{"id":133251,"date":"2022-04-02T06:30:54","date_gmt":"2022-04-02T09:30:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=133251"},"modified":"2022-04-01T10:35:10","modified_gmt":"2022-04-01T13:35:10","slug":"a-despedida-do-goleiro-prejudicou-o-itabuna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2022\/04\/02\/a-despedida-do-goleiro-prejudicou-o-itabuna\/","title":{"rendered":"A despedida do goleiro prejudicou o Itabuna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Mineiro-goleiro-do-Itabuna.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-133252\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Mineiro-goleiro-do-Itabuna-300x194.jpg\" alt=\"Mineiro, goleiro do Itabuna\" width=\"300\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Mineiro-goleiro-do-Itabuna-300x194.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Mineiro-goleiro-do-Itabuna.jpg 772w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Walmir Ros\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Walmir-Ros\u00e1rio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-120683\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Walmir-Ros\u00e1rio-300x225.jpg\" alt=\"Walmir Ros\u00e1rio\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Walmir-Ros\u00e1rio-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Walmir-Ros\u00e1rio.jpg 410w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O ano era 1972. De passagem por Itabuna, resolvi ficar um fim de semana para rever os velhos amigos e assistir a uma partida de futebol pelo Campeonato Baiano de profissionais, ainda realizado no velho campo da Desportiva. E jogavam o Itabuna Esporte Clube (IEC), o meu time de f\u00e9, o Esporte Clube Vit\u00f3ria. \u201cVai ser um joga\u00e7o\u201d, avaliei pelo n\u00famero de craques das duas equipes.<\/p>\n<p>Na tarde da sexta-feira que antecedia o jogo (domingo), fui \u00e0 ao campo da Desportiva para rever a equipe itabunense e os amigos esportistas. Um fato que me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a decis\u00e3o de um dos goleiros do Itabuna, Mineiro, se despedir do time, por achar que n\u00e3o teria chance na equipe, devido ao n\u00edvel dos outros dois goleiros: Jo\u00e3o e Luiz Carlos.<\/p>\n<p>E, para agradecer a participa\u00e7\u00e3o de Mineiro durante o tempo em que passou no Itabuna, a diretoria e o t\u00e9cnico do Itabuna resolveram prestar uma homenagem a esse goleiro na sua despedida, escalando-o como titular naquela partida. Luiz Carlos foi dispensado e Jo\u00e3o ficou como o goleiro reserva para a partida contra o Vit\u00f3ria, que tinha formado um grande esquadr\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei por que motivo acreditei que aquela homenagem era fora dos prop\u00f3sitos, pois se um colaborador se despede, vai embora, \u00e9 porque n\u00e3o est\u00e1 dando certo ou qualquer outro motivo que impe\u00e7a a sua participa\u00e7\u00e3o. Fiquei com minhas d\u00favidas, compartilhadas com os amigos presentes. Era uma premoni\u00e7\u00e3o. Talvez, at\u00e9 por ser Luiz Carlos, o titular absoluto, o goleiro dispensado para o jogo.<\/p>\n<p>Acho at\u00e9 que, por respeito ao Vit\u00f3ria, que formou um tima\u00e7o para ser o campe\u00e3o daquele ano, com atletas de primeira linha, o Itabuna deveria jogar com sua for\u00e7a m\u00e1xima, para fazer frente o rubro-negro da capital. Relembro muito bem dessa magn\u00edfica escala\u00e7\u00e3o: Agnaldo, Roberto, Leleu, V\u00e1lter e Fran\u00e7a; Fernando (Almiro) e Juarez; Osni, Gibira, Andr\u00e9 Catimba e M\u00e1rio S\u00e9rgio.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Era uma defesa segura, um meio de campo de respeito e um ataque devastador, daqueles que n\u00e3o se brinca em servi\u00e7o. Mas o Itabuna resolveu encarar. S\u00f3 para relembrar, abro um par\u00eantese, para dizer que o Itabuna ainda tentava se recuperar daquela \u201cgarfada\u201d de 1970, quando o interventor da Federa\u00e7\u00e3o Bahiana de Futebol, C\u00edcero Bahia Dantas, colocou o time \u201cgeladeira\u201d por seis meses enquanto o Bahia disputava a Ta\u00e7a Brasil.