{"id":129439,"date":"2022-01-08T08:04:35","date_gmt":"2022-01-08T11:04:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=129439"},"modified":"2022-01-07T11:25:05","modified_gmt":"2022-01-07T14:25:05","slug":"paisagem-de-regina-silveira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2022\/01\/08\/paisagem-de-regina-silveira\/","title":{"rendered":"Paisagem, de Regina Silveira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/15.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-129440\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/15-225x300.jpg\" alt=\"15\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/15-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/15.jpg 384w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a>Oscar D&#8217;Ambrosio<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oscar-21.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-107512\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oscar-21-300x191.jpg\" alt=\"oscar 2\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oscar-21-300x191.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oscar-21.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Labirintos s\u00e3o locais de experimenta\u00e7\u00e3o visual, em que o seu percurso, assim como os caminhos do c\u00e9rebro, \u00e9 mais importante que a sa\u00edda. Constru\u00eddos para desorientar quem neles penetra, podem assumir diversas formas. Quem mant\u00e9m o foco chega ao simb\u00f3lico centro e deve encontrar a sa\u00edda.<\/p>\n<p>O mais c\u00e9lebre \u00e9 o Labirinto de Creta, que teria sido constru\u00eddo pelo arquiteto D\u00e9dalo para alojar o Minotauro, monstro que, com seu corpo humano e cabe\u00e7a de touro, recebia, como oferendas, jovens que devorava. Teseu o matou e conseguiu sair da complexa estrutura gra\u00e7as ao fio de um novelo que desenrolou ao longo do percurso.<\/p>\n<p>\u00c0 luz da psican\u00e1lise, o labirinto \u00e9 uma met\u00e1fora do c\u00e9rebro. Gra\u00e7as ao fio da consci\u00eancia, que tem em uma de suas pontas a apaixonada Ariadne, em meio \u00e0 inconsci\u00eancia (o percurso complexo), o her\u00f3i encontra a sa\u00edda. Nesse sentido, a cabe\u00e7a do Minotauro representaria a inconsci\u00eancia (o lado animal) e o seu corpo humano, a capacidade de supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O labirinto de Regina Silveira (1939), chamado \u201cPaisagem\u201d, traz novas discuss\u00f5es. Trata-se de uma estrutura met\u00e1lica com placas de vidro que, pela sua transpar\u00eancia, n\u00e3o apresenta dificuldades de encontrar a sa\u00edda. As interven\u00e7\u00f5es realizadas, que trazem a ideia de estilha\u00e7os, por\u00e9m, evocam fragmenta\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia em suas m\u00faltiplas facetas.<\/p>\n<p>Quebrar uma parede de vidro pode ser uma maneira de atingir a liberdade e de dialogar com o outro, tocando quem est\u00e1 do outro lado. Seja pela aproxima\u00e7\u00e3o visual que a transpar\u00eancia permite ou pelo isolamento que o vidro gera, percorrer a \u201cPaisagem\u201d proposta por Regina Silveira \u00e9 um vencer dist\u00e2ncias internas e externas.<\/p>\n<p>Originalmente usados como armadilhas para maus esp\u00edritos e para realizar rituais religiosos, os labirintos, na Idade M\u00e9dia, eram um caminho de peregrina\u00e7\u00e3o para chegar a Deus, que ficaria no centro da jornada. Na contemporaneidade, a simbologia se perdeu. No entanto, a artista recupera esse est\u00edmulo ao entender o local como um espa\u00e7o externo de reflex\u00e3o interior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oscar D&#8217;Ambrosio Labirintos s\u00e3o locais de experimenta\u00e7\u00e3o visual, em que o seu percurso, assim como os caminhos do c\u00e9rebro, \u00e9 mais importante que a sa\u00edda. Constru\u00eddos para desorientar quem neles penetra, podem assumir diversas formas. 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