{"id":106819,"date":"2020-10-01T11:30:08","date_gmt":"2020-10-01T14:30:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=106819"},"modified":"2020-10-01T09:26:39","modified_gmt":"2020-10-01T12:26:39","slug":"106819","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2020\/10\/01\/106819\/","title":{"rendered":"Agro.BR promove workshop sobre desafios e oportunidades para a exporta\u00e7\u00e3o do cacau"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-98598\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cacau-es.jpg\" alt=\"cacau es\" width=\"491\" height=\"277\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cacau-es.jpg 780w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cacau-es-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/>A Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), em parceria com a Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (Apex-Brasil) e o Sistema FAEB\/Senar, realizou, na quarta (30), um workshop setorial do Projeto Agro.BR para debater os desafios e as oportunidades para a exporta\u00e7\u00e3o do cacau.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-106820\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/ig-cacau-cc-300x219.jpg\" alt=\"ig cacau c&amp;c\" width=\"300\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/ig-cacau-cc-300x219.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/ig-cacau-cc.jpg 539w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O evento contou com o apoio da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado da Bahia (FIEB), do Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae\/BA) e com a participa\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios rurais e especialistas para acesso a novos mercados.<\/p>\n<p>Na abertura do encontro, o vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado da Bahia (FAEB), Guilherme Moura, afirmou que o objetivo da iniciativa \u00e9 aproximar o produtor rural brasileiro do com\u00e9rcio exterior, proporcionando melhoria da rentabilidade do seu neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>\u201cA gente sabe que se os requisitos forem cumpridos, a exporta\u00e7\u00e3o se viabiliza. O nosso papel \u00e9 auxiliar os produtores a colocarem seus produtos em nichos de mercados\u201d.<\/p>\n<p>O workshop setorial foi moderado pelo consultor do Agro.BR na Bahia, Roberto Vianna, e dividido em dois paineis. O primeiro tratou sobre o cen\u00e1rio do com\u00e9rcio internacional, an\u00e1lises e perfil do cacau brasileiro, al\u00e9m de estrat\u00e9gias de mercado e comercializa\u00e7\u00e3o do cacau fino.<\/p>\n<p>O consultor em Cadeias Produtivas e Data Science, Lucas Rasi, apresentou um estudo sobre a produ\u00e7\u00e3o do cacau no mundo. \u201cA oferta de cacau no mundo \u00e9 relativamente limitada. \u00c9 uma fruta que n\u00e3o \u00e9 produzida em qualquer pa\u00eds, pois exige condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas espec\u00edficas. E 80% do cacau produzido no mundo v\u00eam de pa\u00edses africanos, sendo Costa do Marfim e Gana os principais produtores\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div id=\"attachment_106821\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-106821\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-106821\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/ali-4-300x300.jpg\" alt=\"Cristiano Sant\u00b4Anna\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/ali-4-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/ali-4-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/ali-4.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-106821\" class=\"wp-caption-text\">Cristiano Sant\u00b4Anna<\/p><\/div>\n<p>Segundo Rasi, quase metade do cacau mundial \u00e9 processada no pr\u00f3prio local de produ\u00e7\u00e3o. \u201cOs pa\u00edses africanos t\u00eam aumentado o processamento e a industrializa\u00e7\u00e3o do cacau no seu local de origem. Ao inv\u00e9s da fruta, eles exportam a manteiga, a massa e isso agrega valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O diretor cient\u00edfico do Centro de Inova\u00e7\u00e3o do Cacau, Cristiano Villela Dias, disse que o mercado de manteiga tem crescido no mundo inteiro, tanto no ramo aliment\u00edcio quanto no cosm\u00e9tico. Entretanto, h\u00e1 grandes oportunidades de neg\u00f3cios para o chocolate fino de origem.