:: ‘artes plásticas’
As cores e luzes de Almira Reuter
Juraci Masiero Pozzobon
Almira Reuter nasceu em 1946 em Nanuque no interior de Minas Gerais. Auto didata, expressionista, começou as suas criações artística em 1986. Almira Reuter trabalha suas criações focando se na trajetória de sua vida de sua terra natal e a sua vida no campo.
Foi para o Mato Grosso, onde tudo começou com uma vida simples, mudou-se para Cárceres e depois para Cuiabá, onde se destacou como uma grande artista. No início fez trabalhos regionais matogrossenses, memórias de Cuyabá, Chapada dos Guimarães, Pantanal sua história com o fermento e o tempo, com o mesmo título lançou um livro de sua próprio autoria, onde tem abusado e registrados o seu tempo em telas.Hoje Almira Reuter reside em Salvador, cidade capital que escolheu para dar continuidade de sua vida artística, onde inova, trazendo as cores vibrantes e luz. Almira experimentou diversas técnicas e materiais, como em estopa, seda, chitão papel entre outras, também trabalhou na escultura.

Almira já participou de inúmeras exposições coletivas e individuais, tanto no Brasil como no exterior, a artista destacou-se com vários prêmios em salões, um dele da Funarte com o título “Obras primas” que contemplou uma exposição na Funarte em Brasília, Almira Reuter está sempre reinventando sem perder sua identidade, sendo fiel aos seus sentimentos.
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Juraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá,
Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ.
Doutoranda em Epistemologia e História da Ciência pela
Instituição Iesla/UNTREF – Buenos Aires, Argentina.
O adeus a João Bernardi

Virgínia Segatta
João Bernardi nasceu na cidade de Itu-SP em 1953. Sempre quis ser artista, mas seu pai não entendia esse lado do João. Então ele foi ser Desenhista Industrial.
Mas com o tempo, João passou a se dedicar as Artes Plásticas, fez parte dos Artistas da Praça da República na capital paulista e teve suas obras expostas em grandes Galerias de Arte.

João Bernardi
Com o tempo, por causa de um problema no pulmão, João Bernardi abandonou a tinta a óleo e passou a fazer Aquarelas.
João foi e continuará sendo um dos melhores Aquarelistas do Brasil! João Bernardi dedicou sua vida a Arte, com muita garra e muito Amor.

Infelizmente, no dia 27 de Agosto, nosso querido João Bernardi fechou seu olhos de artista, para sempre.
E assim, com um coração repleto de Arte, João partiu para os braços da eternidade… E nos deixa com imensa dor e eterna Saudade.

Voa João…voa para tua liberdade Voa através das tintas e das cores… Voa por tuas paisagens e por tuas flores… Voa feito passarinho quando abandona seu ninho… Voa feliz por esse seu novo Caminho.
Voa para esse caminho de Luz .. Voa João…boa ao encontro de Jesus. Já com saudade desse amigo e grande artista João Bernardi. Obrigada pela Arte que você nos deixou.
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Virgínia Segatta é artista plástica
O realismo mágico de Marti
A arte também tem o poder de unir as pessoas, no decorrer de minha carreira artística conheci muita gente incrível, artistas de muito talento, me surpreendi com muitos que embora já consagrados no meio, carregam a simplicidade de um aprendiz. Outros foram atraídos pelo elo da amizade que se solidificou. Outros, porém, e não são poucos, ultrapassam suas limitações visuais, auditivas, intelectuais e físicas num mergulho profundo na arte como um alívio, autoconsciência e conhecimento, expressão não verbal, um mecanismo de percepção do mundo ao seu redor. Falo de talentosos artistas como Martiniano Ferreira da Silva, de 44 anos, que nasceu com Síndrome de Asperger (Um estado do espectro autista, geralmente com maior adaptação funcional, não apresentando dificuldades em expressão e cognição) Também tem um comprometimento visual. Ele é o artista em destaque da Coluna dessa semana.
Sua assinatura artística é MARTI
Seu estilo: Realismo urbano, rural e abstrato
Sua técnica: Trabalhou muito o grafite, agora óleo sob tela.
“VALE DO ANHANGABAÚ”
OST 80 X 90

