{"id":112600,"date":"2021-02-13T09:13:40","date_gmt":"2021-02-13T12:13:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=112600"},"modified":"2021-02-11T11:34:22","modified_gmt":"2021-02-11T14:34:22","slug":"curumim-guardador-de-memorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2021\/02\/13\/curumim-guardador-de-memorias\/","title":{"rendered":"Curumim, guardador de mem\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-112601\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/denilson_Curumin-guardador-de-memorias-2-1-300x231.jpg\" alt=\"denilson_Curumin-guardador-de-memorias-2 (1)\" width=\"377\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/denilson_Curumin-guardador-de-memorias-2-1-300x231.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/denilson_Curumin-guardador-de-memorias-2-1.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 377px) 100vw, 377px\" \/>Oscar D\u2019Ambrosio<\/p>\n<p>Denilson Baniwa traz uma oxigena\u00e7\u00e3o essencial para a arte brasileira. Seu olhar, ao deslocar o eixo da tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 ocidental, obriga a rever conceitos cristalizados em nossa tradi\u00e7\u00e3o visual. A sua origem n\u00e3o o deve colocar como um artista ind\u00edgena limitado a uma tem\u00e1tica \u00e9tnica. Ele \u00e9 um criador visual de origem ind\u00edgena que, em nome de um deslocamento do olhar, lan\u00e7a seus olhares sobre o Brasil e sobre a cultura global sob a perspectiva de retirar todos, inclusive ele mesmo, de qualquer zona de conforto.<\/p>\n<p>\u201cCurumim, guardador de mem\u00f3rias\u201d (tinta acr\u00edlica sobre tecido, 1,60 x 2 m) tem como ponto inicial uma c\u00e9lebre fotografia de Steve Jobs, de c\u00f3coras, com um computador no colo. A, imagem, realizada por Norman Seeff, foi capa da revista Time de 2011, quando o cofundador e ex-CEO da Apple faleceu.<\/p>\n<p>A imagem de Denilson pode ser lida justamente como a apropria\u00e7\u00e3o pela cultura ind\u00edgena do computador e, por extens\u00e3o, da tecnologia, como um local de armazenamento das tradi\u00e7\u00f5es, representadas, por exemplo, nos objetos que est\u00e3o \u00e0 direita e \u00e0 esquerda do jovem \u00edndio.<\/p>\n<p>Essas manifesta\u00e7\u00f5es culturais, sejam utilit\u00e1rias, religiosas ou est\u00e9ticas, se mant\u00eam. Portanto, \u00e9 sinalizado que o \u00edndio do presente precisa dominar e acalentar o que existiu em sua cultura e existe globalmente para, de fato, modelar o que existir\u00e1.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-106832\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oscar-2-300x191.jpg\" alt=\"oscar 2\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oscar-2-300x191.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oscar-2.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Oscar D\u2019Ambrosio \u00e9 graduado em Jornalismo pela USP, mestre em Artes Visuais pela UNESP e doutor e p\u00f3s-doutor em Educa\u00e7\u00e3o, Arte e Hist\u00f3ria da Cultura pela Universidade Mackenzie.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oscar D\u2019Ambrosio Denilson Baniwa traz uma oxigena\u00e7\u00e3o essencial para a arte brasileira. Seu olhar, ao deslocar o eixo da tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 ocidental, obriga a rever conceitos cristalizados em nossa tradi\u00e7\u00e3o visual. A sua origem n\u00e3o o deve colocar como um artista ind\u00edgena limitado a uma tem\u00e1tica \u00e9tnica. Ele \u00e9 um criador visual de origem ind\u00edgena [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[2135,29086,29087,28178],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112600"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=112600"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112600\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":112602,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112600\/revisions\/112602"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=112600"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=112600"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=112600"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}