{"id":124885,"date":"2021-10-04T10:10:01","date_gmt":"2021-10-04T13:10:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=124885"},"modified":"2021-10-04T09:18:18","modified_gmt":"2021-10-04T12:18:18","slug":"estudo-da-ufsb-mostra-infestacao-de-acaizeiros-por-especie-invasora-de-acaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2021\/10\/04\/estudo-da-ufsb-mostra-infestacao-de-acaizeiros-por-especie-invasora-de-acaro\/","title":{"rendered":"Estudo da UFSB mostra infesta\u00e7\u00e3o de a\u00e7aizeiros por esp\u00e9cie invasora de \u00e1caro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/UFSB-Cienciia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-124886\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/UFSB-Cienciia.jpg\" alt=\"UFSB Cienciia\" width=\"200\" height=\"262\" \/><\/a>Os cultivos de a\u00e7aizeiros no Sul da Bahia v\u00e3o ter de se adaptar para enfrentar a dispers\u00e3o de uma praga que, at\u00e9 ent\u00e3o, afetava outros cultivos. Essa \u00e9 uma das conclus\u00f5es de pesquisa realizada na Universidade Federal do Sul da Bahia e relatada em artigo publicado na revista cient\u00edfica internacional\u00a0<strong><em><a href=\"https:\/\/bioone.org\/journals\/systematic-and-applied-acarology\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/bioone.org\/journals\/systematic-and-applied-acarology&amp;source=gmail&amp;ust=1633434596867000&amp;usg=AFQjCNGC-7iuACynw2A1PFk4Y_qfKhBgqQ\">Systematic and Applied Acarology<\/a><\/em><\/strong>. Assinado por Felipe Micali Nuvoloni (UFSB), Laiza Mirelle Santos Andrade\u00a0(UFSB), Elizeu Barbosa Castro (UNESP), Jos\u00e9 Marcos Rezende\u00a0(UNESP)\u00a0e Marcel Santos de Ara\u00fajo (UFSCAR), o artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.biotaxa.org\/saa\/article\/view\/70123\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.biotaxa.org\/saa\/article\/view\/70123&amp;source=gmail&amp;ust=1633434596867000&amp;usg=AFQjCNEeZLzwFu9uep7GJXNWimUkjxVJQg\"><strong>First report of damage and population dynamics of\u00a0<i>Raoiella indica<\/i>\u00a0Hirst (<i>Acari: Tenuipalpidae<\/i>) on\u00a0<i>Euterpe oleracea<\/i>\u00a0(<i>Arecaceae<\/i>) in the State of Bahia, Brazil<\/strong><\/a>\u00a0mostra a investiga\u00e7\u00e3o que descobriu que o \u00e1caro-vermelho-das-palmeiras est\u00e1 infestando tamb\u00e9m os cultivos de a\u00e7a\u00ed, com o ciclo completo de desenvolvimento e reprodu\u00e7\u00e3o, o que vai demandar a ado\u00e7\u00e3o de medidas sanit\u00e1rias por parte dos produtores e autoridades p\u00fablicas.\u00a0O \u00e1caro-vermelho-das-palmeiras provoca preju\u00edzos j\u00e1 reconhecidos nas culturas de coco e banana. A pesquisa mostra que o a\u00e7aizeiro passou a figurar na lista de hospedeiros dessa esp\u00e9cie min\u00fascula de aracn\u00eddeo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A estudante Laiza Mirelle Santos Andrade, que concluiu o Bacharelado Interdisciplinar em Ci\u00eancias em setembro de 2020 e hoje cursa\u00a0<a href=\"https:\/\/ufsb.edu.br\/cfcam\/pt-br\/graduacao\/engenharia-sanitaria-e-ambiental\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/ufsb.edu.br\/cfcam\/pt-br\/graduacao\/engenharia-sanitaria-e-ambiental&amp;source=gmail&amp;ust=1633434596867000&amp;usg=AFQjCNElmHhA6ggO0XoYOiP9_GNFxBaF4w\"><strong>Engenharia Sanit\u00e1ria e Ambiental<\/strong><\/a>\u00a0no Campus Sos\u00edgenes Costa, em Porto Seguro, desenvolveu a pesquisa sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Felipe Micali Nuvoloni, que leciona e pesquisa no\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/ufsb.edu.br\/cfcam\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/ufsb.edu.br\/cfcam&amp;source=gmail&amp;ust=1633434596867000&amp;usg=AFQjCNEpEgMWqJI428cDtvqf9IO9RFoKqA\">Centro de Forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Ambientais (CFCAM)<\/a><\/strong>. O artigo apresenta dados obtidos no estudo feito enquanto bolsista de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e defendidos no projeto integrador (o trabalho de conclus\u00e3o de curso) de Laiza no ano passado. Uma das fotos feitas durante a fase de campo foi escolhida para a capa da edi\u00e7\u00e3o mais recente do peri\u00f3dico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A pesquisa foi desenvolvida tendo em mente o interesse em avaliar os sistemas agroflorestais (SAF) na regi\u00e3o de Porto Seguro, ainda pouco estudados. As sa\u00eddas a campo se deram na Fazenda Bom Sossego, na qual o SAF de a\u00e7a\u00ed e cupua\u00e7u foi selecionado para estudo da acarofauna. A descoberta foi inesperada: \u201cCom base na literatura existente, n\u00e3o era esperado o registro desta esp\u00e9cie no a\u00e7aizeiro, sendo que apesar de ser um registro inesperado pode contribuir para o manejo desta esp\u00e9cie na regi\u00e3o\u201d, conta o professor Felipe Micali Nuvoloni, um dos autores do artigo. A pesquisa segue em andamento, com uma segunda etapa em fase de elabora\u00e7\u00e3o para buscar novas informa\u00e7\u00f5es sobre o estudo da acarofauna na cultura do cupua\u00e7u e acerca da import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o de fragmentos florestais para o controle biol\u00f3gico natural nas \u00e1reas de cultivo.