{"id":131144,"date":"2022-02-12T09:12:18","date_gmt":"2022-02-12T12:12:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=131144"},"modified":"2022-02-12T08:19:07","modified_gmt":"2022-02-12T11:19:07","slug":"100-anos-depois-ainda-estamos-em-uma-semana-de-arte-moderna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2022\/02\/12\/100-anos-depois-ainda-estamos-em-uma-semana-de-arte-moderna\/","title":{"rendered":"100 anos depois ainda estamos em uma Semana de Arte Moderna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/arte-m.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-131145\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/arte-m-300x152.jpg\" alt=\"arte m\" width=\"300\" height=\"152\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/arte-m-300x152.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/arte-m.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Efson Lima<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/efson-lima.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-94172\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/efson-lima-205x300.png\" alt=\"efson lima\" width=\"205\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/efson-lima-205x300.png 205w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/efson-lima.png 333w\" sizes=\"(max-width: 205px) 100vw, 205px\" \/><\/a>Ap\u00f3s 100 anos da Semana de Arte Moderna o que temos \u00e9 um Brasil que procura sua identidade. As inquieta\u00e7\u00f5es permanecem e o pa\u00eds est\u00e1 \u201cpluridiversificado\u201d, tem-se uma pl\u00eaiade de vontades e pouco foi feito at\u00e9 aqui. Uma coisa \u00e9 certa: de l\u00e1 para c\u00e1 jamais fomos os mesmos. As coisas n\u00e3o ficaram no lugar. Deixamos de ser um pa\u00eds rural e adentramos na urbaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As cidades foram amontoando gente. Para abastecer toda essa gente, a agricultura foi maximizada e continuou a encher os bolsos de alguns. Nas cidades, os postos do setor de servi\u00e7os s\u00e3o ocupados por aqueles que, supostamente, s\u00e3o os mais habilitados. A ind\u00fastria se tornou pujante, cada vez mais tecnol\u00f3gica e empregando menos pessoas. Os nossos cabelos nos centros urbanos s\u00e3o dep\u00f3sitos para as fuligens, que se dispersam nas nossas carapinhas e se impregnam em nossa pele. Os rios se tornaram nossos esgotos, pois, conferem maior fluidez para as nossas sujeiras.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil de ontem \u00e9 o mesmo de hoje quando o assunto s\u00e3o as castas e quem pode mais na rep\u00fablica federativa. O QI ( Quem Indica) continua a desafiar os princ\u00edpios republicanos e condena a na\u00e7\u00e3o no tr\u00f3pico. Cem anos depois uma elite continua a fazer a festa. Todos podem fazer arte, mas nem todos s\u00e3o valorizados. Apenas os bem \u201cindicados\u201d alcan\u00e7am um patamar de visibilidade, esses s\u00e3o apresentados na TV e aparecem nos jornais impressos. As revistas fazem o arremate final com bastante tinta e brilho. Os quadros, leiam-se as telas, agora s\u00e3o usados para disfar\u00e7arem as propinas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nO Brasil continua sendo o pa\u00eds dos corpos. As pessoas malham e se exibem nas ruas e avenidas, que s\u00e3o vitrines. Sem falar nas redes sociais que potencializam e s\u00e3o senhas para as curtidas. N\u00e3o vou me fazer de santo: eu adoro! N\u00e3o sou pudico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nAs m\u00fasicas incentivam os tapas nas mulheres e as ofendem. Colocam-nas no por\u00e3o da hist\u00f3ria. As bichas publicamente s\u00e3o esquartejadas. Os corpos negros caem nas ruas das cidades. Somos todos fiscalizados e monitorados no maior controle da Hist\u00f3ria. Apologias a crimes contra a humanidade, constantemente, s\u00e3o defendidas por alguns em nome da liberdade de ofender minorias e trag\u00e9dias humanas.<br \/>\nSentimos saudade dos rebeldes com causa de 1922. Eles descortinaram nossa realidade e impuseram uma caminhada menos rom\u00e2ntica. Seria tr\u00e1gico se peg\u00e1ssemos aquele caminho da pura idealiza\u00e7\u00e3o. O Brasil de hoje \u00e9 plural e continuar\u00e1 a ser. Tem enormes desafios, cuja minha gera\u00e7\u00e3o \u201cj\u00e1\u201d fracassou. Precisamos recorrer \u00e0 pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o para amenizar as ang\u00fastias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nNo contexto atual, as mulheres se rebelam, por\u00e9m as regras est\u00e3o bem delimitadas. Mas haver\u00e1 de ser superadas. Os negros buscam quebrar as correntes, entretanto, h\u00e1 quem acha beleza em artesanato, com r\u00e9plicas de pessoas escravizadas, para comercializa\u00e7\u00e3o em aeroporto. Cem anos depois, ainda estamos em uma plena Semana de Arte Moderna, que precisa ressignificar nossa caminhada, quebrar o parnasianismo da elite e desmascarar uma gente que se finge de inocente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;-<\/p>\n<p>Efson Lima\u00a0 \u00e9\u00a0Doutor e mestre em Direito\/UFBA. Professor universit\u00e1rio. Aprendiz de escritor. Advogado. Membro da Academia Grapi\u00fana de Letras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Efson Lima &nbsp; Ap\u00f3s 100 anos da Semana de Arte Moderna o que temos \u00e9 um Brasil que procura sua identidade. As inquieta\u00e7\u00f5es permanecem e o pa\u00eds est\u00e1 \u201cpluridiversificado\u201d, tem-se uma pl\u00eaiade de vontades e pouco foi feito at\u00e9 aqui. Uma coisa \u00e9 certa: de l\u00e1 para c\u00e1 jamais fomos os mesmos. As coisas n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[366,23720,32159,24545],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131144"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131144"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131144\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":131148,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131144\/revisions\/131148"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}