{"id":101550,"date":"2020-04-28T11:24:28","date_gmt":"2020-04-28T14:24:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=101550"},"modified":"2020-04-28T15:49:58","modified_gmt":"2020-04-28T18:49:58","slug":"os-livros-e-seus-fazedores-uma-ode-a-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2020\/04\/28\/os-livros-e-seus-fazedores-uma-ode-a-liberdade\/","title":{"rendered":"Os livros e seus fazedores \u2013 uma ode a liberdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Efson Lima<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-93553\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/efson-lima-205x300.png\" alt=\"efson lima\" width=\"205\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/efson-lima-205x300.png 205w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/efson-lima.png 333w\" sizes=\"(max-width: 205px) 100vw, 205px\" \/>Dia 23 de abril se comemora o Dia Mundial do Livro e tamb\u00e9m dos Direitos do Autor. \u00a0Poderia ser mais uma data, mas lembrar o dia do livro se tornou uma data obrigat\u00f3ria para quem cultiva a liberdade. Para al\u00e9m da liberdade, tamb\u00e9m \u00e9 uma data muito especial para a cadeia do livro, para o processo criativo, para a economia, para a cultura&#8230; A import\u00e2ncia \u00e9 enorme, desde quando Gutemberg inventou a imprensa, certamente, o fato possibilitou uma prolifera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o sem precedente, ent\u00e3o, os interessados podiam consultar as fontes.\u00a0 Por \u00f3bvio, a oralidade continuou, mas os registros foram sendo feitos e difundidos na sociedade. O homem n\u00e3o seria o mesmo, encontrava outros ares. Os limites passaram a ser a\u00a0 capacidade de imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00a0natural que as rupturas com o passado nem sempre acontecem com um passe de m\u00e1gica. \u00c9 um fazer, \u00e9 um construir permanente com idas e vindas. As transforma\u00e7\u00f5es decorrem dos valores \u00a0que s\u00e3o cotejados pela sociedade. Nem sempre a transfigura\u00e7\u00e3o \u00e9 moment\u00e2nea.\u00a0 O bom (nem sempre) \u00e9 que essas modifica\u00e7\u00f5es nos atingiram com o passar do tempo, alcan\u00e7aram tamb\u00e9m as terras sul baianas com o colonizador.<\/p>\n<p>Uma mudan\u00e7a pode levar a outra. Assim, alcan\u00e7amos o s\u00e9culo XX, que foi f\u00e9rtil para as tipografias, para o surgimento de livros. E nas terras do cacau, elas ajudaram a\u00a0 consolidar a express\u00e3o \u201cna\u00e7\u00e3o grapi\u00fana\u201d. Deram vozes aos escritores regionais, permitiu que Adonias Filho informasse ao mundo que al\u00e9m de cacau, aquela civiliza\u00e7\u00e3o \u00a0dava frutos em forma de escritores. Afinal, a terra era f\u00e9rtil de escritores ( continua), mesmo os n\u00e3o nascidos eram\/s\u00e3o contaminados pela fecunda liter\u00e1ria. Portanto, sempre que posso insisto na terminologia da regi\u00e3o liter\u00e1ria e\/ou em Ilh\u00e9us como uma cidade liter\u00e1ria.