{"id":104268,"date":"2020-07-25T11:00:45","date_gmt":"2020-07-25T14:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=104268"},"modified":"2020-07-24T18:22:31","modified_gmt":"2020-07-24T21:22:31","slug":"ilheus-uma-cidade-literaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2020\/07\/25\/ilheus-uma-cidade-literaria\/","title":{"rendered":"Ilh\u00e9us &#8211; uma Cidade Liter\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-104270\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/jorge-a-225x300.jpg\" alt=\"jorge a\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/jorge-a-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/jorge-a.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Efson\u00a0 Lima<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-93553\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/efson-lima-150x150.png\" alt=\"efson lima\" width=\"150\" height=\"150\" \/>No ano passado, publiquei esse texto, mas n\u00e3o no Blog do Thame. Entretanto, volta e meia o assunto \u00e9 retomando e muito tem se discutido a import\u00e2ncia de Ilh\u00e9us no cen\u00e1rio liter\u00e1rio nacional. Sem d\u00favida alguma, a cidade de Ilh\u00e9us e o sul da Bahia s\u00e3o um polo de produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Temos alguns escritores consagrados, assim como tamb\u00e9m temos um grande contingente de novos escritores.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nRecentemente, tenho acompanhado algumas lives mediadas por Luh Oliveira, membro da Academia de Letras de Ilh\u00e9us e escritora com oito livros publicados. Na live \u00faltima, de quarta-feira, dia 22\/07\/2020, ela recebeu o professor Ramayana Varges, tamb\u00e9m membro da Academia de Letras de Ilh\u00e9us, um mestre da literatura do sul da Bahia. Afinal, quem n\u00e3o lembra dos aul\u00f5es do estimado Rama, \u00e0s v\u00e9speras do vestibular da UESC? Era motivo de romaria a Ilh\u00e9us e ao Instituto Nossa Senhora da Piedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nRegistrei algum tempo, que fui destacado para ajudar na Antologia Bardos Baianos, Litoral Sul, precisava-se identificar 50 poetas. Rapidamente, os cinquenta poetas foram alcan\u00e7ados. Alguns deles poetas consolidados e uma outra pl\u00eaiade enorme de novos poetas, que publicaram em livros pela primeira vez. Que as ben\u00e7\u00e3os liter\u00e1rias os guiem para portos seguros. O Bardos Baianos \u00e9 um projeto da Cogito Editora, que cobrir\u00e1 todos os territ\u00f3rios de identidade da Bahia. Salve, salve!<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para al\u00e9m da cidade de S\u00e3o Jorge de Ilh\u00e9us ser conhecida internacionalmente pelas belezas naturais e pela Hist\u00f3ria, outras caracter\u00edsticas demarcam a cidade m\u00e3e do sul da Bahia. A Princesa do Sul tamb\u00e9m chama a nossa aten\u00e7\u00e3o, a dos visitantes e a de diversos interessados pela literatura. N\u00e3o nos reta d\u00favida que o campo liter\u00e1rio \u00e9 construtor do imagin\u00e1rio da cidade de Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m das lives de Luh Oliveira, temos tamb\u00e9m a live da \u201cViadestinos\u201d, uma ag\u00eancia de viagens, que tem promovido lives e um dos convidados foi o professor Andr\u00e9 Rosa, que de forma significativa, ele foi apresentando brilhantemente a cidade de Ilh\u00e9us pela via liter\u00e1ria. Trouxe tamb\u00e9m a gastronomia e os espa\u00e7os f\u00edsicos para al\u00e9m dos Centro Hist\u00f3rico da Cidade. Nessa senda, v\u00e1rios s\u00e3o os espa\u00e7os f\u00edsicos, as ruas e os alimentos que nos tocam pela literatura. A literatura oriunda das terras de Ilh\u00e9us at\u00e9 pode ser considerada de cunho regionalista, mas foi universalizada e alcan\u00e7a o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aproveito, com a devida v\u00eania, para sensibilizar alguns, que Ilh\u00e9us pode aproveitar a qualidade de cidade liter\u00e1ria para fazer parte do projeto da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (UNESCO) batizado de Rede de Cidades Criativas. Salvador integra no campo da m\u00fasica. Ilh\u00e9us pode fazer parte do clube pela via da literatura. Certamente far\u00e1 um bem enorme a Princesa do Sul e a literatura regional. Certa vez, o escritor Adonias Filho perguntado sobre o que Ilh\u00e9us produzia, al\u00e9m de cacau, ele respondeu \u2013 escritores, conforme vaticinou a professora Maria Luiza Heine, no Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us, certa vez.