<\/p>\n<p>\u201cNo Brasil, as demandas do mercado dom\u00e9stico quase impedem a exporta\u00e7\u00e3o de cacau b\u00e1sico (bulk). Para alcan\u00e7ar o mercado internacional, precisamos qualificar o produtor sobre o que \u00e9 cacau fino de alto padr\u00e3o e qualidade e qual se enquadra nas classifica\u00e7\u00f5es internacionais. \u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o de imagem do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Ainda no primeiro painel, o CEO da Dengo Chocolates, Estevan Sartoreli, afirmou que o produtor de cacau brasileiro vem sofrendo achatamento ao longo dos anos. \u201cNa d\u00e9cada de 80, o produtor tinha participa\u00e7\u00e3o de 16% no valor gerado na cadeia. Hoje, a depender do mercado, \u00e9 de 3 a 6% de valor agregado\u201d.<\/p>\n<p>Sartoreli tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia de se produzir um cacau de qualidade. \u201cO custo de produ\u00e7\u00e3o de um cacau fino\/premium \u00e9 cerca de 10% a 20% sobre o pre\u00e7o da commodity, dependendo do per\u00edodo do ano na Bahia\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 no segundo painel, o coordenador do Senar\/Bahia, Aloisio Junior, apresentou o programa Pro-Senar Cacau, que tem por objetivo melhorar a produtividade e a rentabilidade do neg\u00f3cio rural, promovendo a forma\u00e7\u00e3o profissional do produtor e difundindo tecnologias, por meio da Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Gerencial.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s trabalhamos com \u00e1reas demonstrativas para que o produtor assuma um compromisso de implantar as tecnologias e manejo recomendados. Existem alguns desafios, como estiagem, m\u00e3o de obra especializada, gest\u00e3o da propriedade, beneficiamento, recursos financeiros, \u00e1reas degradadas ou com erros de implanta\u00e7\u00e3o e at\u00e9 tempo para obter resultados ap\u00f3s renova\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Aloisio.<\/p>\n<p>Em sua exposi\u00e7\u00e3o, a gerente do Sebrae Ilh\u00e9us, Claudiana Figueiredo, mostrou aos participantes algumas prepara\u00e7\u00f5es que a entidade oferece para a certifica\u00e7\u00e3o do cacau. Uma delas \u00e9 a adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 norma Rainforest Aliance para agricultura sustent\u00e1vel (c\u00f3digo de conduta e cadeia de cust\u00f3dia). H\u00e1 tamb\u00e9m a adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00a0regulamenta\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica no Brasil e a adequa\u00e7\u00e3o para certifica\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o integrada da cadeia agr\u00edcola e boas pr\u00e1ticas na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p>O executivo da Associa\u00e7\u00e3o Cacau Sul da Bahia, Cristiano Santana, falou sobre o apoio \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito do Agro.BR. \u201cHoje temos 15 cooperativas associadas em 9 munic\u00edpios da regi\u00e3o Sul da Bahia. Quando surgiu o projeto Agro.BR, levamos para os membros e conseguimos que cinco deles aderissem ao projeto. \u00c9 um grande trabalho de organiza\u00e7\u00e3o da cadeia\u201d.<\/p>\n<p>Durante o segundo painel, a gerente de Com\u00e9rcio Exterior da FIEB, Patr\u00edcia Orrico, informou as pr\u00f3ximas a\u00e7\u00f5es da entidade com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 promo\u00e7\u00e3o comercial, acesso a mercado e capacita\u00e7\u00f5es. \u201cNosso foco \u00e9 na melhoria da empresa, da sua competitividade na esfera internacional. Para isso, trabalhamos com a promo\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios em feiras nacionais e internacionais, miss\u00f5es prospectivas e comercias e rodadas de neg\u00f3cios\u201d.<\/p>\n<p>Por fim, a coordenadora de Exporta\u00e7\u00e3o da CNA, Camila Sande, fez uma apresenta\u00e7\u00e3o sobre o projeto Agro.BR. \u201c\u00c9 resultado de um conv\u00eanio entre a CNA e Apex-Brasil voltado \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o do agro brasileiro. A iniciativa auxilia o empres\u00e1rio do setor, viabilizando neg\u00f3cios internacionais para aumentar a presen\u00e7a de pequenos e m\u00e9dios produtores no com\u00e9rcio exterior, al\u00e9m de diversificar a pauta de exporta\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com Sande, as cadeias e produtos priorit\u00e1rios do projeto s\u00e3o: caf\u00e9s especiais, l\u00e1cteos, mel e derivados, pescados e aquicultura, flores, frutas, vegetais e castanhas. Dentre as principais a\u00e7\u00f5es est\u00e3o semin\u00e1rios virtuais, rodadas de neg\u00f3cios, vitrine virtual e portf\u00f3lio digital, em ingl\u00eas e mandarim, para distribui\u00e7\u00e3o para compradores internacionais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), em parceria com a Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (Apex-Brasil) e o Sistema FAEB\/Senar, realizou, na quarta (30), um workshop setorial do Projeto Agro.BR para debater os desafios e as oportunidades para a exporta\u00e7\u00e3o do cacau. 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