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-101551\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/jorge-tocaia-209x300.jpg\" alt=\"jorge tocaia\" width=\"209\" height=\"300\" \/>Estou a ler,\u00a0 neste per\u00edodo,\u00a0 \u201c Terras do sem -fim \u201c\u00a0 e \u201cTocaia Grande\u201d\u00a0 para desenvolver melhor essa ideia das terras da literatura, afinal, temos a literatura do cacau. \u00a0Estas s\u00e3o apenas duas obras de Jorge Amado, que sem d\u00favida, foi o nosso escritor maior. Mas temos tantos outros que moraram ou passaram por essa regi\u00e3o:\u00a0 Milton Santos, o j\u00e1 evidenciado Adonias Filho, Sos\u00edgenes Costa, H\u00e9lio P\u00f3lvora, Telmo Padilha, Valdelice Pinheiro e Euclides Neto \u2013 este com diversos livros sobre o homem do campo. \u00a0Fazedores de livros. Temos tamb\u00e9m os atuais: Cyro de Matos e Aleilton Fonseca, ambos pertencente \u00e0 Academia de Letras de Ilh\u00e9us e da Academia de Letras da Bahia. Escritores que ultrapassam as barreiras desta regi\u00e3o, possuem a capacidade de transportar nossas ideias, nossas identidades por meio dos livros. Somos gratos!\u00a0 Eleva-nos a categoria de civilizados.<\/p>\n<p>Temos escritores mais novos, tais como Geraldo Lavigne, Luh Oliveira, Pawlo Cidade, este por sinal, abrilhantou-nos com uma live no Facebook sobre processos criativos ao narrar sobre seus processos, \u00a0estimulando mais de uma dezena de pessoas a se lan\u00e7arem ou aperfei\u00e7oarem a escrita. N\u00e3o s\u00f3 basta escrever, desperta a solidariedade mesmo que a escrita tenha um tra\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o individual. Pawlo tem 17 livros publicados e alguns no forno. Em breve, vamos sabore\u00e1-los. Afinal, ler \u00e9 um ato gastron\u00f4mico cont\u00ednuo. V\u00e3o tamb\u00e9m nesta senda e brilhando: Marcus Vinicius Rodrigues que estar sempre a nos abra\u00e7ar com o mar;\u00a0 Tom S. Figueiredo \u2013 um escritor premiado e com uma produ\u00e7\u00e3o diversificada; e Fabr\u00edcio Brand\u00e3o com\u00a0 a Revista\u00a0 Diversos Afins e com as \u00a0suas levas, ficamos curiosos, periodicamente, por elas. Certamente s\u00e3o muitos outros escritores. \u00c9 uma mina constante o sul da Bahia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-101552\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/nora.png\" alt=\"nora\" width=\"172\" height=\"250\" \/>Se o in\u00edcio do\u00a0 S\u00e9culo XX possibilitou as nossas caminhadas com a literatura impressa, foi tamb\u00e9m no final daquele s\u00e9culo que surgiu a Editus, no ber\u00e7o da UESC. Por vezes, essa editora pode \u00a0passar despercebida at\u00e9 mesmo entre os sul baianos. N\u00e3o sei exatamente quantos escritores e autores regionais j\u00e1 foram publicados por ela, mas sem d\u00favida alguma, foi important\u00edssima, pois, mesmo diante da crise do cacau, ela conseguiu manter viva a\u00a0 chama da escrita. Foram textos cient\u00edficos, ensaios&#8230; liter\u00e1rios, textos sobre a hist\u00f3ria regional, foi esse ambiente que permitiu a ideia circular. Estimulou a escrita. Lembremos que o acesso massivo \u00e0 internet\u00a0 s\u00f3 veio acontecer de forma tardia no Brasil e no sul da Bahia n\u00e3o foi diferente [sou um daqueles que s\u00f3 consegui pilotar um computador j\u00e1 em Salvador (2007), mesmo assim, coletivo, na Resid\u00eancia Universit\u00e1ria].<\/p>\n<p>Portanto, reconhecer o trabalho da EDITUS \u00e9 primordial. Sabemos tamb\u00e9m que as institui\u00e7\u00f5es podem surgir, mas pessoas precisam liderar, ser jeitosas, respons\u00e1veis e acreditar naquilo que estar a gerenciar sem deixar de olhar a b\u00fassola que, por vezes, parece n\u00e3o nos levar a lugar algum. Ent\u00e3o, tem-se uma figura feminina, a senhora Maria Luiza Nora, conhecida como Ba\u00edsa. N\u00e3o a conhe\u00e7o e o que sei dela s\u00e3o pelos livros e por sua produ\u00e7\u00e3o. Mas posso dizer que \u00e9 a \u201cfazedora de livros\u201d, a fazedora de escritores regionais.