{"id":12517,"date":"2012-09-01T16:24:56","date_gmt":"2012-09-01T19:24:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=12517"},"modified":"2012-09-01T16:24:56","modified_gmt":"2012-09-01T19:24:56","slug":"tv-cabralia-e-o-banho-de-coca-cola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2012\/09\/01\/tv-cabralia-e-o-banho-de-coca-cola\/","title":{"rendered":"TV  CABRALIA E O  BANHO DE COCA COLA"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/banho-de-coca.gif\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-12518\" title=\"banho  de coca\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/banho-de-coca-300x225.gif\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/banho-de-coca-300x225.gif 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/banho-de-coca.gif 328w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A inaugura\u00e7\u00e3o da TV Cabr\u00e1lia, em dezembro de 1987, n\u00e3o apenas levantou a auto-estima de Itabuna (afinal, tratava-se da primeira emissora de televis\u00e3o numa cidade do interior do Norte\/Nordeste, o que n\u00e3o era nem \u00e9 pouca coisa), como produziu situa\u00e7\u00f5es que hoje parecem lenda, mas que \u00e0 \u00e9poca eram rotineiras.<br \/>\nAinda n\u00e3o havia a global TV Santa Cruz, que s\u00f3 seria inaugurada um ano depois, e a Cabr\u00e1lia reinava soberana. E eu, que nem sabia como funcionava uma emissora de televis\u00e3o, fui guindado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de gerente de jornalismo, pela extrema generosidade de Nestor Amazonas. N\u00e3o sei quem foi mais maluco: ele, por me nomear, ou eu, por aceitar o cargo.<br \/>\nSegue o bonde&#8230;<\/p>\n<p>Para se ter uma id\u00e9ia do que a televis\u00e3o representava, at\u00e9 eventos importantes eram marcados de acordo com a disponibilidade da equipe de jornalismo fazer a cobertura, para a devida veicula\u00e7\u00e3o nos telejornais.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que n\u00e3o faltavam pedidos inusitados, que a gente n\u00e3o sabia se achava gra\u00e7a ou se mandava o sujeito pra puta que pariu.<br \/>\nE n\u00e3o \u00e9 que um pai cismou que a equipe da Cabr\u00e1lia teria que cobrir a festa de anivers\u00e1rio da filha? Era o presente que ele havia prometido \u00e0 pimpolha e ligava todo dia pra perguntar se a gente iria mesmo.<\/p>\n<p>N\u00e3o adiantava explicar que aquilo era imposs\u00edvel, alegar que se cobr\u00edssemos a festa da filha dele ter\u00edamos que cobrir outros tantos anivers\u00e1rios e por extens\u00e3o, batizados, primeira comunh\u00e3o, casamentos, vel\u00f3rios e quetais.<br \/>\nResolvi apelar e pra me livrar do sujeito disse que se ele enchesse uma banheira com Coca Cola e colocasse a filha dentro, a gente iria fazer a cobertura do anivers\u00e1rio.<br \/>\nPronto, dessa mala estamos livres.<\/p>\n<p>Livres? No dia seguinte, v\u00e9spera do tal anivers\u00e1rio, o cara me liga e diz que havia comprado Coca Cola suficiente para encher uma banheira e dar um banho de refrigernte na filhota.<br \/>\nN\u00e3o sei se al\u00e9m de chato, o cara era um gozador e resolveu sacanear comigo. Ou se era s\u00f3 chato mesmo e realmente ia dar um banho de Coca Cola na filha, s\u00f3 pelo prazer de v\u00ea-la na telinha da Cabr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Na d\u00favida, preferi ficar na d\u00favida mesmo.<br \/>\nO anivers\u00e1rio, com ou sem banho de Coca Cola, permaneceu para sempre no anonimato<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inaugura\u00e7\u00e3o da TV Cabr\u00e1lia, em dezembro de 1987, n\u00e3o apenas levantou a auto-estima de Itabuna (afinal, tratava-se da primeira emissora de televis\u00e3o numa cidade do interior do Norte\/Nordeste, o que n\u00e3o era nem \u00e9 pouca coisa), como produziu situa\u00e7\u00f5es que hoje parecem lenda, mas que \u00e0 \u00e9poca eram rotineiras. Ainda n\u00e3o havia a global [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[4424,1165,327],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12517"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12517"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12517\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12519,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12517\/revisions\/12519"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}