{"id":113568,"date":"2021-02-27T09:30:20","date_gmt":"2021-02-27T12:30:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=113568"},"modified":"2021-02-27T16:49:04","modified_gmt":"2021-02-27T19:49:04","slug":"adeus-gumercindo-da-rocha-dorea-o-editor-de-ilheus-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2021\/02\/27\/adeus-gumercindo-da-rocha-dorea-o-editor-de-ilheus-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"Adeus, Gumercindo da Rocha Dorea! O editor de Ilh\u00e9us para o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-113569\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/gum-1.jpg\" alt=\"gum 1\" width=\"347\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/gum-1.jpg 739w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/gum-1-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Efson Lima<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-93553\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/efson-lima-150x150.png\" alt=\"efson lima\" width=\"150\" height=\"150\" \/>Nas academias de letras, ap\u00f3s o ingresso da pessoa para a confraria, a imortalidade \u00e9 uma palavra &#8211; chave. E o fen\u00f4meno vai se confirmando com a morte paulatina de cada um dos participantes, pois, a morte n\u00e3o confere fim a obra. Esta se perpetua. A imortalidade f\u00edsica foi objeto de desejo entre diversas civiliza\u00e7\u00f5es. Ele impulsionou o surgimento da qu\u00edmica, desenvolveu t\u00e9cnicas de preserva\u00e7\u00e3o de corpos. Se a imortalidade f\u00edsica n\u00e3o pode ser uma constante, a imortalidade simb\u00f3lica continua a toda prova, ele se confirma com a literatura, a m\u00fasica, o cinema, a arquitetura, a ci\u00eancia entre tantas outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nTenho pesquisado sobre a Academia de Letras de Ilh\u00e9us (ALI) desde 2016. Alguns membros da ALI se notabilizaram no cen\u00e1rio nacional e internacional, outros de fei\u00e7\u00e3o menos popular mais com enorme contribui\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio nacional, por vezes, n\u00e3o recebem o devido tratamento. Alguns por estarem afastados da sua p\u00e1tria regional, outros por n\u00e3o estarem sob nossos olhares. N\u00e3o obstante, reza a lenda que santo de casa n\u00e3o faz milagre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre esses que fogem a nossa cabe\u00e7a, podemos registrar Gumercindo, cuja not\u00edcia da morte tomei conhecimento via postagem de Geraldo Lavigne, no Facebook. Gumercindo D\u00f3rea faleceu no dia 21 de fevereiro do corrente ano, no domingo passado. Ele era um dos membros mais velhos da Academia de Letras de Ilh\u00e9us, tinha 96 anos; ocupava a cadeira de n.\u00ba 40. Aparentemente desconhecido em sua terra, foi editor de celebridades nacionais. Talvez, sua postura de vi\u00e9s conservador, como apontou S\u00e9rgio Mattos, tenha colocado &#8211; o em um patamar de menor prest\u00edgio (n\u00e3o somos democr\u00e1ticos): \u201c\u00e9 um dos mais importantes editores nacionais, apesar de ser relegado e contestado devido \u00e0s suas liga\u00e7\u00f5es com o integralismo\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O editor Gumercindo da Rocha Dorea contribuiu para o lan\u00e7amento dos primeiros livros de autores consagrados na atualidade a exemplo de Rubem Fonseca, N\u00e9lida Pi\u00f1on, Fausto Cunha, Gerardo Melo Mour\u00e3o, Astrid Cabral e Marcos Santarrita. Ele foi fundador da GDR, uma editora pioneira na edi\u00e7\u00e3o de livros de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>No sul da Bahia, pouco repercutiu sobre a morte de Gumercindo D\u00f3rea, mas observei registro na Isto \u00c9, Horo do Povo, Publishnews, Folha de S\u00e3o Paulo, Uol entre outros canais de not\u00edcias. A ex &#8211; presidente da Academia Brasileira de Letras, N\u00e9lida Pi\u00f1on, em sua rede social, lembrou do seu editor: \u201cDevo tanto a ele. Apostou em mim sem hesita\u00e7\u00e3o, com honradez, eleg\u00e2ncia moral\u201d. A Academia de Letras de Ilh\u00e9us publicou informa\u00e7\u00f5es sobre a morte do editor no blog da entidade.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Mattos exemplifica a import\u00e2ncia de Gumercindo Dorea para v\u00e1rios escritores baianos ao lembrar das publica\u00e7\u00f5es empreendidas pelo editor, independentemente, de ideologias: Vasconcelos Maia, Castro Alves, Oleone Coelho Fontes, Ild\u00e1sio Tavares, Ivan D\u00f3rea Soares, S\u00e9rgio Mattos, Jorge Medauar, Wilson Lins, Maria da Concei\u00e7\u00e3o Paranhos, Jos\u00e9 Haroldo Castro Vieira, Adonias Filho, Fernando Hupsel de Oliveira, Telmo Padilha, Cyro de Matos, Rubem Nogueira, Raymundo Schaun, Euclides Neto, Fernando Sales e Claudio Veiga. Sem d\u00favida, foram publicados com ele muitos not\u00e1veis baianos.<br \/>\nAs pessoas n\u00e3o morrem, elas permanecem vivas nas mem\u00f3rias dos familiares e amigos. Outras al\u00e9m de permanecerem vivas no seio familiar, entram para a eternidade pelos feitos que fizeram em favor da coletividade. As letras, a ci\u00eancia, as artes&#8230;agradecem.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p>Efson Lima \u2013 doutor em direito\/UFBA. Professor Universit\u00e1rio. Escritor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Efson Lima Nas academias de letras, ap\u00f3s o ingresso da pessoa para a confraria, a imortalidade \u00e9 uma palavra &#8211; chave. E o fen\u00f4meno vai se confirmando com a morte paulatina de cada um dos participantes, pois, a morte n\u00e3o confere fim a obra. Esta se perpetua. 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