<\/p>\n<p>Estava a ler sobre o professor Ruy P\u00f3voas, eis que encontro o artigo \u201cA Obra de\u00a0 Ruy P\u00f3voas: Percurso Editorial\u201d da fazedora de livros sobre o papel que exerceu para que conhec\u00eassemos as produ\u00e7\u00f5es do professor Ruy, especialmente, a partir de 1996. Lendo o livro\u201c Cr\u00f4nica da Capitania de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us\u201d, de Jo\u00e3o da Silva Campos, na semana passada, verifiquei que l\u00e1 estava como Diretora da Editus, Maria Luiza Nora; e\u00a0 Maria Schaun, assessora na Editus e respons\u00e1vel por cuidar da 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo em tela. Pap\u00e9is importantes no processo de editoria. \u00a0A capa do livro \u00e9 primorosa. Ent\u00e3o, os livros tamb\u00e9m permitem resgatar nossas hist\u00f3rias. Refletir \u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es humanas. Assim, verificamos acertos e erros. Avancemos!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-101553\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/paulo-cidade.png\" alt=\"paulo cidade\" width=\"259\" height=\"194\" \/>A publica\u00e7\u00e3o de autores regionais e as tem\u00e1ticas da regi\u00e3o contribu\u00edram para consolidar a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria; a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e a sua difus\u00e3o. T\u00e3o cara aos dias atuais e t\u00e3o exig\u00edvel pelas as ag\u00eancias de pesquisa. Pouco se falava, mas j\u00e1 se cumpria a miss\u00e3o na UESC ao seguir as diretrizes da professora\u00a0 Ren\u00e9e Albagli, reitora na \u00e9poca, quando criou a Editus e tra\u00e7ou como um dos objetivos: publicar e incentivar autores regionais e novos autores.<\/p>\n<p>Assim sendo, temos a EDITUS que vai brilhando com outras lideran\u00e7as e cumprindo com sua miss\u00e3o institucional, fomentando e apresentando novos escritores. A EDITUS com a Academia de Letras de Ilh\u00e9us promovem o concurso liter\u00e1rio Sos\u00edgenes Costa, permitindo que os escritores baianos se inscrevam e passem pelo processo de editora\u00e7\u00e3o, sem falar na premia\u00e7\u00e3o em esp\u00e9cie e a promo\u00e7\u00e3o do Festival Liter\u00e1rio de Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p>Vivam os fazedores de livros: os autores, as editoras, os revisores e toso o pessoal que trabalha com esse of\u00edcio. Temos\u00a0 as livrarias e seus livreiros. Surgiram as plataformas virtuais que continuam a massificar e a aproximar mundos t\u00e3o distantes e grandes, que parecem pequeno.<\/p>\n<p>Os livros transportam ideias, pensamentos. Eles s\u00e3o feitos porque somos livres para pensar, para idealizar. Cultivar boas imagina\u00e7\u00f5es. Os livros carregam\u00a0 ideias pol\u00edticas, defendem igualdade, semeiam a fraternidade. Permitem florescer rosas, apesar de os espinhos nascerem tamb\u00e9m. Mas, vamos tomando os cuidados que n\u00e3o nos machucam. O libert\u00e1rio consegue conviver com os diferentes, com o que pensa o ditatorialmente. Mas aquele que pensa ditatorialmente n\u00e3o consegue conviver com o libert\u00e1rio e muito menos com o diferente.