{"id":136579,"date":"2022-06-10T14:38:58","date_gmt":"2022-06-10T17:38:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=136579"},"modified":"2022-06-10T13:43:01","modified_gmt":"2022-06-10T16:43:01","slug":"hospital-materno-infantil-planeja-atendimento-especializado-a-populacao-indigena-do-sul-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2022\/06\/10\/hospital-materno-infantil-planeja-atendimento-especializado-a-populacao-indigena-do-sul-da-bahia\/","title":{"rendered":"Hospital Materno-Infantil planeja atendimento especializado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do sul da Bahia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/79A0F051-6782-47D4-9765-EC79FDA65C68.jpeg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-136581\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/79A0F051-6782-47D4-9765-EC79FDA65C68-300x135.jpeg\" alt=\"79A0F051-6782-47D4-9765-EC79FDA65C68\" width=\"300\" height=\"135\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/79A0F051-6782-47D4-9765-EC79FDA65C68-300x135.jpeg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/79A0F051-6782-47D4-9765-EC79FDA65C68.jpeg 435w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilh\u00e9us, deu in\u00edcio \u00e0 fase para credenciamento do Servi\u00e7o de Aten\u00e7\u00e3o Especializada \u00e0 Sa\u00fade Ind\u00edgena do sul da Bahia junto ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Uma equipe t\u00e9cnica do hospital j\u00e1 trabalha na constru\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o que visa atender mulheres gestantes de alto risco, beb\u00eas e crian\u00e7as destas comunidades da regi\u00e3o. Ontem (09), diretoras do hospital estiveram reunidas com representantes da etnia Tupinamb\u00e1, de Oliven\u00e7a, da Secretaria de Aten\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena (SESAI), \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que se responsabiliza pela habilita\u00e7\u00e3o dos hospitais para atendimento de popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, e integrantes da Divis\u00e3o de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade Ind\u00edgena do Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena da Bahia, que tem sede em Salvador e que cuida de todos os povos em territ\u00f3rio estadual. \u201c\u00c9 uma aproxima\u00e7\u00e3o para que as mulheres ind\u00edgenas tamb\u00e9m se reconhe\u00e7am neste espa\u00e7o\u201d, explica T\u00e1vila Guimar\u00e3es, chefe da Divis\u00e3o de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade Ind\u00edgena na Bahia.<a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/8B3BCBAC-1C87-427A-A675-EC350D1ED9E0.jpeg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-136583\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/8B3BCBAC-1C87-427A-A675-EC350D1ED9E0-300x142.jpeg\" alt=\"8B3BCBAC-1C87-427A-A675-EC350D1ED9E0\" width=\"300\" height=\"142\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/8B3BCBAC-1C87-427A-A675-EC350D1ED9E0-300x142.jpeg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/8B3BCBAC-1C87-427A-A675-EC350D1ED9E0.jpeg 393w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A regi\u00e3o de Ilh\u00e9us possui uma popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena estimada em oito mil habitantes. E o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, a \u00fanica maternidade 100 por cento SUS no sul do Estado, se prepara para ser, tamb\u00e9m, um lugar de acolhimento e atendimento \u00e0 comunidade ind\u00edgena, ofertando um cuidado com pr\u00e1ticas interculturais, respeitando a tradi\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas. \u201cO que queremos \u00e9 que elas se sintam mais seguras, fortalecidas estando aqui. A cura n\u00e3o vem s\u00f3 da interna\u00e7\u00e3o e do rem\u00e9dio. Vem, tamb\u00e9m, de quando voc\u00ea fortalece sua pr\u00f3pria identidade. E muitas vezes tudo o que te cerca, todo esse cuidado, tamb\u00e9m contribui com a cura de uma crian\u00e7a ou de uma mulher gr\u00e1vida\u201d, explica a diretora m\u00e9dica da institui\u00e7\u00e3o, doutora Esther Vilela. Este encontro com representa\u00e7\u00f5es de etnias e de institui\u00e7\u00f5es que representam as comunidades &#8211; completa a m\u00e9dica -, tem o objetivo de identificar e conhecer melhor as pr\u00e1ticas dos povos e atende-los.