{"id":1098,"date":"2011-05-04T08:16:00","date_gmt":"2011-05-04T11:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2011\/05\/04\/e-se-fosse-um-tsunami\/"},"modified":"2011-05-04T08:16:00","modified_gmt":"2011-05-04T11:16:00","slug":"e-se-fosse-um-tsunami","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2011\/05\/04\/e-se-fosse-um-tsunami\/","title":{"rendered":"E SE FOSSE UM TSUNAMI?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-KAzFpoOOqOs\/TcE29fI0A3I\/AAAAAAAACHk\/_RxPAYT2hg8\/s1600\/tsunami-2006.jpg\"><img style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-KAzFpoOOqOs\/TcE29fI0A3I\/AAAAAAAACHk\/_RxPAYT2hg8\/s320\/tsunami-2006.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5602819841383990130\" \/><\/a><br \/>Os gestores p\u00fablicos  de  Ilh\u00e9us e Itabuna n\u00e3o podem alegar surpresa diante dos estragos causados pelas chuvas nas duas cidades.<\/p>\n<p>N\u00e3o tivemos aqui um terremoto, maremoto ou tsunami, trag\u00e9dias naturais que o homem ainda n\u00e3o consegue prever com margem de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O que tivemos no eixo Ilh\u00e9us-Itabuna foram fatos previs\u00edveis com resultados igualmente previs\u00edveis.<\/p>\n<p>Desde os tempos imemoriais em que o glorioso Vasco da Gama conseguia vencer o  n\u00e3o menos glorioso Flamengo numa decis\u00e3o de  campeonato, sabe-se que quando chove torrencialmente, os alagamentos s\u00e3o comuns em Itabuna em Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p>Em Ilh\u00e9us, h\u00e1 o agravante dos deslizamentos de morros, que colocam centenas de vidas em risco e em Itabuna as cheias do rio Cachoeira costumam produzir uma legi\u00e3o de desabrigados, por conta das \u00e1guas que invadem localidades ribeirinhas.<\/p>\n<p>S\u00e3o sempre as mesmas cenas, repetidas como um filme velho, de enredo conhecido.<\/p>\n<p>Em sendo assim, se os efeitos s\u00e3o conhecidos, porque n\u00e3o se combatem as causas?<\/p>\n<p>A resposta \u00e9 simples: n\u00e3o existem pol\u00edticas p\u00fablicas para a preven\u00e7\u00e3o de enchentes e deslizamentos mais do que previs\u00edveis.<\/p>\n<p>O que existe s\u00e3o projetos,  que v\u00e3o parar numa gaveta obscura t\u00e3o logo o per\u00edodo de chuvas se encerre e os estragos e as v\u00edtimas desapare\u00e7am do notici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os alagamentos nas \u00e1reas centrais e em alguns bairros de Itabuna e Ilh\u00e9us seriam minimizados com uma a\u00e7\u00e3o simpl\u00f3ria e que deveria ser rotineira (mas n\u00e3o \u00e9), como a limpeza das bocas de lobo. <\/p>\n<p>Administra\u00e7\u00f5es que n\u00e3o cuidam  de coisas banais como essas, obviamente, n\u00e3o v\u00e3o cuidar de projetos mais complexos, como a conten\u00e7\u00e3o de encostas e constru\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es para fam\u00edlias que sobrevivem em \u00e1reas de risco.<\/p>\n<p>As v\u00edtimas, quase sempre pessoas humildes, que se danem para reconstruir suas vidas, reconquistar o que n\u00e3o raro foi adquirido \u00e0 custa de enormes sacrif\u00edcios.<\/p>\n<p>Entra ano, sai ano e \u00e9 sempre a mesma coisa.<\/p>\n<p>Clamar por a\u00e7\u00f5es efetivas, diante de tanto descaso, \u00e9 como chover no molhado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os gestores p\u00fablicos de Ilh\u00e9us e Itabuna n\u00e3o podem alegar surpresa diante dos estragos causados pelas chuvas nas duas cidades. 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