“FORA DE ESTRADA”
OST 70 X 100

“COMUNIDADE COMPLEXO DO ALEMÃO”
OST 70 X 100

A Arte como profissão de fé
E aí, tudo se fez novo… uma decisão que transformou completamente a rota de minha vida, me aproximando de Deus e da Arte. Por isso não tenho como desvincular minha profissão de minha fé.
A arte trouxe cor numa atmosfera preto e branco que estava minha vida. Deus trouxe e me deu direção, ativou o dom conferido a mim, e me deu capacitação para ir além.
Iniciei minha arte em meados de 1990. Hoje com um estilo próprio caracterizado por uma mistura de “Cloisonismo” e “Geometrismo” combino cores fortes e alegres trazendo uma harmonia como resultado final. Estou catalogada no Centro Campineiro de Arte e Folclore. Participei de várias exposições e minhas obras estão representadas em vários estados brasileiros e no exterior. Atribuo meu dom a Deus a quem refiro como meu Senhor e Salvador. Tinha como assinatura L.lima mas, entendi que a vida é feita de ciclos e nesses ciclos, novos desafios, expectativas e experiências tomam espaço do velho. São novas estações que chegam e mudam por completo a atmosfera da nossa existência. E posso dizer que “as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”.
“Muitas vezes abandonar o passado é difícil demais, agarramos a todo pequeno fio, por mais fino que seja que nos liga ao passado . Mas de repente passamos a olhar para frente, buscando aquilo que preencha nossa vida com plenitude e nos desperte para um novo tempo. Quando isso se estabelece dentro de nós, não importa aquilo que já foi construído até agora, o mais importante é romper com todos os pequenos “fios” que nos ligam ao passado e viver a primavera que se aproxima com força total, abertos para essa nova estação com toda novidade que ela nos traz.”
A expressão artística de Leila Castellan
Luciane Yahweh

Leila Castellan
Artista por natureza, bióloga, professora, e artesã, radicada em Uberlândia, Minas Gerais, Leila Castellan desde criança esteve envolvida com arte. Uma criança muito sensível e até hoje observava muito a natureza e ficava por horas olhando as nuvens no céu formando os “ bichinhos e pessoas” com seus movimentos.
Abaixo está sua primeira pintura, feita por volta dos 11 anos para um trabalho de escola. Ela pediu para que seu pai torneasse um prato em madeira e nele fez sua pintura.
“Não fiquei satisfeita, pois queria um prato fininho, mais aberto, e o barco não tinha perspectiva, pois não sabia desenhar.”, afirma a artista.

“PRIMEIRA PINTURA”
Essa pintura, remetia ao quão distante Leila Castellan sonhava em ir.
Tudo a encantava e ainda encanta. Os movimentos, as cores, as formas dos vegetais, das flores e tudo ao seu redor naquele olhar que só o artista nato possui.
Ser artista para Leila, é algo que nem todos o são ou podem ser. Mesmo com a aplicação e desenvolvimento das melhores técnicas, tal possibilidade precisa de um algo a mais. Esse “algo a mais”, segundo ela, é o que nos diferencia, que é nato, não adquirido apenas. É o que se expressa através da alma, dos sentimentos e da emoção.
“Cada um possui suas habilidades e competências, essas, mais ou menos desenvolvidas. Não é apenas o querer fazer, é o transmitir.”
“Creio que ser um artista é ter um dom Divino ou talento, é um objetivo de vida, que podemos desenvolvê-lo ou enterrá-lo por diferentes motivos. Que é expresso em nosso modo de vida e expressão.” :: LEIA MAIS »
Arte com ´alma grapiúna`: Carlos Santal retrata o universo do cacau e celebra Jorge Amado
Artista produz painéis em praça de Itabuna

Cantor, compositor, cineasta e artista plástico, radicado em Portugal desde 2007, o grapiúna Carlos Santal retornou a Itabuna, desta vez para uma estadia mais demorada, onde além de rever familiares e amigos, pretende mostrar sua arte em exposições que retratam a estreita ligação com o universo do cacau no Sul da Bahia, celebrizado mundialmente por Jorge Amado.