<\/p>\n<p>O \u00e1caro-vermelho-das-palmeiras, conforme registros pr\u00e9vios na literatura cient\u00edfica, \u00e9 uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica e invasora, cuja presen\u00e7a foi notada pela primeira vez em 2009, em Boa Vista, e se sabia que tende a afetar especialmente os coqueiros, causando perdas significativas na produ\u00e7\u00e3o. At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o se tinha registros desse tipo de \u00e1caro no a\u00e7aizeiro. O diferencial da pesquisa \u00e9 comprovar que a esp\u00e9cie se adaptou ao vegetal e consegue fazer seu ciclo de vida completo na mesma planta. Isso ainda n\u00e3o significa um risco para o fornecimento de a\u00e7a\u00ed e demais cultivos de palmeiras\u00a0(dend\u00ea, e palmeiras ornamentais por exemplo), mas mostra que esse \u00e1caro conseguiu ajustar sua fisiologia para suprir suas necessidades e pode chegar a atingir o\u00a0<em>status\u00a0<\/em>de\u00a0esp\u00e9cie praga nestes cultivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O professor Felipe Micali Nuvoloni explica que o \u00e1caro-vermelho-das-palmeiras, a exemplo de outras esp\u00e9cies invasoras, pode colonizar novos hospedeiros quando chega a um habitat diferente.\u00a0\u201cDessa forma, \u00e9 poss\u00edvel que depois de 12 anos da chegada ao Brasil a esp\u00e9cie tenha passado por diversas muta\u00e7\u00f5es e se adaptado a hospedeiros que anteriormente n\u00e3o eram tidos como &#8220;ideais&#8221; para o seu desenvolvimento. Pelo fato do coqueiro ser um hospedeiro reprodutivo desta esp\u00e9cie, a coloniza\u00e7\u00e3o de outras palmeiras como o a\u00e7a\u00ed se torna mais f\u00e1cil por pertencerem \u00e0 mesma fam\u00edlia bot\u00e2nica (Arecaceae). Por fim, como a esp\u00e9cie ainda est\u00e1 em processo de dispers\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o pelas regi\u00f5es do Brasil, \u00e9 poss\u00edvel que novos hospedeiros venham a ser registrados em breve\u201d, explica o cientista.<\/p>\n<p><strong>Medidas para conten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Com a descoberta no sul da Bahia, uma das estimativas \u00e9 de que a praga esteja se espalhando depressa. Os dois meios de dispers\u00e3o do \u00e1caro s\u00e3o o vento (por ser um animal muito pequeno e leve) e o transporte de mudas infestadas. \u201c\u00c9 bem poss\u00edvel que o \u00e1caro-vermelho-das-palmeiras j\u00e1 esteja espalhado por grande parte dos cultivos de coco do nordeste, o que facilita a dispers\u00e3o dos mesmos para novas \u00e1reas e cultivos. Observa-se tamb\u00e9m clima mais quente e seco tamb\u00e9m favorece o desenvolvimento dessa esp\u00e9cie, sendo que as maiores densidades populacionais e possivelmente os danos apare\u00e7am nesse per\u00edodo (fevereiro a maio)\u201d, afima o professor Felipe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por esses motivos, aumentar barreiras sanit\u00e1rias entre os estados e exercer maior controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o das mudas nos viveiros est\u00e3o entres as provid\u00eancias recomend\u00e1veis para diminuir as chances do \u00e1caro chegar a \u00e1reas ainda n\u00e3o colonizadas. \u201cComo o vento tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de dispers\u00e3o, \u00e9 importante que novos cultivos de a\u00e7a\u00ed sejam implementados em \u00e1reas n\u00e3o cont\u00edguas ou pr\u00f3ximas a cultivos de coco (visto que h\u00e1 uma maior chance do \u00faltimo j\u00e1 abrigar popula\u00e7\u00f5es deste \u00e1caro), nem mesmo recomenda-se o cultivo conjunto destas culturas na forma de Sistemas Agroflorestais (SAFs). A dire\u00e7\u00e3o do vento tamb\u00e9m \u00e9 um fator importante para ser considerado no momento da implementa\u00e7\u00e3o dos novos cultivos\u201d, destaca o professor Felipe.<\/p>\n<p>Essas medidas fitossanit\u00e1rias s\u00e3o as poss\u00edveis no momento, conforme o pesquisador, porque as op\u00e7\u00f5es de controle qu\u00edmico conhecidas ainda s\u00e3o\u00a0incipientes e pouco eficazes. J\u00e1 as alternativas de controle biol\u00f3gico, no qual se introduz uma esp\u00e9cie predadora para reduzir a popula\u00e7\u00e3o da praga \u2013 por exemplo, \u00e1caros da esp\u00e9cie\u00a0<em>Neoseiulus barkeri<\/em>\u00a0&#8211; est\u00e3o em fase de estudos, apesar da libera\u00e7\u00e3o de uso pelo MAPA.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cultivos de a\u00e7aizeiros no Sul da Bahia v\u00e3o ter de se adaptar para enfrentar a dispers\u00e3o de uma praga que, at\u00e9 ent\u00e3o, afetava outros cultivos. Essa \u00e9 uma das conclus\u00f5es de pesquisa realizada na Universidade Federal do Sul da Bahia e relatada em artigo publicado na revista cient\u00edfica internacional\u00a0Systematic and Applied Acarology. 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