\u00a0 Quando os libert\u00e1rios assim n\u00e3o fazem, recebem cr\u00edticas e considera\u00e7\u00f5es irrepreens\u00edveis s\u00e3o feitas. \u00c9 o demarcador da democracia. \u00a0Afinal, no papel e nas artes podem caber tudo, mas os nossos atos e gestos n\u00e3o comportam atitudes intolerantes, n\u00e3o permitem o cultivo dos atos antidemocr\u00e1ticos. Os livros s\u00e3o luzes, mesmo que alguns insistam em p\u00f4r fim a claridade.<\/p>\n<p>Penso que o excerto do discurso de posse de Adonias Filho, na Academia Brasileira de Letras, sintetiza o culto pela liberdade e pelos valores de um Estado Democr\u00e1tico de Direito: \u201cSeria imperdo\u00e1vel n\u00e3o mover o tempo, fazendo-o recuar, retomando o passado como a demonstrar que a inf\u00e2ncia n\u00e3o morre. O menino est\u00e1 deitado na terra, sombras na ro\u00e7a de cacau, os homens cortam os frutos. O agreste de Ilh\u00e9us, Itabuna e Itaju\u00edpe, em todas as aventuras do povo do sul da Bahia, chega pelas vozes que narram. Her\u00f3is que se isolam, o sangue escorre na fala, o menino escuta. A saga \u00e9 violenta, guerra e \u00f3dio, tamb\u00e9m piedade e amor, a carga humana pesa como o ch\u00e3o de \u00e1rvores. Ouviu, o menino ouviu. E quando o romancista se debru\u00e7a para escrever\u00a0&#8211; sem reinventar a f\u00e1bula regional, sem trair as vozes, sem esquecer as figuras\u00a0&#8211; \u00e9 o menino quem na verdade escreve. Esses livros, por\u00e9m, tempo im\u00f3vel em minha vida, n\u00e3o se fariam em um pa\u00eds sem liberdade.\u201d<\/p>\n<p>No mundo cada vez mais virtual o suporte para o livro tem mudado bastante. Temos sido seduzidos pelo ebook, mas os processos de cria\u00e7\u00e3o \u00a0continuam com tra\u00e7os assemelhados. N\u00e3o se busca o papel, mas carecemos de suportes como notebooks, desktops, smartphones. Al\u00e9m dos autores entram em a\u00e7\u00e3o outras pessoas que s\u00e3o important\u00edssimas pela qualidade e est\u00e9tica do livro: o designer, os diagramadores, os revisores&#8230; \u00e9 uma cadeia de profissionais que vai se somando.<\/p>\n<p>O cultivo aos livros em uma sociedade pode dispor sobre o grau de evolu\u00e7\u00e3o desta civiliza\u00e7\u00e3o. Pode se verificar o acesso desta na\u00e7\u00e3o aos recursos culturais. Meu amigo e minha amiga, pode tamb\u00e9m dizer a respeito de como valoramos o Estado Democr\u00e1tico de Direito. Defender a exist\u00eancia de livros, a circula\u00e7\u00e3o e o acesso deles \u00e9 assegurar a vida humana na sua completude de liberdade. \u00c9 possibilitar o pleno funcionamento da Rep\u00fablica de Cidad\u00e3os. Vivam os fazedores de livros! Viva a liberdade! Nenhum livro a menos!<\/p>\n<p>OBS: A ideia para escrever esse texto partiu da live feita por Pawlo Cidade, escritor, realizada no domingo, 19\/04\/2020, iniciada \u00e0s 15 horas, com dura\u00e7\u00e3o de uma hora<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Efson Lima \u2013 doutor em direito\/UFBA. Coordenador-geral da P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, Pesquisa e Extens\u00e3o da Faculdade 2 de Julho e do Laborat\u00f3rio de Empreendedorismo, Criatividade e Inova\u00e7\u00e3o ( LABECI).\u00a0 Escritor. Das terras de Itap\u00e9\/Ilh\u00e9us. efsonlima@gmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Efson Lima &nbsp; Dia 23 de abril se comemora o Dia Mundial do Livro e tamb\u00e9m dos Direitos do Autor. \u00a0Poderia ser mais uma data, mas lembrar o dia do livro se tornou uma data obrigat\u00f3ria para quem cultiva a liberdade. 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