<!--more--><\/p>\n<p>*Aprendizados*<\/p>\n<p>De acordo com a diretora-geral, a psic\u00f3loga Aline Costa, a miss\u00e3o do hospital \u00e9 receber estas popula\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o s\u00f3 com a racionalidade m\u00e9dica. \u201cIsso vai exigir da gente um deslocamento de como a gente pode ver o outro e de como podemos aprender outras culturas\u201d, destaca. Segundo a dire\u00e7\u00e3o, o hospital precisa, por exemplo, ter uma \u00e1rea aberta adaptada para que as mulheres ind\u00edgenas e parentes possam ficar. \u201cUma pessoa aldeiada ela n\u00e3o \u00e9 acostumada ao ar condicionado, por exemplo. Temos que encontrar condi\u00e7\u00f5es que as remetam \u00e0s suas ra\u00edzes culturais e que n\u00e3o se sintam t\u00e3o deslocadas\u201d, assegura. A proposta \u00e9 de composi\u00e7\u00e3o de quartos tem\u00e1ticos, com alus\u00e3o aos utens\u00edlios pr\u00f3prios, \u00e0s coisas que s\u00e3o da cultura indigenista. O projeto perpassa ainda pela capacita\u00e7\u00e3o de uma equipe multidisciplinar que pense melhor desde a forma de acolhimento at\u00e9 a alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cMandioca, mas \u00e9 mandioca sem sal. A farinha, mas \u00e9 uma farinha mais fermentada. Para isso ser\u00e3o necess\u00e1rias estas reuni\u00f5es com eles\u201d, assegura doutora Esther. \u201cA passagem pelo hospital tem que potencializar o cuidado intercultural\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>*Parto seguro*<\/p>\n<p>As diretoras da unidade hospitalar explicam que a proposta do projeto n\u00e3o \u00e9 atrair para o hospital as mulheres ind\u00edgenas fortes, saud\u00e1veis, que podem parir em seu pr\u00f3prio ambiente comunit\u00e1rio, social. Mas oferecer condi\u00e7\u00f5es humanizadas, respeitando as caracter\u00edsticas culturais de um povo, \u00e0s mulheres que precisam de um parto hospitalar. \u201cA gente tem que fortalecer o parto domiciliar nas culturas aonde isso ainda \u00e9 forte. E quando ele \u00e9 planejado, quando est\u00e1 dentro das boas condi\u00e7\u00f5es, ele tamb\u00e9m pode ser seguro\u201d, afirma a m\u00e9dica Esther Vilela. Para isso, a equipe t\u00e9cnica do hospital vai dialogar com as parteiras ind\u00edgenas. \u201cTemos que sair dos muros do hospital. O que precisamos \u00e9 ser retaguarda em necessidade de transfer\u00eancia e para as que precisarem de um cuidado hospitalar, que tamb\u00e9m elas tenham esse conforto e essa adequa\u00e7\u00e3o\u201d, completa a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Segundo os t\u00e9cnicos que visitaram o hospital materno-infantil, a proposta \u00e9 que com a habilita\u00e7\u00e3o deste servi\u00e7o especializado, o HMIJS seja inserido no programa federal de Incentivo para Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Popula\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena (IAPI), que visa adaptar o hospital para quest\u00f5es culturais e pr\u00e1ticas compartilhadas de cuidado. Durante a visita \u00e0s instala\u00e7\u00f5es do HMIJS, a representante do SESAI, em Bras\u00edlia, Alexandra Galv\u00e3o, elogiou a estrutura do hospital e o seu modelo de funcionamento, \u201cdesde as condi\u00e7\u00f5es de higieniza\u00e7\u00e3o, passando pela organiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e do modelo acolhedor no atendimento \u00e0s mulheres e aos beb\u00eas\u201d, destaca. \u201cA ideia \u00e9 que, nesta fase do debate, se amplie o di\u00e1logo com as comunidades. Como \u00e9 uma unidade hospitalar nova est\u00e1 sendo intensificado este di\u00e1logo para que esse lugar acolha de uma forma mais preparada estas mulheres\u201d, completa a indigenista T\u00e1vila Guimar\u00e3es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilh\u00e9us, deu in\u00edcio \u00e0 fase para credenciamento do Servi\u00e7o de Aten\u00e7\u00e3o Especializada \u00e0 Sa\u00fade Ind\u00edgena do sul da Bahia junto ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. 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