{"id":117750,"date":"2021-05-15T08:20:33","date_gmt":"2021-05-15T11:20:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=117750"},"modified":"2021-05-13T11:36:43","modified_gmt":"2021-05-13T14:36:43","slug":"apenas-a-ostra-sofredora-fizera-uma-perola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2021\/05\/15\/apenas-a-ostra-sofredora-fizera-uma-perola\/","title":{"rendered":"\u201c Apenas a Ostra sofredora fizera uma P\u00e9rola&#8230;\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ostra-e-perola.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-117753\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ostra-e-perola.jpg\" alt=\"ostra e perola\" width=\"445\" height=\"249\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Cleide L\u00e9ria Rodrigues<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/cleide-leria.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-117358\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/cleide-leria.jpg\" alt=\"cleide leria\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>Longe de mim querer decifrar o que Rubem Alves quis dizer , mas depois de ler este trecho do livro &#8220;Ostra Feliz n\u00e3o faz p\u00e9rola \u201c, eu fiquei pensando&#8230; n\u00e3o podemos entregar ao estilo de vida sofredor ou m\u00e1rtir no intuito de produzir os p\u00e9rolas,mas \u00e9 sabido que a vida n\u00e3o \u00e9 mar de rosas .A vida \u00e9 mar de verdade!<\/p>\n<p>Nesse mar n\u00f3s somos navegantes e como em todo mar , enfrentamos Calmaria e Tempestades.\u00a0 Estou pensando que Rubem ( para os \u00edntimos) nos faz um po\u00e9tico alerta sobre como a gente enxerga a dor &#8230; a gente n\u00e3o quer saber dela nunca ! Principalmente quando a dor \u00e9 da aalma. Eu na condi\u00e7\u00e3o de psic\u00f3loga que sou , percebo nos meus atendimentos que a gente costuma querer arrancar bem rapidinho as DORES da alma , da\u00ed um dos motivos de muitas pessoas n\u00e3o terem \u201cpaci\u00eancia \u201c para fazerem a psicoterapia.<\/p>\n<p>Querem pra j\u00e1,querem pra ontem, as vezes n\u00e3o entendem que \u00e9 um passo de cada vez a cada dia e cada pessoa tem o seu tempo .<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 assim o caminho mais saud\u00e1vel.\u00a0 A psicoterapia busca ajudar o cliente a fazer a tal da P\u00e9rola, e \u00e0s vezes D\u00f3i . Falar da dor em busca de dar a essa dor um significado mais redondo e brilhante como a p\u00e9rola pode doer mesmo. Mas ficar com o gr\u00e3o de areia sendo um simples gr\u00e3o de areia, \u00e1spero e opaco dentro da gente por anos ou d\u00e9cadas, d\u00f3i muito mais.<\/p>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o conhece o trecho s\u00f3 qual me refiro acima ? Ent\u00e3o vou colar aqui embaixo pra voc\u00ea ter agora as suas pr\u00f3prias reflex\u00f5es&#8230;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>(Cleide L\u00e9ria Rodrigues ).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cOstras s\u00e3o moluscos, animais sem esqueleto, macias,que s\u00e3o as del\u00edcias dos gastr\u00f4nomos. Podem ser comidas cruas , com pingos de lim\u00e3o, com arroz, paellas , sopas. Sem defesas \u2013 s\u00e3o animais mansos \u2013 seriam presa f\u00e1cil aos predadores.\u00a0 Para que isso n\u00e3o acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas , conchas duras , dentro das quais vivem . Pois havia num fundo do mar uma col\u00f4nia de outras ,muitas ostras. Eram ostras felizes . Sabia-se que eram ostras felizes porque dentro de suas conchas saia uma delicada melodia , m\u00fasica aqu\u00e1tica, como se fosse um canto gregoriano , todas cantando a mesma m\u00fasica. Com uma exce\u00e7\u00e3o: de uma ostra solit\u00e1ria que fazia um solit\u00e1rio.\u00a0 Diferente da alegre m\u00fasica aqu\u00e1tica, ela cantava um canto muito triste.\u00a0 As ostras felizes se criam dela \u00e9 diziam :\u201d\u00a0 Ela n\u00e3o sai da sua Depress\u00e3o&#8230;\u201dN\u00e3o era depress\u00e3o. Era Dor . Pois um gr\u00e3o de areia havia entrado na sua carne do\u00eda, do\u00eda do\u00eda. E\u00a0 ela n\u00e3o tinha jeito de se livrar dele , do gr\u00e3o de areia. Mas era poss\u00edvel livrar -se da dor.O seu corpo sabia que , para se livrar da dor que o gr\u00e3o de areia lhe provocava , em virtude de sua aspereza, arestas e pontas , bastava envolv\u00ea-lo com uma subst\u00e2ncia lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho\u00a0 &#8211; por causa da dor que o gr\u00e3o de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lan\u00e7ou a sua rede e toda a col\u00f4nia de ostras, inclusive a sofredora , foi pescada . O pescador se alegou, levou-as para sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas m\u00e3os e deu uma gargalhada de felicidade: era uma P\u00c9ROLA, uma linda P\u00c9ROLA. Apenas a Ostra sofredora fizera uma P\u00c9ROLA. Ele tomou a P\u00e9rola e deu de presente para sua esposa. Ela ficou muito feliz \u201c<\/p>\n<p>(Rubem Alves).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cleide L\u00e9ria Rodrigues<\/p>\n<p>Psic\u00f3logia Cl\u00ednica CRP03\/18383<\/p>\n<p>Cl\u00ednica Mente Saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>(73)988182419.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cleide L\u00e9ria Rodrigues &nbsp; Longe de mim querer decifrar o que Rubem Alves quis dizer , mas depois de ler este trecho do livro &#8220;Ostra Feliz n\u00e3o faz p\u00e9rola \u201c, eu fiquei pensando&#8230; n\u00e3o podemos entregar ao estilo de vida sofredor ou m\u00e1rtir no intuito de produzir os p\u00e9rolas,mas \u00e9 sabido que a vida n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[29085,3598],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117750"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=117750"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117750\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":117755,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117750\/revisions\/117755"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=117750"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=117750"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=117750"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}