Recentemente, Santal participou da Festa Literária de Itacaré, onde exibiu oito obras, na exposição com o tema Cacau. “Foi uma experiência fascinante mostrar meu trabalho numa cidade que recebe milhares de turistas e poder abrir espaço para minha música e minha arte”.
ARTE NA PRAÇA

Convidado pela Prefeitura de Itabuna, Carlos Santal produziu dois painéis para a nova Praça Camacã (Otávio Mangabeira), que passa por um processo de requalificação, com previsão de inauguração em dezembro, e que deve se transformar num cartão postal da cidade.
A imaginação das máquinas de Godá
A imaginação das máquinas de Godá
Juraci Masiero Pozzobon
Rodrigo Godá, nascido em Goiânia, leva guardada sua adolescência, suas lembranças do artesanato brasileiro, desde a arte indígena, as festas populares, folia de reis, as cavalgadas e também não sai de sua mente os tecidos coloridos pela sua mãe.
Em toda essa passagem mora com ele todos seus trabalhos, no hábito observador por onde passar vê máquinas engenhosas, plantas e animais… “Requer que seja visto em conjunto, tudo ali reunido. A natureza, a vida urbana, todos com seus dilemas, suas angústias e vem também a esperança que permeia meu trabalho”. Também “posso dizer que labuto em cima dessa busca de identidade desde os primeiros experimentos gráficos, o que permite meu processo criativo”. Rodrigo Godá.

Rodrigo Godá é um artista dedicado a arte, com vasta imaginação do lúdico da sua maneira de brincar configurando o mundo da arte, e com o lírico com a poesia é o modo de falar mais comum, que são duas coisas: a arte que ensina e a obra feita com arte onde deixa o apreciador entrar na sua vida cotidiana.
Também o desenho um pouco despojado na sua pratica artística de liberdade.
Godá tem trabalhos diversificados, como pintura, desenhos feitos com uso de canetas de tinta preta sobre tela os desenhos de maneira chapada. Seus traços ora fina, ora espessa, que a espessura e o espaço irão dar o sombreamento no colorido ou na cor preta, ele faz seus trabalhos de uma maneira peculiar.

O artista quer na verdade, é trazer o domínio do invisível, com a intervenção de uma máquina maluca que prova a imaginação da arte contemporânea, onde o homem enfrentou a industrialização que está incomodando o mundo.
Marcelo Schimaneski, exemplo de superação

Juraci Masiero Pozzobon
Marcelo Schimaneski natural de Ponta Grossa, Paraná. Nasceu e cresceu e não sabia que já era um artista, o mesmo trabalhava numa empresa de ônibus para seu sustento um funcionário normal. Enquanto isso fazia desenho artístico no Senac com isso lhe deu experiência a um trabalho como serigrafista em Curitiba. Desempregado novamente volta a Ponta Grossa e fez algumas viagens de assistência para maquinas de cerrarias em outros estados, junto com um vizinho, nesse tempo fez amizade e teve conhecimentos de vida. Ao retornar numa viagem teve a contratação da empresa. Feliz com o trabalho e com o salário quando de repente aos 22 anos teve uma mudança brusca em sua vida, quando de repente Marcelo sofre um acidente, é internado no hospital sem saber da gravidade e foi informado sobre uma lesão grave na cervical. Marcelo manteve-se calmo e fez um tratamento e recuperou alguns movimentos. Hoje é impossibilitado de locomover-se com as pernas, mas com as mãos Deus lhe deu a habilidade do desenho e da pintura.

Com estimulo de pessoas próximas começou a fazer uso de tinta acrílica sobre tela.
Encontramos trabalhos lindos, sem constrangimentos de vários artistas sem instrução acadêmicos na área artística. Marcelo tem um trabalho espontâneo, de sua própria convivência ou mesmo de lugares por onde passa, retratando a vida com liberdade deixando a vida cabocla e interiorana natural criando com autenticidade e destreza.

Para o espectador, Marcelo apresenta um colorido que evidencia a interação de leitura, mesmo sem nenhuma palavra.
As cores vibrantes de Regina Sganzerla

Luciane Yahweh
Regina Sganzerla é uma artista de Cafelândia-Paraná, dedicada a arte e minuciosa nos detalhes. Comprometida com sua missão, mesclada com sua paixão, faz do seu trabalho sua grande paixão.
Ela traz como enredo condutor nas suas obras a temática fé e espiritualidade. Entre seus objetivos está o de evangelizar através da arte em temas que nos remetem ao criador e as criaturas, a natureza, reflexão , posicionamento e responsabilidade do homem perante ao planeta, ao ser humano.

