{"id":138062,"date":"2022-07-19T07:24:49","date_gmt":"2022-07-19T10:24:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=138062"},"modified":"2022-07-18T15:28:02","modified_gmt":"2022-07-18T18:28:02","slug":"cacauicultura-brasileira-ve-risco-fitossanitario-em-importacoes-da-costa-do-marfim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2022\/07\/19\/cacauicultura-brasileira-ve-risco-fitossanitario-em-importacoes-da-costa-do-marfim\/","title":{"rendered":"Cacauicultura brasileira v\u00ea risco fitossanit\u00e1rio em importa\u00e7\u00f5es da Costa do Marfim"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cacau-premium.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-87315\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cacau-premium-300x200.jpg\" alt=\"cacau premium\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cacau-premium-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cacau-premium.jpg 1023w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A cacauicultura brasileira corre risco fitossanit\u00e1rio com a importa\u00e7\u00e3o de am\u00eandoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim. O produto do pa\u00eds africano entra no Brasil sem ser submetido a tratamento com brometo de metila contra pragas e doen\u00e7as quarenten\u00e1rias. Al\u00e9m de amea\u00e7ar as planta\u00e7\u00f5es nacionais da fruta, tal situa\u00e7\u00e3o tem potencial, em caso de alguma ocorr\u00eancia adversa, para propagar doen\u00e7as em outras culturas, como soja, milho, arroz, feij\u00e3o, cana-de-a\u00e7\u00facar, sorgo e milheto.<\/p>\n<p>O alerta \u00e9 da presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, ao defender a rediscuss\u00e3o de Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) n\u00ba 125, de 23 de mar\u00e7o de 2021, da Secretaria de Defesa Agropecu\u00e1ria (SDA) do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa). A IN 125 eliminou a exig\u00eancia de tratamento com brometo de metila para ingresso de am\u00eandoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim no territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<p>A norma do Mapa de 2021 revogou a IN n\u00ba 18, de 28 de abril de 2020. Esta exigia que as am\u00eandoas fermentadas e secas de cacau importadas pelo Brasil da Costa do Marfim fossem tratadas com brometo de metila, na dose de 48g\/m3em temperatura ambiente, com 24 horas de exposi\u00e7\u00e3o ao g\u00e1s, para o controle das pragasCaryedon serratus, Trogoderma granarium, Mussidia nigrivenella, Phytophthora megakarya e Striga spp.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u201cNum momento em que a cacauicultora brasileira est\u00e1 se recuperando, depois de quase ter sido dizimada pela vassoura da bruxa no sul da Bahia, no final da d\u00e9cada de 1980, convivemos agora com o risco de entrada no pa\u00eds de pragas e doen\u00e7as quarenten\u00e1rias, como a Striga\u201d, diz a presidente da ANPC. \u201cSe hoje essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma amea\u00e7a direta ao cacau, amanh\u00e3 pode se estender a outras culturas, porque a Striga \u00e9 uma doen\u00e7a de r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>De acordo com ela, a IN 125 da SDA\/Mapa atendeu interesses de multinacionais com atua\u00e7\u00e3o no Brasil, representadas pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Ind\u00fastrias Processadoras de Cacau (AIPC). \u00a0A AIPC tem como associadas a Olam Agr\u00edcola, a Barry Callebaut e a Cargill Agr\u00edcola, que juntas processam 97% do cacau nacional, em unidades industriais que geram mais de quatro mil empregos diretos.<\/p>\n<p>Em of\u00edcio encaminhado a ent\u00e3o ministra da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento, Tereza Cristina, em 20 de julho de 2020, a AIPC pediu a revoga\u00e7\u00e3o do uso do brometo de metila como exig\u00eancia fitossanit\u00e1ria para importa\u00e7\u00e3o da Costa do Marfim, tendo em vista o banimento do produto no territ\u00f3rio marfinense h\u00e1 mais de 10 anos.<\/p>\n<p>No documento, a AIPC alegou que a compra da am\u00eandoa de cacau da Costa do Marfim era necess\u00e1ria para atender a capacidade instalada da ind\u00fastria moageira, estimada em 275 mil toneladas. Dados de 2021 mostram que o Brasil produz cerca de 198 mil t\/ano de cacau e processa em torno de 224 mil t, gerando um d\u00e9ficit interno de 26 mil t.<\/p>\n<p>\u201cEsse d\u00e9ficit foi suprido pelas importa\u00e7\u00f5es, que foram de 60 mil toneladas no ano passado, ultrapassando a necessidade em 34 mil toneladas. E esse mesmo d\u00e9ficit foi quase que totalmente coberto com as importa\u00e7\u00f5es da Costa do Marfim. Ou seja, com uma am\u00eandoa de cacau que n\u00e3o \u00e9 tratada adequadamente e p\u00f5e em risco a nossa cacauicultura\u201d, refor\u00e7a a presidente da ANPC.<\/p>\n<p>Para Vanuza Barroso, o Mapa ignorou os produtores de cacau ao editar a IN 125. \u201cEssa medida p\u00f4s em risco a nossa \u00fanica lavoura totalmente sustent\u00e1vel, a nossa floresta de chocolate\u201d, diz, referindo-se ao sul da Bahia e ao Par\u00e1, que respondem, junto com o Esp\u00edrito Santo e Rond\u00f4nia, pela maior parte da produ\u00e7\u00e3o brasileira de cacau.<\/p>\n<p>A presidente ANPC considera urgente a necessidade de o Mapa rever a IN 125 para que o Brasil se livre da amea\u00e7a de pragas e doen\u00e7as quarenten\u00e1rias, como a Striga, conhecida como erva da bruxa. \u201cH\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande entre os produtores de cacau com o risco a que estamos expostos, principalmente no sul da Bahia.\u201d<\/p>\n<p>A maior parte do cacau marfinense entra no Brasil pelo Porto de Ilh\u00e9us. Segundo Vanuza Barroso, a fiscaliza\u00e7\u00e3o no local \u00e9 uma atribui\u00e7\u00e3o da SDA\/MAPA, que a repassou \u00e0 Ceplac (Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira). \u201cTemos a informa\u00e7\u00e3o que o servi\u00e7o foi terceirizado para uma empresa privada, o que nos deixa ainda mais preocupados com a situa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: ANPC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cacauicultura brasileira corre risco fitossanit\u00e1rio com a importa\u00e7\u00e3o de am\u00eandoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim. O produto do pa\u00eds africano entra no Brasil sem ser submetido a tratamento com brometo de metila contra pragas e doen\u00e7as quarenten\u00e1rias. 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