{"id":108539,"date":"2020-11-10T08:20:32","date_gmt":"2020-11-10T11:20:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=108539"},"modified":"2020-11-09T16:32:56","modified_gmt":"2020-11-09T19:32:56","slug":"estudante-baiana-desenvolve-biocombustivel-a-partir-de-bananas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2020\/11\/10\/estudante-baiana-desenvolve-biocombustivel-a-partir-de-bananas\/","title":{"rendered":"Estudante baiana desenvolve biocombust\u00edvel a partir de bananas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-108540\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/banana-1024x580.jpg\" alt=\"banana\" width=\"438\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/banana-1024x580.jpg 1024w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/banana-300x170.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/banana.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/>A banana \u00e9 uma fruta tropical, tipicamente conhecida no mundo inteiro, que possui seu sabor associado a diversos tipos de consumo e sua imagem est\u00e1 presente no imagin\u00e1rio da popula\u00e7\u00e3o, seja em pinturas, em desenhos, roupas ou at\u00e9 mesmo acess\u00f3rios. Entretanto, uma estudante do ensino m\u00e9dio do Instituto Federal da Bahia (Ifba), Raphaella Gondim, decidiu transformar o fruto em algo inusitado: um biocombust\u00edvel. Ela, que faz parte do curso t\u00e9cnico integrado de Qu\u00edmica, encontrou em propriedades da polpa da banana da prata, um potencial para transformar a biomassa em etanol e, a partir da\u00ed, criar um combust\u00edvel sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Raphaella explica que o trabalho vai associar dois fatores importantes, que s\u00e3o o reaproveitamento de uma biomassa que seria descartada e a produ\u00e7\u00e3o de um bioetanol que emite menos gases de efeito estufa, pois o mesmo \u00e9 obtido a partir de uma mat\u00e9ria-prima alternativa \u00e0 cana-de-a\u00e7\u00facar. \u201cNosso maior desejo, meu e do meu grupo de pesquisa, \u00e9 que haja a produ\u00e7\u00e3o de um trabalho que beneficie a sociedade devido aos fatores de sustentabilidade\u201d, disse, ao relembrar que a inspira\u00e7\u00e3o para desenvolver este projeto surgiu durante as pesquisas sobre a produ\u00e7\u00e3o de bioetanol. \u201cFiquei curiosa sobre como funcionavam as etapas de produ\u00e7\u00e3o desse biocombust\u00edvel, e percebi que o mesmo pode ser produzido a partir de diferentes biomassas, ent\u00e3o comecei a pesquisar sobre poss\u00edveis op\u00e7\u00f5es e percebi o grande potencial das bananas como mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o do etanol. Esse potencial se deve tanto \u00e0s altas taxas de a\u00e7\u00facares na fruta, como \u00e0s altas taxas de perda e desperd\u00edcio da mesma\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, o diferencial desse estudo \u00e9 que ele apresenta n\u00e3o s\u00f3 vantagens ambientais, como tamb\u00e9m vantagens econ\u00f4micas, visto que o projeto n\u00e3o necessita de custos com a aquisi\u00e7\u00e3o da biomassa, uma vez que a mesma seria descartada. \u201cAl\u00e9m disso, uma das nossas hip\u00f3teses \u00e9 que o etanol obtido da banana apresente vantagens no rendimento quando comparado ao etanol da cana-de-a\u00e7\u00facar. Os benef\u00edcios al\u00e9m de ambientais tornam-se tamb\u00e9m econ\u00f4micos, pois esperamos que o \u201cBananol\u201d, nome que batizamos o produto, apresente um melhor custo-benef\u00edcio quando comparado a outras op\u00e7\u00f5es e, assim, possa ser utilizado amplamente pela popula\u00e7\u00e3o, que costuma evitar o produto devido ao alto custo comparado \u00e0 gasolina\u201d, destacou.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Em n\u00fameros, Raphaella almeja alcan\u00e7ar uma redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 47,59% nas emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono, o principal causador do aquecimento global, quando comparado ao etanol da cana-de-a\u00e7\u00facar. Segundo ela, esta diminui\u00e7\u00e3o deve-se \u00e0 falta do uso de cal e de fertilizantes, juntamente com a falta da queima do canavial e do palhi\u00e7o \u2013 pr\u00e1tica muito comum na produ\u00e7\u00e3o da cana-de-a\u00e7\u00facar. \u201cDevido \u00e0 pandemia, estamos em fase inicial. At\u00e9 o momento foram realizadas atividades que n\u00e3o necessitavam da utiliza\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio de qu\u00edmica e de toda sua infraestrutura. Dessa forma, daremos andamento \u00e0 metodologia planejada assim que poss\u00edvel\u201d, finalizou a estudante.<\/p>\n<p>Bahia Faz Ci\u00eancia<\/p>\n<p>A Secretaria Estadual de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Secti) e a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ci\u00eancia e do Pesquisador Cient\u00edfico, 8 de julho de 2019, uma s\u00e9rie de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o de forma a contribuir com a melhoria de vida da popula\u00e7\u00e3o em temas importantes como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, dentre outros. As mat\u00e9rias s\u00e3o divulgadas semanalmente, sempre \u00e0s segundas-feiras, para a m\u00eddia baiana, e est\u00e3o dispon\u00edveis no site e redes sociais da Secretaria e da Funda\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomenda\u00e7\u00f5es podem ser feitas atrav\u00e9s do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A banana \u00e9 uma fruta tropical, tipicamente conhecida no mundo inteiro, que possui seu sabor associado a diversos tipos de consumo e sua imagem est\u00e1 presente no imagin\u00e1rio da popula\u00e7\u00e3o, seja em pinturas, em desenhos, roupas ou at\u00e9 mesmo acess\u00f3rios. Entretanto, uma estudante do ensino m\u00e9dio do Instituto Federal da Bahia (Ifba), Raphaella Gondim, decidiu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[1760,16853,28441,9570],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108539"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108539"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108539\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":108541,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108539\/revisions\/108541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}