<\/p>\n<p>Sem condi\u00e7\u00f5es de manter o \u201ctima\u00e7o\u201d brilhante que disputou o campeonato, liberou os jogadores e perdeu as duas partidas da final por placares el\u00e1sticos. Em uma delas, sem ter atletas suficientes para sentar no banco, colocou o roupeiro Jos\u00e9 Rodrigues uniformizado como jogador para figurar na reserva. \u00c0 \u00e9poca, nosso roupeiro teria mais de 60 anos.<\/p>\n<p>Mas voltemos ao Campeonato Baiano atual. Em 1972, portanto, o Itabuna despontava como uma das equipes candidatas a finalista do certame, pois contava com grandes atletas e a partida contra o Vit\u00f3ria seria um \u201cteste\u201d capaz de medir o potencial do time e dos jogadores. Seria um jogo de duas grandes equipes, ambas renovadas para disputar e ganhar o campeonato.<\/p>\n<p>Campo da Desportiva lotado, as equipes entram no gramado. O Itabuna chutando para o gol do lado do Jardim do \u00d3. No gol do fundo, voltado para a Igreja e o Hospital Santa Maria Goretti, ficou o goleiro Mineiro se despedindo do Itabuna Esporte Clube, o \u201cMeu time de f\u00e9\u201d. Querendo mostrar servi\u00e7o, pulava de um lado pra outro, saltando e dando tapas na trave superior.<\/p>\n<p>O \u00e1rbitro apita e come\u00e7a o jogo com todo o entusiasmo da equipe da capital. Bola com o Vit\u00f3ria, Osni recebe a pelota de Gibira, desce pela direita at\u00e9 a linha de fundo e cruza o bal\u00e3o para Andr\u00e9 Catimba. \u00c9 gol! E isso com apenas um minuto de jogo. Outra bola com M\u00e1rio S\u00e9rgio, que dribla o lateral e cruza para Andr\u00e9 Catimba. Mais um gol do Vit\u00f3ria, simplesmente aos dois minutos de jogo.<\/p>\n<p>Nova sa\u00edda, o meio de campo do Itabuna consegue dominar a bola, que \u00e9 recuperada em seguida pelo Vit\u00f3ria e Fran\u00e7a passa para M\u00e1rio S\u00e9rgio, que tabela com Gibira e lan\u00e7a para Andr\u00e9 Catimba. Novo gol aos quatro minutos de jogo. Tremendo que nem vara verde e aos prantos pela performance negativa, Mineiro deixa o campo da Desportiva sob uma estrondosa vaia da torcida, reclamando dos 3X0 aos quatro minutos.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico ent\u00e3o recorre ao goleiro reserva. Sem ao menos se aquecer, entra Jo\u00e3o, arqueiro de estatura mediana, magro, ossos salientes, quieto e s\u00e9rio, com semblante de uma esfinge. E o jogo recome\u00e7a com o tem\u00edvel ataque do Vit\u00f3ria fuzilando contra o gol do Itabuna. Seguro, Jo\u00e3o n\u00e3o se abatia e defendia bolas imposs\u00edveis, \u201cvoando\u201d nas gavetas do travess\u00e3o.<\/p>\n<p>Termina o primeiro tempo com o placar de 3 X 0, num jogo duro, em que embora fosse vis\u00edvel a superioridade do Vit\u00f3ria, o Itabuna se superava para manter o placar sem maiores altera\u00e7\u00f5es. Os atletas itabunenses conseguiam se sobrepujar \u00e0s qualidades dos advers\u00e1rios, se avantajando nas jogadas com determinismo. E assim conseguiam evitar um placar desmoralizante.<\/p>\n<p>Os times voltam para o segundo tempo se respeitando. Embora o Itabuna estivesse em desvantagem no placar e na condi\u00e7\u00e3o dos atletas, que se sobrepujavam diante dos advers\u00e1rios, tamb\u00e9m n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de substituir o goleiro, caso fosse necess\u00e1rio. Numa das grandes jogadas do magn\u00edfico ataque do Vit\u00f3ria, M\u00e1rio S\u00e9rgio marca o quarto gol, seguido pelo gol de honra de Itabuna.<\/p>\n<p>Os 4 X 1 para o Vit\u00f3ria at\u00e9 que foi um resultado de bom tamanho. Neste ano de 1972 do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Itabuna n\u00e3o conseguiu um desempenho como o de anos anteriores, a exemplo de 1970, mas n\u00e3o decepcionou. J\u00e1 o Vit\u00f3ria consagra-se campe\u00e3o baiano invicto. N\u00e3o foi um bom dia para o Itabuna, mas foi uma \u00f3tima oportunidade para a Bahia conhecer o Vit\u00f3ria, futuro campe\u00e3o baiano.<\/p>\n<p>Fui testemunha ocular do fato.<\/p>\n<p>*Radialista, jornalista e advogado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Walmir Ros\u00e1rio O ano era 1972. De passagem por Itabuna, resolvi ficar um fim de semana para rever os velhos amigos e assistir a uma partida de futebol pelo Campeonato Baiano de profissionais, ainda realizado no velho campo da Desportiva. 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