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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘“Porancy”’

Tupinambás realizam “Porancy” no Materno-Infantil para comemorar primeiro hospital especializado em atendimento indígena da Bahia

Cerca de 400 pessoas, entre lideranças, representações de comunidades aldeiadas e estudantes da etnia Tupinambá, ocuparam agora pela manhã o estacionamento do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, para agradecer aos governos federal e estadual, à secretaria estadual da Saúde e à Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS), pela luta em defesa da aprovação do Plano de Atenção Especializada aos Povos Originários (IAE-PI).

O HMIJS acaba de ser oficializado como a primeira unidade da Bahia como modelo de atendimento à população indígena do estado. A portaria que concedeu o incentivo foi assinada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, na última segunda-feira (11) e dois dias depois publicada no Diário Oficial da União.

Reunidos em uma grande festa, os indígenas realizaram o tradicional “Porancy”, um ritual com dança e orações. O Cacique Gildo Amaral, um dos líderes da etnia, explica que este ritual geralmente ocorre durante momentos de reivindicações dos Tupinambá. “Mas desta vez decidimos realizar para agradecer. Muita gente pode até estar estranhando. Mas essa foi a nossa intenção e a nossa determinação de estar aqui. Acolhendo a quem nos acolhe todos os dias”, revelou.

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Vai ter “Porancy” para receber Ynawá, “a água de chuva que traz fartura”

O  Hospital Materno Infantil Joaquim Sampaio, em Ilhéus, por intermédio da Secretaria de Saúde do Estado e da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUSU), gestora da unidade, já apresentou ao Ministério da Saúde um plano de ação para a execução de um programa de incentivo da atenção especializada para os povos indígenas do estado. Será o primeiro hospital a promover este atendimento na Bahia, onde existem 35 mil indígenas, de 20 etnias, distribuídos em mais de 130 aldeias. Juntos eles representam 0,5 por cento da população indígena do Brasil.

O hospital atende, por mês, em média, 60 gestantes que se autodeclaram indígenas. Com a iniciativa, o atendimento ganhará qualificação na prestação do serviço, respeitando contextos interculturais, cuidados tradicionais e a presença de atividades de educação permanente nas aldeias, dentre outros importantes eixos.

Chuva e fartura

Enquanto uma inesperada chuva caia sobre Ilhéus, Tainaçã, uma indígena de 20 anos, da etnia Tupinambá, ocupava a Sala 1 do Centro de Parto Natural (CPN) do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio e se emocionava ao ver o nascimento de Ynawá, que na língua tupinambá significa “água de chuva que traz fartura”. Desde cedo, ela já era acompanhada por uma equipe do CPN, esperando o momento do nascimento da filha. “Foi uma experiência maravilhosa. Eu tinha um pouco de medo por ser indígena e de sofrer preconceito quando chegasse para parir. Aqui eu vi que é tudo diferente. Fui acolhida desde a chegada, isso me fez me sentir mais à vontade e até me ajudou na hora do parto”, disse, enquanto tranquilamente amamentava a recém-nascida.

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