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nA Rede de Cidades Criativas foi criada pela UNESCO em 2004, cujo objetivo \u00e9 promover a coopera\u00e7\u00e3o com e entre as cidades que identificaram a criatividade como um fator estrat\u00e9gico para o desenvolvimento urbano sustent\u00e1vel. A rede tamb\u00e9m est\u00e1 comprometida com o desenvolvimento da Agenda para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel 2030 e est\u00e3o entre seus objetivos s\u00e3o o estimulo e o refor\u00e7o as iniciativas lideradas pelas cidades-membros para tornar a criatividade um componente essencial do desenvolvimento urbano por meio de parcerias entre os setores p\u00fablico e privado e a sociedade civil.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n\u00c9 e transformador para os apaixonados por livros aos caminhar por cen\u00e1rios de obras e lugares onde viveram escritores. Pode se vislumbrar uma experi\u00eancia rom\u00e2ntica, alvissareira, transformadora ou at\u00e9 mesmo alfabetizadora&#8230; os sentimentos s\u00e3o os mais diferentes. Afinal, a literatura nos leva a diferentes lugares, deixa-nos curiosos para conhecer e Ilh\u00e9us desperta esse fasc\u00ednio internacionalmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nA literatura pode ser instrumento de emancipa\u00e7\u00e3o. Lembro at\u00e9 hoje da minha primeira obra lida \u2013 Capit\u00e3es de Areia, de Jorge Amado. Como n\u00e3o agradecer a professora Ana Maria, do IME. Nunca mais fui o mesmo. Obrigado!<br \/>\nPara uma cidade ser considerada liter\u00e1ria, a UNESCO imp\u00f5e algumas exig\u00eancias: que ocorram eventos liter\u00e1rios, como festivais, a exist\u00eancia de bibliotecas, livrarias e centros culturais, p\u00fablicos ou privados e que tenham por fim \u00faltimo a promo\u00e7\u00e3o da literatura.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nA cidade de Ilh\u00e9us \u00e9 tamb\u00e9m uma urbis liter\u00e1ria pelos aspectos t\u00e3o comuns ao campo liter\u00e1rio. A cidade pertence a grandes escritores, como Jorge Amado, Adonias Filho, Sos\u00edgenes Costa, dos contos de H\u00e9lio P\u00f3lvora. A cidade foi parar nos livros e se transformou em cen\u00e1rio e enredo. \u00c9 a cidade tamb\u00e9m dos hai-kais de Abel Pereira. \u00c9 a terra de cora\u00e7\u00e3o do historiador Arl\u00e9o Barbosa, personagem vivo e encantador, com seu beste seller regional \u201cNot\u00edcia Hist\u00f3rica de Ilh\u00e9us\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nA cidade tamb\u00e9m \u00e9 celeiro de jovens escritores como Fabr\u00edcio Brand\u00e3o, Gustavo Cunha, Marcus Vinicius Rodrigues, Geraldo Lavigne, do paulista Gustavo Felic\u00edssimo, \u00e0s vezes, alguns deles com origem extra Ilh\u00e9us, mas que burilam os textos a partir deste lugar. A cidade tamb\u00e9m \u00e9 lugar privilegiado para a literatura popular. Aqui merecem registros os cord\u00e9is da Mestra Janete Lainha e a sua xilogravura, que tanto abrilhanta o mundo da literatura e nos insere neste lugar de destaque.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nA cidade \u00e9 palco da Festival Liter\u00e1rio de Ilh\u00e9us (FLIOS), que alcan\u00e7ou a quarta edi\u00e7\u00e3o em 2019. Vida longa! Ent\u00e3o, fica um desafio aos organizadores para realizar de forma virtual. Vamos ocupar as redes. Fazer as mesas liter\u00e1rias. Assegurar o concurso liter\u00e1rio ( Pr\u00eamio Sos\u00edgenes Costa).