandoa seja processada no Estado, em vez de migrar para as ind\u00fastrias de outras regi\u00f5es. \u201cEsperamos, em breve, a instala\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas que possam verticalizar a produ\u00e7\u00e3o do Par\u00e1\u201d, diz Santos.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria, por sua vez, tem respondido positivamente aos planos do governo. A Cargill, maior processadora de cacau da Am\u00e9rica Latina, anunciar\u00e1 neste ano um projeto em parceria com a ONG The Nature Conservancy para apoiar pequenos produtores. Rodrigo Melo, gerente de origina\u00e7\u00e3o e risco da Cargill no Brasil, diz que tem acompanhado o crescimento da safra no Par\u00e1. \u201c\u00c9 muito intenso esse movimento\u201d, afirma Melo. Segundo Miguel Sieh, diretor da unidade de neg\u00f3cio de cacau e chocolate da Cargill, a escassez da mat\u00e9ria-prima \u00e9 um problema para a ind\u00fastria. \u201cNa d\u00e9cada de 1980, o Brasil produzia 400 toneladas de am\u00eandoa e at\u00e9 exportava\u201d, diz Sieh. A expectativa \u00e9 de que o Par\u00e1 consiga suprir em at\u00e9 cinco anos a mat\u00e9ria-prima<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria veiculada na revista Dinheiro. N\u00e3o \u00e9 nada, n\u00e3o \u00e9 nada, e a Ceplac hoje \u00e9 comandada pelo grande paraense Jay Wallace. &#8212;&#8212; A TERRA DA CASTANHA QUER SER DO CACAU Por: Darlene Santiago Como o Par\u00e1 est\u00e1 se preparando para ser o maior produtor de am\u00eandoas do Pa\u00eds, dentro de dez anos \u00a0 A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[20,448,1021,185],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13847"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13847"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13847\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13851,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13847\/revisions\/13851"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}