{"id":100874,"date":"2020-03-30T16:00:20","date_gmt":"2020-03-30T19:00:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=100874"},"modified":"2020-03-30T12:06:12","modified_gmt":"2020-03-30T15:06:12","slug":"pesquisador-baiano-faz-mapeamento-sobre-estrutura-urbana-para-pessoas-com-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2020\/03\/30\/pesquisador-baiano-faz-mapeamento-sobre-estrutura-urbana-para-pessoas-com-deficiencia\/","title":{"rendered":"Pesquisador baiano faz mapeamento sobre estrutura urbana para pessoas com defici\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-100875\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ufrb.jpeg\" alt=\"ufrb\" width=\"256\" height=\"171\" \/>\u201cAo melhorarmos a estrutura urbana para pessoas com mobilidade reduzida, n\u00e3o estamos beneficiando somente este p\u00fablico, mas sim toda a popula\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 assim que o pesquisador baiano Macello Medeiros, da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), caracteriza a import\u00e2ncia de um trabalho que desenvolve nos \u00faltimos anos atrav\u00e9s de uma parceria entre o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA) e a Universidade onde atua. O pesquisador se dedicou a criar uma base de dados que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre acessibilidade em diversos equipamentos urbanos da capital baiana, o que pode auxiliar na tomada de decis\u00f5es de empresas e na cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Macello defende que ao dar visibilidade aos problemas enfrentados por pessoas com necessidades especiais e ao apontar as melhorias que podem ser feitas para promover a qualidade de vida, toda a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 beneficiada. \u201cA requalifica\u00e7\u00e3o de uma cal\u00e7ada, melhores sinaliza\u00e7\u00f5es, passarelas adaptadas para cadeirantes, tudo isso favorece a popula\u00e7\u00e3o inteira, pois dentro da parcela de pessoas com mobilidade reduzida existem gestantes, obesos, idosos, m\u00e3es com filhos pequenos, e todos eles s\u00e3o contemplados com a melhoria\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ele destaca que a acessibilidade ainda \u00e9 um assunto que precisa ser defendido. \u201cPouco se fala sobre esse assunto por se tratar de uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que \u00e9 menor e transita de forma invis\u00edvel, mas quando voc\u00ea permite a livre circula\u00e7\u00e3o, \u00e9 gerada uma melhoria na rela\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com a cidade, que passa a ocupar cada vez mais pra\u00e7as, praias, parques, etc.\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A inspira\u00e7\u00e3o para desenvolver o projeto surgiu da demanda de a\u00e7\u00f5es realizadas pelo grupo de trabalho de acessibilidade, mobilidade e cidadania do CREA, que conta com entidades representantes dos direitos das pessoas com mobilidade reduzida. Ao longo do per\u00edodo em que atuou no Conselho, Macello participou de diversas reuni\u00f5es, palestras, semin\u00e1rios e eventos em geral que abordavam o assunto. A partir dali, surgiu o interesse para gerar dados sobre diversos equipamentos p\u00fablicos, como pra\u00e7as, pontos de \u00f4nibus, dentre outros, para identificar como eles est\u00e3o adaptados \u00e0s pessoas com necessidades especiais. \u201cA estrutura do banco de dados \u00e9 dividida entre os seguintes pontos: cr\u00edtico, aceit\u00e1vel e favor\u00e1vel, que \u00e9 definido de acordo com o grau de adapta\u00e7\u00e3o para pessoas com defici\u00eancia (PCD)\u201d, explicou. Seu trabalho chegou a ser publicado em um livro internacional chamado Brazilian Mobility, que pode ser adquirido atrav\u00e9s do portal da Amazon e no site da editora Routledge.<\/p>\n<p>O projeto est\u00e1 concluindo a finaliza\u00e7\u00e3o da primeira vers\u00e3o de plataforma e recentemente foi contemplado no Edital Centelha Bahia, da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa da Bahia (Fapesb), vinculada \u00e0 Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Secti), que vai conceder R$ 1,5 milh\u00e3o em recursos para que 27 pesquisadores, no total, possam desenvolver seus projetos inovadores. \u201cO recurso deste edital vai possibilitar que a plataforma funcione e que possa agregar novos equipamentos, como pontos de \u00f4nibus, passarelas, sem\u00e1foros, faixa de pedestres, e, posteriormente, pretendemos expandir tamb\u00e9m para a an\u00e1lise das cal\u00e7adas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao Centelha, o pesquisador reitera a possibilidade de expandir o estudo atrav\u00e9s do recurso do qual foi contemplado. \u201cO Centelha possibilita mostrar como um projeto de pesquisa pode virar um neg\u00f3cio, algo que \u00e9 feito no mundo inteiro, mas no Brasil ainda estamos nos prim\u00f3rdios de gerar essa percep\u00e7\u00e3o na comunidade acad\u00eamica. Atualmente, estamos em fase de abertura de empresa e com ela pretendemos tamb\u00e9m mostrar como \u00e9 poss\u00edvel um trabalho acad\u00eamico virar um neg\u00f3cio que pode beneficiar toda a popula\u00e7\u00e3o, ou seja, um neg\u00f3cio social\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Bahia Faz Ci\u00eancia<\/p>\n<p>A Secretaria Estadual de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Secti) e a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ci\u00eancia, uma s\u00e9rie de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o de forma a contribuir com a melhoria de vida da popula\u00e7\u00e3o em temas importantes como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, dentre outros. As mat\u00e9rias ser\u00e3o divulgadas semanalmente, sempre \u00e0s segundas-feiras, para a m\u00eddia baiana, e estar\u00e3o dispon\u00edveis no site e redes sociais da Secretaria. Se voc\u00ea conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomenda\u00e7\u00f5es podem ser feitas atrav\u00e9s do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAo melhorarmos a estrutura urbana para pessoas com mobilidade reduzida, n\u00e3o estamos beneficiando somente este p\u00fablico, mas sim toda a popula\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 assim que o pesquisador baiano Macello Medeiros, da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), caracteriza a import\u00e2ncia de um trabalho que desenvolve nos \u00faltimos anos atrav\u00e9s de uma parceria entre o Conselho [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[26939,26940,8336],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100874"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100874"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100874\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":100876,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100874\/revisions\/100876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}