\u00c9 lugar da Mostra Jorge Amado de Arte &amp; Cultura. Esses eventos demarcam o lugar da literatura. A cidade \u00e9 cen\u00e1rio para diversas obras liter\u00e1rias. \u00c9 cidade de novela \u2013 isto soma e enriquece o aspecto liter\u00e1rio, ampliando para as fazendas de cacau. Afinal, a novela Renascer continua viva na mem\u00f3ria afetiva dos brasileiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nA cidade possui a Academia de Letras de Ilh\u00e9us, que completou 60 anos em mar\u00e7o de 2019, cujo lema de \u201cServir \u00e0 p\u00e1tria cultuando as letras\u201d n\u00e3o deixa d\u00favida da qualidade destes abnegados que insistem e nos alimentam com a chama liter\u00e1ria (Andr\u00e9 Rosa, Pawlo Cidade, Maria Schaun, Maria Luiza Heine, Ruy P\u00f3voas, os j\u00e1 mencionados Luh Oliveira, Ramayana Vargens e tantos outros, que injustamente vou deixando de citar). Este \u00e9 locus importante para a forma\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da cultura regional. A UESC pode contribuir para o projeto. Em seu seio est\u00e1 a Editus, que muito tem contribu\u00eddo para as obras de escritores regionais. A pr\u00f3pria Universidade tem desenvolvido semin\u00e1rios e inserido os estudos da literatura regional em seus cursos.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nN\u00e3o obstante, o Programa Estrat\u00e9gico da Cultura \u2013 Cultura 500, da Secretaria de Cultura de Ilh\u00e9us, tra\u00e7ou um cen\u00e1rio para a cidade nos pr\u00f3ximos 15 anos e lan\u00e7ou as estrat\u00e9gias para Ilh\u00e9us chegar aos seus 500 anos, sendo um munic\u00edpio refer\u00eancia na \u00e1rea da Cultura, portanto, Ilh\u00e9us, Cidade Liter\u00e1ria \u00e9 um caminho. Espero que n\u00e3o desapare\u00e7a. Ilh\u00e9us pode transformar a Soares Lopes em um parque liter\u00e1rio. Pode tamb\u00e9m aproveitar a expertise do Teatro Popular de Ilh\u00e9us e transformar os galp\u00f5es do antigo Porto em um polo cultural com teatro, gastronomia, artes urbanas e integrar com o visual e o mundo virtual. A Ilh\u00e9us pode mais. Seus filhos merecem. Os seus filhos adotivos, como eu, agradecemos. Os visitantes v\u00e3o melhor ver a cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nPor tudo isto, Ilh\u00e9us deve perseguir o t\u00edtulo de Cidade Liter\u00e1ria da UNESCO. Ainda n\u00e3o h\u00e1 cidade brasileira na \u00e1rea de literatura. Assim como Florian\u00f3polis foi \u00e0 primeira cidade brasileira a conquistar seu espa\u00e7o na rede UNESCO de Cidades Criativas pela \u00e1rea de gastronomia, em 2014, a Princesa do Sul merece que seu povo se re\u00fana e a confirme como CIDADE LITER\u00c1RIA. De fato, Ilh\u00e9us j\u00e1 \u00e9 liter\u00e1ria. Mais que um t\u00edtulo, \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o de sua contribui\u00e7\u00e3o para a literatura e mais uma porta para a consolida\u00e7\u00e3o do turismo e da cultura local. A literatura, a Hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us com suas est\u00f3rias e as belezas naturais da Terra de S\u00e3o Jorge encantam a todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p><em>Efson Lima \u00e9\u00a0Coordenador \u2013 geral da P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, Pesquisa e Extens\u00e3o da Faculdade 2 de Julho. Doutor, mestre e bacharel em Direito pela UFBA.\u00a0efsonlima@gmail.com<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Efson\u00a0 Lima No ano passado, publiquei esse texto, mas n\u00e3o no Blog do Thame. Entretanto, volta e meia o assunto \u00e9 retomando e muito tem se discutido a import\u00e2ncia de Ilh\u00e9us no cen\u00e1rio liter\u00e1rio nacional. Sem d\u00favida alguma, a cidade de Ilh\u00e9us e o sul da Bahia s\u00e3o um polo de produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. 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