A flora e fauna também se refletem em suas obras, além das relações humanas, família, resgate de valores, conflitos existenciais, educação cultural, valorização do papel da mulher entre outros sentimentos, como o amor, a paz, a amizade, etc.
A Arte em Cartão Postal de R.F. Bongarten
Cartão postal – uma simplificação da carta. trata-se de um pequeno retângulo de papelão fino, com a intenção de circular pelo correio sem envelope, tendo uma das faces destinada ao endereço do destinatário, postagem de selo, mensagem do remetente e na outra face alguma figura. Tendo sua origem na Áustria em primeiro de Outubro de 1969. A minha geração dos anos 60 teve o privilégio de conhecer a sensação de receber um postal, geralmente quando em viagem as pessoas compravam postais do local para enviar aos amigos ou familiares.
O artista, poeta, escritor, desenhista, engenheiro de produção pela Univesp, pós graduado em Artes Visuais REINALDO BONGARTEN, trás de volta o costume adormecido pelo avanço tecnológico.

Em 2017, R.F. Bongarten iniciou na Arte Gráfica, pinturas e desenhos. Um artista e escritor, sua poética vem da geometria, trabalhando com quadrado, triângulos e círculos.
“ O desafio é fazer composições que estimulem a criatividade com sentimento, gerando abstrações coloridas que faça refletir sobre o mundo,sobre a vida,sobre o que você sabe de você mesmo. Dos seus sentimentos,das suas alegrias, das suas tristezas , dos seus desafios, e dos seus momentos malucos pessoais.”
Na arte de R.F.Bongarten existe uma representatividade nas figuras geométricas usadas.
QUADRADO – Representa a base de tudo.
TRIÂNGULO – Representa o ponto de partida de um caminho. Da base para cima buscando um caminho de evolução.
CÍRCULO – Representa a continuidade de tudo da vida: Resiliência, a constância, a motivação eterna, a aprendizagem, o entendimento.
Essas três formas juntas com o processo humano, espiritual e a loucura artística, formam a minha poética.
As obras multicoloridas são para representar essa fase da Fábrica Poética , um momento mais lúdico, infantil, vivendo e sorrindo.
Título: “AFROMÉRICA ”
Essa foi uma das primeiras obras que fiz. Utilizo apenas triângulos, quadrados e círculos.




Título: “ACHE O ERRO”
Essa obra segue uma lógica de sobreposição do maior para o menor, e segue um caminho.

“VARETA MÁGICA”
Existem vários suportes artisticos, várias formas de se expressar artisticamente, seja no Street art (graffiti) livros, tv, cinema, artes plásticas, arte digital, NFT e tantas outras. Atualmente eu junto desenhos a mão livre digitalizando e criando obras mistas, sendo utilizado tintas, impressos, colagens, tudo para montar uma composição única. Minha vertente atual se inspira no Dadaismo, precursor da Arte Postal.
Atualmente me considero o maior produtor de Cartão Postal do Brasil. são quase 1100 cartões postais artísticos temáticos de abstrato geométrico minimalista. As obras podem ser vista no instagram: www.instagram.com/
Sendo referência como artista postal, fui convidado a participar do programa Encontro com Fátima Bernardes/Rede Globo, na semana de natal, para falar de sentimento, de um pedacinho de sentimento que é enviado às pessoas que amamos, através de cartões postais. https://youtu.be/qu-E-FdzOSw
“CARTÃO POSTAL É ARTE E É SENTIMENTO. É EMOCÃO. É HUMANIDADE PURA. SE TOCAR O CORAÇÃO, ENTÃO EU JÁ CUMPRI O MEU PAPEL, QUE É FABRICAR EMOÇÕES”. (R.F. BONGARTEN)
Eu já tive o privilégio de receber inúmeros cartões postais em minha adolescência. Atualmente recebi de Bongarten lindos cartões, é realmente emocionante. Para a nova geração, conheçam o cartão postal frente e verso da Fábrica de Emoções:


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